Miguel se moveu pelo salão, um predador cortando a multidão. Cada passo era deliberado, a mão por dentro do paletó roçando o cabo frio da pistola. A paranoia e a raiva o guiavam em direção a um único ponto: o corredor dos banheiros. Ele ia resolver o problema chamado Capitão Josué. De um jeito ou de outro. Ele estava a poucos metros do corredor quando o primeiro grito cortou o ar, agudo e aterrorizante. A música do jazz parou com o som de um disco arranhando. As conversas morreram. E então, o caos. Uma correria desenfreada começou, vinda exatamente da direção para onde ele ia. Convidados mascarados, antes tão elegantes e compostos, agora corriam em pânico, empurrando uns aos outros. Do meio da confusão, uma figura emergiu, correndo na contramão. Um homem de máscara preta, o terno esc

