Distante do seu escritório seguro de onde Rebeca Diamantino o assistia, Miguel del Rey avançava pelas ruas do Morro do Príncipe, um furacão incontrolável e possesso. No meio do fogo cruzado, cada rajada de metralhadora e cada explosão o atingiam como um soco no peito, furtando parte do seu fôlego. Apesar disso, ele resistia, nunca desistia. — Avança, Igor! — gritou, vendo um dos homens recuar atrás de uma barricada. — Não dá pra ir não, chefe! — respondeu o homem com a voz trêmula de medo e cansaço. O conflito exauria a todos. — Não dá pra ir o quê, rapá? — Miguel ralhou, cuspindo. — Ou tu só tá com medinho de morrer? Vai, agora, seu b****a! — Miguel apontou a arma e avançou junto. Um clarão iluminou o céu, seguido de estilhaços de vidro e fumaça. Ele se abaixou rapidamente, empu

