A manhã seguinte começou com um silêncio opressor. Rebeca, movida por uma energia nervosa, já estava em seu escritório improvisado na mansão, o notebook aberto. Ela pesquisava freneticamente sobre “gerenciamento de crise” e “relações públicas pós-tragédia”, tentando traçar um plano para salvar a imagem do Rio Real. Era uma tarefa quase impossível, mas a mantinha ocupada, a impedia de pensar no corpo de Josué no chão do banheiro. Seu celular vibrou sobre a mesa. Um número desconhecido. Seu estômago gelou. Com a mão trêmula, ela atendeu. — Alô? — Senhora Rebeca Diamantino? — A voz do outro lado era masculina, fria e oficial. Rebeca a reconheceu imediatamente. Era o detetive do caso. — Sim, sou eu. — Estamos analisando os registros digitais do seu evento. Foi um trabalho minucioso,

