Rebeca arrastou seu corpo cansado pelo corredor silencioso da mansão. A adrenalina que a sustentou durante a noite se dissipara, deixando para trás apenas uma exaustão profunda e a dor surda dos acontecimentos. Cada passo em direção ao seu quarto parecia pesar uma tonelada. Ela só queria o silêncio, a escuridão, um momento para parar de pensar. Quando sua mão tocou a maçaneta, a porta ao lado se abriu. — Beca? Era Carol. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, mas a preocupação neles era genuína. Sem dizer uma palavra, ela se aproximou e abraçou a amiga com força. Rebeca, pega de surpresa, retribuiu o abraço, sentindo pela primeira vez o quão tensos estavam seus próprios músculos. — Eu sinto muito — sussurrou Carol, a voz embargada. — Pelo restaurante, pela festa... por tudo. Toda a

