SERÁ ISSO CIÚMES?

1502 Words
Depois que Mia desceu cada degrau de escada, Hugo se sentou no sofá. Os olhos dele foram acompanhando Mia, até que ela se sentou no sofá ao lado. — Como está se sentindo? — Mia perguntou. Ela estava feliz de ver Hugo se recuperando. Da última vez que ela tinha visto ele no dia anterior, temeu muito pela vida dele. — Estou bem, e você como está? Estão te tratando bem por aqui? — Hugo perguntou na tentativa de puxar assunto com Mia. — Sim, fui muito bem tratada — ela respondeu com um leve sorriso. — Que bom. Hugo não sabia o porquê, mas sentiu uma leve pontada de ciúmes. Será que estaria rolando algo entre ela e Bruno? Ele logo tentou afastar o pensamento. Mia se levantou e foi em direção a área externa. Ela quis sair de perto de Hugo, pois ainda estava um pouco sem jeito e envergonhada perto dele. Hugo era um homem alto, relativamente forte, lindo, mas um pouco intimidador por conta da sua cara de bad boy. Não que isso fosse um problema, visto que ele era charmoso e bem sexy, o que não facilitou as coisas para Mia, já que era bem difícil disfarçar a atração que sentiu por ele desde o primeiro momento. Enquanto Mia estava lá fora, Bruno foi em direção a área externa, e vendo que ela ainda estava tímida por conta da presença de Hugo, ele ficou fazendo companhia a ela. Bruno não tinha nenhum tipo de interesse em relação a Mia, visto que o interesse de Hugo por ela era notório, e o dela por ele também, mas ele tinha se afeiçoado a garota, e sabia o quanto era difícil para ela se adaptar aquele mundo desconhecido. Da sala dava para Hugo vê tudo, já que a casa era cheia de paredes de vidro, o que aumentou ainda mais suas suspeitas de que poderia estar acontecendo algo entre eles, e o ciúme o consumia ainda mais. "Porque eu estou assim? Eu m*l conheço essa mulher." Depois de alguns minutos, Bruno e Mia voltaram para dentro da casa, e perceberam que Hugo estava com uma expressão seria. — O que houve? Está tudo bem? — Bruno perguntou. — Por que não estaria? Bruno logo percebeu do que se tratava o mau humor repetindo do seu amigo, mas deixou para falar com ele depois. Hugo então se levantou para ir tomar um banho, Luca se aproximou para ajudá-lo a subir as escadas, e logo sussurrou algo no ouvido do seu irmão: — Você precisa disfarçar o seu ciúme, irmãozinho. Hugo olhou para ele franzindo o cenho bem sério. — Está dando muito na cara — Luca riu com um certo sarcasmo. — Vai se ferrar. — Calma, perder a linha não é muito do seu feitio, irmãozinho — o irmão de Hugo riu ainda mais. Eles continuaram subindo os degraus lentamente, e foram em direção ao quarto de Hugo. — Quer ajuda para tomar banho? — Luca perguntou com bastante deboche — Se preferir posso chamar a Mia. — Nossa Luca, você está tão engraçado hoje — Hugo falou ironicamente, já sem paciência. Hugo entrou em seu quarto, e assim que fechou a porta o seu pensamento se voltou para Mia e Bruno novamente. Já no banho, ele não conseguia evitar de sentir ciúmes, mas ao mesmo tempo sabia que não tinha o direito de fazer cobranças a nenhum dos dois, caso eles estivessem tendo algo. Além do que, desde o atentado de Laura, Hugo havia decidido que não se relacionaria novamente. Todas as suas relações desde então foram de uma noite ou duas no máximo. Sendo tirado dos seus pensamentos, Hugo escutou a porta bater e se apressou para sair do banho. — Pode entrar — ele respondeu. Bruno, que sabia que era o motivo por trás do mau humor do seu melhor amigo, tratou de esclarecer as coisas. — Qual é, cara? Não precisa ficar com ciúmes, eu não tentaria nada com a garota. — Do que você está falando? — Hugo se fez de desentendido. — Vai negar pra mim? — Bruno indagou. — Você sabe que está fora de cogitação me envolver com alguém. — Então você nunca mais vai se envolver com nenhuma mulher? — O plano é esse —Hugo falou pegando uma roupa em seu closet — Assim eu não terei mais nenhum ponto fraco. — Você deixará de viver algo muito bom para não ter ponto fraco? — O que eu sei é que em relação a Mia minha prioridade é protegê-la. Ela salvou a minha vida, e eu devo isso a ela, e me relacionar com ela seria fazer o oposto de protegê-la. — Só para você saber, eu acho que ela também está interessada — Bruno falou sorrindo na intenção de colocar mais lenha na fogueira — Ela ficou muito preocupada com você ontem, e eu a peguei rezando por você e tudo mais. Hugo deu um sorriso de lado, e Bruno acabou lembrando de outra coisa. — Eu acho que ela passou por alguma coisa traumática recentemente — Bruno contou, dessa vez com uma expressão mais seria — Ela disse a sua mãe que perdeu os pais recentemente, e chorou bastante ao contar. Hugo ficou pensativo. — Pela forma que ela falou, ela perdeu os dois ao mesmo tempo — Bruno disse se recordando do que Mia havia falado no carro para Ângela — Então eu presumi que ou eles foram mortos ou sofreram um acidente. — Faz sentido — Hugo constatou — Eu quero que você investigue a vida dela. Lá no Hotel deve ter alguns dados pessoais e você pode começar por lá, depois me fale o que descobriu. — Certo — Bruno assentiu — Farei isso agora. — Peça para que ela suba, eu quero conversar com ela. — Ok Dois minutos depois, Mia chegou na frente do quarto de Hugo e bateu na porta. Ele respondeu que ela poderia entrar. Mia arrumou os cabelos, o vestido, respirou fundo e entrou. — Mandou me chamar? — ela perguntou abrindo a porta. — Sim, mandei! Por favor, feche a porta. Hugo estava sentado na cama, encostado em alguns travesseiros que estavam na cabeceira. Já Mia ficou de pé em frente a cama, mas ele pediu que ela se sentasse, e assim ela fez. — Mia, você sabe que precisa ficar aqui por uns dias, não é? — Eu queria falar sobre isso com você também — ela falou de cabeça baixa — Eu acabei de chegar do México, e dei muita sorte de conseguir o trabalho do hotel. Ontem eu sumi sem dar satisfação para minha chefe, e eu não posso perder esse emprego. Eu preciso ir lá o quanto antes para tentar recupera-lo. Hugo quis rir, mas se manteve sério e perguntou: — Mia, você desconfia quem eu sou? Mia imaginava que Hugo fosse uma espécie de gangster ou chefe do crime, mas teve receio de falar. — Não, mas imagino que você esteja encrencado pelo que eu vi ontem. Hugo não conseguiu segurar, e acabou sorrindo do jeito que ela falou. — É, digamos que eu realmente esteja encrencado... Nós estamos, pra ser mais exato. Um dos homens que estavam ali para me matar acabou fugindo, e já deve ter passado dados seus para o meu inimigo, já que você me salvou e por conta disso eles não conseguiram concluir seus planos. Mia ficou observando, mas no fundo ela sabia que estava bem encrencada. Hugo logo percebeu que Mia não sabia que ele era o dono do Hotel, então resolveu contar. — Mia, sobre o seu trabalho, eu vou falar pessoalmente com a Amélia que você ficará alguns dias ausente. — Ela não vai concordar — Mia falou apreensiva — Ela nos falou que o hotel não tolera falta de comprometimento. — Entendi. — Ela também falou que o dono do hotel acompanha os negócios de perto, e também é bem exigente. Hugo riu novamente, e então falou: — Mia, eu sou o dono exigente do hotel ao qual ela se referiu. Mia colocou as duas mãos na boca e arregalou os olhos surpresa. — Céus, você é o meu chefe? — ela perguntou, e logo tratou de se explicar — Eu não estava falando m*l da Amélia, por favor não me entenda m*l, eu só disse que ela era exigente. — Tudo bem, Mia. — Ela também não falou m*l de você — disse Mia — Mia... Mia... Calma, eu não estou pensando nada. — Ao falar que você era exigente, ela só estava deixando claro que os funcionários precisavam se comprometer, e que lá tinham regras — Se explicou aparentemente nervosa. — Ei... Calma — disse Hugo — Você não falou nada de comprometedor. Mia estava mais confusa do que nunca. Ela se perguntava o por quê do seu chefe, dono daquele hotel luxuoso, ter inimigos tentando mata-lo? E por que tantos homens armados fazendo a segurança daquela casa? O que esse homem escondia?
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