Na noite anterior, após a assinatura do contrato que selou seu destino, Rebeca sentia o peso do mundo sobre os ombros. A exaustão mental era tão avassaladora que, assim que os advogados se retiraram, ela dispensou qualquer conversa, pedindo apenas para ir dormir. Um descanso sem sonhos era o máximo que poderia esperar, e felizmente foi o que conseguiu em um dos quartos de hóspedes vazios. Quando acordou na manhã seguinte, a luz do sol invadindo o quarto tão clara que machucava a vista, por um instante ela se sentiu apenas cansada. Então, a realidade a atingiu como um soco: ela não era mais uma refém esperando um resgate. Era uma funcionária. Do Morro do Príncipe. A ideia era tão absurda que ela quase riu. Rebeca se levantou, encontrando sobre uma cadeira um conjunto de roupas simpl

