Eleonora ficou encarando o teto do quarto por longos minutos depois que o sinal noturno tocou. O internato estava silencioso, o tipo de silêncio que fazia o coração dela bater alto demais. Ela se sentou na cama. Ir até ele ou não? Parecia uma escolha simples, mas nunca fora. Não com Adrian. Mas a verdade era óbvia demais: ela já tinha escolhido antes mesmo de pensar. O corpo dela já sabia a resposta. Eleonora respirou fundo, colocou um casaco leve e saiu do quarto devagar, cuidando para não fazer barulho. Os corredores estavam escuros, só a luz de emergência guiando o caminho até a sala de estudos. Seu coração batia tão forte que ela achava que alguém ouviria. Ao chegar, ela viu a porta semicerrada, uma lâmina de luz escapando pela fresta. Ele estava lá. Eleonora empurrou a porta

