O relógio marcava quase cinco da tarde quando Rebeca Diamantino finalmente se recostou na poltrona de couro do escritório de Miguel del Rey. A luz do entardecer atravessava as janelas blindadas, tingindo de dourado as paredes revestidas de madeira escura. O ar-condicionado trabalhava forte, mas mesmo assim gotas de suor escorriam pela nuca dela. Foram horas de discussão, páginas redigidas e revisadas, carimbos, assinaturas. Os advogados de Miguel e Enrique, experientes e frios como bisturis, haviam cuidado de cada detalhe com precisão clínica. Para seu alívio, Rebeca também teve direito a um representante legal também - embora escolhido pelos próprios gêmeos. Ainda assim, era um advogado formado, de fala firme, que lhe explicou cada cláusula do contrato. No fim, o veredito estava cla

