O diretor pediu que todos fossem ao pátio logo após o café da manhã. Os alunos foram se agrupando, tensos, trocando olhares discretos. O céu estava coberto por um cinza suave, típico dos fins de semana no internato, e o clima parecia ainda mais pesado por causa do nervosismo coletivo. Eleonora ficou mais ao fundo, ao lado de duas colegas que haviam sido simpáticas com ela desde a chegada. Adrian estava com o próprio grupo, alguns metros à frente, braços cruzados, tentando parecer indiferente… mas ele sabia que o diretor não chamava assembleias à toa. Seus olhos acabaram, inevitavelmente, encontrando os dela por um segundo rápidos, tensos, desviando logo depois. O diretor, um homem baixo, corpulento e de expressão séria, subiu no pequeno tablado improvisado e pigarreou, fazendo com que o

