De volta ao quarto, após a tranca soar mais uma vez, o silêncio pareceu esmagar o ar. Rebeca Diamantino se permitiu se sentar no próprio chão frio, encostada na parede, os braços cruzados, o maxilar firme. Os olhos percorriam cada detalhe do quarto como se buscassem uma falha, uma saída, qualquer coisa que indicasse que havia um jeito de escapar. Mas não havia. Carol, por outro lado, se encolheu contra a porta, abraçando os joelhos, o olhar perdido. A palidez dela não era só da ressaca, mas de medo acumulado. O corpo parecia encolher cada vez mais, como se quisesse desaparecer. — Sabe o que mais me apavora? — murmurou Carol, com a voz embargada. — Não é nem o que eles podem fazer com a gente... é pensar que minha mãe deve estar em casa agora, sem nem imaginar onde eu tô. Talvez ache

