O elevador parou no andar alto, e o silêncio que envolveu pai e quase-filha parecia o prolongamento daquela manhã de tormento. Heitor girou a chave, empurrou a porta do apartamento e deixou Carol entrar primeiro. O sol se filtrava pelas grandes janelas, iluminando o ambiente luxuoso, nada discreto, que Heitor Diamantino gostava de ostentar. Carol largou a bolsa em cima do sofá e, sem pensar, voltou-se para ele. Os olhos marejados não escondiam o cansaço, mas também revelavam um alívio pulsante. Ele, com a respiração ainda pesada da tensão, a puxou para um abraço. Foi um gesto longo, mais longo do que deveria. Carol deixou o rosto repousar no peito dele, aspirando o cheiro de sua camisa ainda marcada de fumaça e suor. Heitor apertou com força, como se ela fosse desaparecer caso afroux

