O quarto ainda carregava a tensão da noite, mas Rebeca decidiu que era hora de confiar, ao menos de forma parcial. Ela respirou fundo, mantendo o revólver firme na mão, os olhos fixos em Miguel, que permanecia imóvel, aguardando sua decisão. — Certo — disse ela por fim, a voz firme. — Vamos fazer esse passeio. Mas você sai primeiro do quarto. Eu vou indo logo atrás. Miguel arqueou uma sobrancelha diante da conduta cuidados dela, mas sorriu de leve, como se se apropriasse da situação sem contestar. Ele abriu a porta e avançou pelo corredor silencioso, os passos ecoando pelo piso de madeira polida. Rebeca, ainda com o revólver na mão, se manteve a alguns metros atrás, a respiração controlada, cada músculo preparado para reagir a qualquer sinal de ataque. A mansão estava diferente do

