ENQUANTO ISSO NA CLÍNICA...
Hugo acordou sem febre, e viu Luca dormindo em uma poltrona a sua frente e seu pai dormindo no sofá ao lado da cama. Ele tentou se mexer, mas ainda estava sentindo um pouco se dor.
— Meu filho, como está se sentindo? — Stefano perguntou ao perceber que Hugo havia acordado, e se aproximou da cama.
— Estou bem pai, cadê a mamãe?
— Deve está chegando daqui a alguns minutos, ela e o Bruno ficaram de sair bem cedo da sua casa.
— Pai, você sabe da moça que estava vestida de camareira?
Stefano percebeu um certo interesse do filho, mas não quis comentar nada, Já Luca que também havia despertado ao escutar a conversa do seu irmão e do seu pai no quarto, não poderia perder a oportunidade.
— Ela foi embora — ele falou na maior cara de p*u.
— Como foi embora?
— Disse que queria ir para a casa dela.
— E vocês permitiram? Ela está correndo perigo — Hugo falou tentando se levantar.
Stefano vendo que seu filho seria capaz de sair daquela cama para ir atrás da camareira, desmentiu seu filho mais novo.
— Ela está na sua casa.
— Luca, seu i*****l — Hugo xingou voltando a se deitar e arrancando gargalhadas do irmão.
— Eu pedi que o Bruno levasse ela e a sua mãe para sua casa por medida de segurança — Stephano esclareceu. — Depois seu irmão me contou que você havia feito justamente esse pedido para eles ainda no hotel.
— Ótimo! Ela precisa de proteção agora — Hugo falou se sentindo mais aliviado — Com certeza o Riccardo Rocco virá atrás dela, já que o capanga dele viu ela me ajudando.
— E de nós — Luca constatou — Já que graças a mim que sou o mais eficiente dessa família, o Rocco Grecco está morto.
— Luca, por falar nisso eu queria te agradecer — Hugo falou sendo sincero. — Não sei o que teria acontecido se você não tivesse atirado naquele maldito.
— Eu sei, eu sou um herói.
— Pronto, agora está se achando — Hugo revirou os olhos. — Só deixando claro que estou agradecendo pela ação isolada de ontem, porém eu continuo sendo o mais bonito, inteligente e eficiente dessa família.
— Só que não — Luca protestou.
Ângela, que chegava com Bruno, ficou feliz em ver a brincadeira entre os irmãos. Isso era um sinal de que o seu primogênito estava melhor.
— Como você está, meu amor? — Ela perguntou se aproximando da cama e dando um beijo na testa do seu filho.
— Estou bem, mãe.
— Você nos deixou preocupados, cara — dessa vez foi Bruno que falou se aproximando da cama e dando um toque de mão no seu melhor amigo.
— Eu sou duro na queda.
— Só não dá outro susto desse na gente.
— Vou tentar — Hugo respondeu sorrindo.
— Nem brinca.
— Mas a propósito, como está a Mia?
Bruno, assim como Stephano e Luca, também percebeu o interesse do amigo, e não conteve a risadinha.
— Ela está bem! Ontem fomos até a casa dela, e pegamos algumas roupas e objetos pessoais para levar para a sua casa.
— Está bem preocupado com a sua hóspede, não é irmão? — Luca mais uma vez quis provocar Hugo.
— Só estou grato, seu i****a.
— Hum... Sei... — Luca falou sorrindo com um certo sarcasmo.
Dr. Mancini, que estava sendo aguardado por cada um deles, entrou no quarto cumprimentando a todos, foi até próximo a cama de Hugo e monitorou todos os sinais vitais dele.
— Hugo, o ideal seria que você ficasse pelo menos mais três dias aqui na clínica, mas te conhecendo bem, eu sei que isso não é possível, então eu vou te dar alta, mas você precisa de muito repouso. Nada de movimentos bruscos, tome todas as medicações nos horários e quantidades certas e qualquer coisa é só me ligar.
— Obrigado, doutor — Hugo agradeceu e todos ficaram felizes com a notícia.
Dr. Mancini se retirou, e todos se preparam para ir para casa.
— Filho, precisamos ir para nossa casa — Stephano falou, afinal o capo da máfia tinha muitos afazeres — Estou feliz que você está bem, nós vamos nos falando.
— Tudo bem, pai — Hugo respondeu se levantando vagarosamente da cama. — Obrigado por terem vindo.
Os pais de Hugo se despedem dele, de Luca e de Bruno. Depois de Stephano e Ângela terem ido embora, Hugo entrou no carro junto com o seu irmão e seu melhor amigo, e seguiu em direção a sua mansão.
[...]
Mia escutou um barulho, e quando olhou na varanda do quarto viu que Hugo havia chegado, então desceu para vê-lo.
Quando Hugo entrou na sala da sua mansão, Mia estava descendo as escadas. Ela estava com um vestido azul em um tom bem claro e com seus cabelos soltos.
Hugo simplesmente paralisou. Se vestida em um uniforme de camareira, com um coque no cabelo, Mia já havia chamado a atenção de Hugo, agora com aquele vestido que caiu tão bem nela e seus cabelos soltos, ela deixou ele ainda mais impressionado.
Mia deu um sorriso genuíno para ele, ela realmente estava feliz por ele já está em casa, mas ao mesmo tempo não podia evitar de se sentir desconcertada perto dele.