CAPÍTULO 26 LÍVIA NARRANDO Assim que a gente chegou no posto, já dava pra ouvir a dona Marta reclamando de alguma coisa lá dentro antes mesmo da gente entrar. — Isso aí é dom natural — Ana murmurou do meu lado. Segurei o riso. Empurrei a porta de vidro e o cheiro de álcool, remédio e café velho bateu na hora. Rotina. O posto já tava cheio mesmo cedo. Criança chorando, gente sentada esperando atendimento, televisão ligada baixinho no jornal da manhã e ventilador fazendo barulho no teto. Fui direto bater o ponto antes que dona Marta aparecesse do nada igual assombração. — Bom dia, meninas — Seu Jorge falou da recepção. — Bom dia — respondemos juntas. Passei o cartão no relógio e ouvi o “pi” confirmando meu horário. — Milagre — Ana falou — cinco minutos antes ainda. — Nem comenta p

