O sol já havia nascido sobre o Morro do Príncipe quando Heitor Diamantino acelerou o seu carro reserva pelas ruas irregulares que serpenteavam pelo morro. O motor rugia, ecoando entre os barracos ainda queimados e os escombros de carros retorcidos. O cheiro de fumaça, resíduos de pólvora e suor humano ainda se misturava ao ar matinal, e Heitor não pôde evitar um arrepio. Cada curva parecia mais estreita do que a anterior, cada beco mais perigoso. A mansão de Miguel del Rey se ergueu imponente sobre o morro como um castelo sombrio. Heitor respirou fundo, tentando controlar a ansiedade que latejava no peito. Ele havia dirigido de forma firme, mas a inquietação era visível em seu rosto. Adiante, os homens o esperavam, as garotas entre eles, com os olhares cheios de preocupação. Ele desc

