Capítulo 4

544 Words
O interior da mansão estava duzentas vezes mais calmo do que o lado de fora, mas isso não significava que estava tudo quieto. Ainda havia funk tocando em caixas de sons espalhadas pelos aposentos e pessoas bebendo e dançando. Caixas e até mesmo pedaços de pizza rolavam pelo chão, sendo chutadas e esmagadas. Em cadeiras, sofás e mesas, casais se beijava, Carolina ficou boquiaberta ao ver duas mulheres praticamente se engolindo. Rebeca teve que segurar a mão da amiga para que ela não se juntasse aquela bagunça. Atrás de um jarro com uma planta alta, dois homens pagavam um boquete em outro, revezando as chupadas. Se Miguel viu, não esboçou reação. Gemidos escaparam dos quartos quando andaram pelos corredores, pelo menos alguém transava nos lugares apropriados. No entanto, isso não foi um bom sinal para elas. — Parece que estão todos ocupados — disse Miguel del Rey. — E agora? — Perguntou Rebeca Diamantino. — Eu não sei. O meu quarto está livre. — Nós não vamos dormir com você, seu cretino! — Ah, vamos sim — Carolina abraçava a amiga pelo pescoço. — Eu não estava propondo sexo — o dono do morro se defendeu, erguendo as mãos para cima como se estivesse sendo rendido. — Eu vou virar a noite, vocês podem dormir no meu quarto, sozinhas. Ou se pegarem até o amanhecer se assim desejarem. — Eu quero — Carolina riu, uma risada estranha de bêbada. — Não somos esse tipo de amigas — Rebeca afastou a morena antes que ela a beijasse, a língua já saindo para fora da boca. — Nós aceitamos, mas você tem que garantir que ninguém vai invadir o quarto para importunar a gente. — Ninguém entra no meu quarto sem permissão — ele assegurou. Miguel as levou para a parte de cima da mansão, onde ficava sua suíte. Conforme subiam as escadas, começaram a ouvir gemidos. A cara do dono do morro se contorceu em uma feição de preocupação quase cômica. — Não, não — falou consigo mesmo. — O filho da p**a, resto de aborto desgraçado, não fez isso comigo. Não na minha cama nova. — O quê? — Rebeca perguntou confusa. — Quem? Miguel correu subindo as escadas e se apressou no corredor para abrir sua porta com o leitor de digital. Elas chegaram a tempo de ver a revelação com o dono do quarto. Um homem com músculos esculturais estocava com força em uma mulher de quatro enquanto outra lambia sua b***a logo atrás. As mulheres se jogaram na cama e se cobriram, mas o homem de longos cabelos cacheados descendo sobre os ombros permaneceu no lugar, o pênis ereto, devia estar duro como pedra. — Meu Deus — Carolina literalmente babou. — Agora é a minha vez? — Aquieta o r**o — mandou Rebeca. Miguel puxou a arma e apontou para o homem. — Eu disse o que faria se você fizesse isso de novo — falou entredentes. — O que foi que você disse mesmo? — Indagou o exibicionista. E então acenou para as garotas. — Olá, prazer, eu sou o Enrique. — Você é um filho da p**a desgraçado, Enrique — Miguel quase espumava de raiva. — Sério. Mamãe vai adorar saber. Por isso eu sou o gêmeo favorito.
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