A noite havia sido longa demais. Rebeca e Carol não pregaram os olhos nem por um segundo, virando de um lado para o outro sobre a cama, tentando ignorar o frio da incerteza que se infiltrava em cada pensamento. O silêncio da mansão, quebrado apenas por passos esparsos no corredor e o ronco distante de algum traficante bêbado, pesava como chumbo. Quando finalmente as primeiras frestas de luz dourada cortaram o quarto pelas bordas da janela m*l vedada, ambas sabiam que haviam atravessado a madrugada por inteiro. Carol bocejou, mas o gesto era interrompido pelo olhar nervoso que ela lançava para a porta. — Finalmente já é de manhã — murmurou, como se não quisesse que o próprio ar escutasse. Rebeca não respondeu. Os olhos dela estavam vermelhos de vigília, mas a postura era firme. Es

