O barulho dos helicópteros não cessava. O som das hélices era um zumbido constante, como lâminas afiadas cortando o ar em intervalos que rasgavam os nervos de todos que permaneciam no alto do morro. O céu já não parecia céu, mas um campo suspenso de aço e motores, pairando acima da mansão do Morro do Príncipe. Igor correu com a lata de tinta branca em mãos. O suor escorria pelo rosto, manchando a camisa já suja de pó. Ele se abaixou, pressionou a válvula e começou a girar o punho com velocidade. A linha que saía do spray era grossa, irregular, escorrendo pelos paralelepípedos m*l alinhados. A pressa não permitia capricho. — Mais rápido, mais rápido! — gritou Rafa, chutando para o lado um pedaço de barricada feita de madeira e ferro velho. — Esses helicópteros não vão ficar esperando a

