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Blurb

Caroline Biazin é o puro pecado em forma de gente, com seu rosto angelical consegue tudo o que quer; Enganar, mentir, omitir, fingir e outras mil coisas.

Mas com seu jeito consegue tudo o que nunca precisou pedir; Holofotes, atenção, distrações, corpos e mais corpos. A famosa garotinha rica se vê em tempestade quando seu pai anuncia um novo romance e começa a entrar em pânico, ela só não contava com a presença da irmã de sua nova madrasta. Uma mulher 7 anos mais velha do que ela a faz ter uma atração grande e um desejo incontrolável, Caroline sempre tem o que quer, Dayane será mais um de seus brinquedinhos?

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⟨ ≿ Capítulo 1 ≿ ⟩
⇋P.O.V DAYANE⇋ ______________________________________ O vento quente de Miami nunca me deixou feliz, mas agora, estava deixando. Eu cresci aqui e depois de sair eu não pensei em voltar, nada do que tá acontecendo fazia parte dos meus planos, mas é como dizem; Nada sai como o planejado. E eu com certeza estava sendo a prova disso, mas quem não iria fazer o mesmo que eu com a proposta que recebi?. Eu fui chamada pra ser CEO de uma das filiais da empresa de advocacia mais renomada no mundo jurídico e empresarial e mesmo que ela faça parte das várias empresas do meu pai, César Lima, eu não ia ser louca de recusar tal proposta. Todos sabem que eu nunca tive nada na mão com facilidade, meus pais nunca foram de me mimar e o máximo que eles fizeram foi pagar os meus estudos para que eu fosse bem sucedida conforme a expectativa deles. Eu nunca cheguei nem perto de trabalhar ma empresa do meu pai e mesmo que chegasse, eu mesma não aceitaria tal emprego ou tal cargo, sempre fui de correr atrás das minhas próprias metas e dos meus próprios objetivos e trabalhar na empresa do meu pai não iria fazer com que eu os cumprisse, na verdade só faria com que o começo da minha vida e da minha carreira fosse um fracasso. Todos diriam que eu só fui "Bem sucedida" porque o paizinho ficou com pena e medo da filhinha não se dar bem fora da sua visão e fora de suas asas, me colocariam a fama de "menina mimada" e essa era a última coisa que eu precisava na minha vida. Por isso, eu saí de casa com dezesseis anos, me mudei pra Itália, fiz faculdade de direito por lá e depois de terminar meus cursos e pós-graduado em direito eu me mudei para Nova York, começando em uma empresa que não era do meu pai, mas era famosa e extremamente profissional e boa no que faz, na faculdade eu arrumei contatos e eles facilitaram para que eu pudesse trabalhar em uma empresa realmente importante, mesmo sendo nova e mesmo que eu tivesse acabado de terminar minha faculdade. Terminei tudo quando eu tinha vinte e dois anos e depois de mais dois anos eu já tinha estourado no mundo jurídico e empresarial. Entendam, mesmo tendo somente vinte e quatro anos e tendo uma carreira somente a dois anos, eu sempre soube lidar bem com a pressão, com a imprensa, com a minha imagem e com o marketing de tudo. Eu não sou somente uma burra de vinte e quatro anos que não faz ideia do que tá fazendo, eu sou a mulher de vinte e quatro anos que sabe exatamente o que tá fazendo e por isso todos se sentem atraídos pelo meu trabalho, não só por saberem que eu sou profissional e ótima no que faço, mas também por saberem que eu nunca erro e muito menos sou irracional quando se trata de trabalho. Não é como se eu fosse dar o gosto do meu fracasso a alguém, é mais como se eu quisesse que as pessoas entendessem que fracassada não é um adjetivo que deve ser direcionado a mim. E em dois anos a mídia entendeu isso junto ao público. Eu não sou qualquer advogada, eu sou uma ótima advogada e sou tão boa no que faço que esse ano comecei a dar palestras sobre advocacia, direito e administração para que os jovens entendam que é tudo uma questão de inteligência, marketing e estratégia. Sinceramente, me sinto orgulhosa de mim mesma por tudo que já fiz e conquistei e me sinto melhor ainda em saber que recebi a proposta por mérito meu e do meu trabalho. Agora, sentada no meu novo e luxuoso apartamento eu abro minha garrafa de champanhe e me dou o prazer de aproveitar o gosto da bebida e do sucesso maior que estava me esperando. Sinto meu celular vibrar no meu bolso e o pego, ligo sua tela e vejo que tem uma mensagem na minha barra de notificação e logo a abro para saber do que se trata. Depois de responder a Fernanda eu desliguei o celular e o deixei em cima da mesa, ela me enviou mensagens só pra perguntar se eu estava bem e avisar que teríamos um jantar a noite com a família. Resolvi andar por todos os cômodos daquele apartamento para o conhecer melhor e sinceramente me senti aliviada de ver que tudo ali era exatamente a minha cara. A cozinha era uma cozinha aberta com um balcão que separava o espaço dela com o espaço da sala, o balcão era feito de granito preto e os armários também eram pretos. Em geral, todos os cômodos da casa tinham um estilo mais minimalista, com cores escuras ou então com coisas de madeira e eu que sempre optei por esse estilo, adorei tudo. ______________________________________ ⇋P.O.V CAROLINE⇋ ______________________________________ - Papai, onde você vai? - Perguntei enquanto descia as escadas da minha casa. - Eu vou a uma reunião, princesa. É hoje que eu recebo a resposta dos Lima e eu preciso muito que essa parceria dê certo - Meu pai respondeu animadamente e eu só sorri e assenti. - Espero que tudo dê certo papai, boa sorte - Falei de forma doce e meu pai me abraçou antes de sair. Na mesma hora em que meu pai saiu eu fui em direção ao meu quarto e peguei minha bolsa, pelo menos eu não teria que dizer que vou dormir na casa da Thay. (...) Cheguei na casa da Thaylise e logo nós começamos a nos arrumar, íamos pra uma festa no iate onde teriam homens gostosos, mulheres gostas, bebidas gostosas e mil coisas interessantes para se fazer. - Você falou pro seu pai que ia pra festa? - Thaylise perguntou, mas ela já sabia a resposta. - Óbvio que não - Falei rindo. - Meu pai pensa que eu sou uma garotinha inocente que não é tão fã de festas e não bebe, eu não vou desiludir o meu pai. Se ele quer acreditar que eu sou uma freira, deixa ele - Falei e a Thay riu e balançou a cabeça como um sinal negativo. - Como você vai comprar qualquer coisa com seu cartão de crédito então? - Thaylise perguntou. - Comprando ué. Meu pai nunca olha o que eu compro ou quanto eu gasto, ele simplesmente paga tudo pra me manter feliz e funciona - Falei enquanto passava um rímel em meus cílios e logo me afastei do espelho do quarto de Thaylise. - Como eu tô? - Você tá um pedaço de mal caminho fundido com a cor do pecado - A Thaylise respondeu e eu ri. Eu estava usando um vestido tubinho bem apertado e vermelho que destacava bastante minha pele que estava com o bronzeado da Califórnia graças as duas semanas que passei lá com a Thaylise e seus primos em sua casa de praia. Eu estava com meu cabelo solto e um salto 15 preto com a sola vermelha. Eu estava um pedaço de mal caminho e estava prontissima pra sentir alguém se perdendo por aqui. - Ótimo. Vamos? O Uber já deve tá esperando a gente - Falei e Thaylise assentiu, logo a gente estava indo até o Iate dos Martinez. Quando chegamos lá o Iate enorme, estava lotado de homens e mulheres com mais de 17 anos, vários anjinhos que eu estava prontinha pra levar ao meu caminho, ou até ao inferno, na pior das hipóteses. ❬ Play em Get On Your Knees — ⛾ — Ariana Grande & Nick Minaj ⛾ ❭ Eu e Thaylise entramos no Iate e em poucos segundos ele foi tirado de seu ponto e começou a se mover lentamente sob a água. Eu já estava com meu copo de Whisky na mão e Thaylise com seu drink. Vários homens e mulheres já disparavam olhares maliciosos e famintos para mim e eu gostava disso, adorava ter toda essa atenção de pessoas que nem ao menos sabiam do que eu era capaz, gostava do desafio de ser conquistada e levada por alguém simplesmente porque eu escolhi isso e escolhi o vencedor ou vencedora que teria o prazer de me ter por uma noite. - E então Carolzinha, o que você vai escolher hoje? - Thaylise perguntou de forma debochada e risonha para mim e eu dei de ombros. - Não sei, ninguém me chamou muita atenção - Falei de forma neutra e Thaylise riu. - Você é tão exigente - Ela falou e eu ri. - Não sou exigente, sou seletiva. São coisas diferentes - Falei e então desviei meu olhar da multidão e o direcionei ao bar onde eu e Thaylise estávamos, mas ouvi um pequeno chamado de Thaylise e então me virei pra ela. - Se ninguém chamou sua atenção antes, com certeza aquela alí vai chamar - Thaylise falou e apontou para uma garota que eu logo olhei e comecei a analisar. Ela era ruiva e tinha cabelos até a altura do ombro, seus fios eram cacheados e seu rosto tinha uma mandíbula bem marcada. Ela usava um cropped vermelho bem decotado junto de uma saia preta de couro bem curta e um tênis com um leve salto que também era preto. Comecei a olhar aquela ruiva mais intensamente e ela, parecendo ter percebido meus olhares em sua direção começou a me olhar também. Em uma determinada hora Thaylise tinha saído de perto de mim pra procurar o Henrique Martinez pra eles dois transarem já que é somente isso que os dois fazem. A ruiva olhou pra mim enquanto caminhava em direção a pista de dança e assim que chegou ao centro dela começou a dançar enquanto me olhava. Ela passava a mão por cima de seus seios, abdômen, pescoço e coxas enquanto balançava de forma sensual seu corpo por inteiro e me olhava com um sorriso safado no rosto que era o complemento perfeito pro seu rosto marcante, mas ainda sim angelical. Ela tinha uma leve face inocente, mas tenho certeza que não estava nem perto disso. Eu a chamei com o dedo indicador enquanto ela ainda estava na pista de dança e ela logo veio em minha direção com um sorriso malicioso. - Oi, qual o seu nome? - Perguntei suavemente e ela se sentou na minha frente e sorriu antes de me responder. - Ellora Haonne e o seu? - Ela falou enquanto jogava seu cabelo pra trás deixando seu pescoço e seu decote totalmente a mostra pra mim. - Caroline Biazin, mas prefiro que me chame de Carol. Posso te oferecer uma bebida? - Perguntei e ela se inclinou para frente, ficando mais próxima a mim. - Claro, pode me oferecer tudo de sua escolha - Ela falou de forma direta e eu sorri por sua ação. Eu gosto de mulheres assim, totalmente diretas e totalmente seguras de si. - Se eu posso oferecer tudo de minha escolha, eu queria me oferecer.. Você me chamou atenção Ellora, não é qualquer uma que faz isso - Falei e ela pegou meu copo e tomou de forma sensual e lenta um pouco do meu whisky, vi uma gota escorrer pelo canto de sua boca e eu sabia que tinha sido de propósito, mas ela logo passou seu dedo por ali e em seguida o chupou. Quase soltei um gemido involuntário com sua ação. - Por que você não me leva pra um lugar mais reservado e então me fode bastante pra provar que eu realmente chamei sua atenção, Carol? - Ela sussurrou essas palavras no meu ouvido e eu não pensei duas vezes antes de pegar em sua mão e a levar pra suíte do Iate. Só eu e o Henrique tínhamos a chave desse quarto porque além de amigos, éramos os únicos que usavam aquele quarto, mas eu sabia que ele não ia estar na suíte com a thaylise e sim em um lugar, talvez, mais perigoso de ser pego. ----------------------------------------------------------- ⇋P.O.V DAYANE⇋ ______________________________________ Era noite e eu estava em um restaurante italiano com meus pais, minha irmã e meu irmão. Fernanda e Vitor. O restaurante era extremamente caro, mas vale a pena pagar basicamente uma fortuna pra jantar aqui, estávamos em uma mesa privada que foi reservada com antecedência por meu pai e recebendo um atendimento ótimo. Estávamos esperando pela chegada de Isaías Biazin para que finalmente os papéis de contrato fossem assinados. Só faz algumas semanas que eu me mudei pra Miami, mas já me acustumei novamente com o ritmo das coisas aqui e entendi perfeitamente como devo agir na minha filial. No jantar que tive com meus pais eles disseram que estavam em dúvida sobre a parceria que Isaías estava propondo e eu entendi a dúvida que eles tiveram, mas ainda sim achei que era algo que valia a pena. - Tem certeza que essa parceria é algo benéfico, querida? - Minha mãe perguntou de forma apreensiva e eu assenti. - Claro que sim. Vamos refazer laços com o Biazin e isso vai ser ótimo, não só para a nossa empresa, mas para a empresa dele também. Eu li e li várias vezes o contrato que ele propôs e não existe nenhum tipo de fraude ou algo extremo nele, são causas e pedidos justos e pequenos então não se preocupe - Falei e vi minha mãe se tranquilizar. Meu pai, que estava sentado ao seu lado, colocou sua mão em cima da minha e acariciou a mesma enquanto sorria gentilmente pra mim. - Confiamos em você filha, você é uma Lima e sabe muito bem o que faz - Eu senti meus olhos brilharem com tais elogios vindo do meu pai e o agradeci. Eu e meu pai nunca fomos realmente próximos e não é porque eu fui uma adolescente rebelde que abominava o amor dos pais, nunca cheguei nem perto de ser assim. Era mais porque ele estava sempre trabalhando e era raro eu ter ao menos uma ligação sua, ao contrário da minha mãe que sempre que podia ia pra Itália me ver e me fazer uma surpresa. - Olá, boa noite - Fui tirada de meus devaneios ao ouvir a voz grossa e ainda sim calma de um homem. Olhei pra frente e vi Isaías Biazin sentado na minha frente e ao lado da minha irmã, Fernanda. Todos nós respondemos a Isaías e então o garçom veio e nos trouxe o cardápio e depois de fazermos nossos pedidos começamos a conversar sobre o contrato, planos de marketing e etc. Aquela noite foi algo extremamente exaustivo por ter somente uma pauta para ser resolvida e conversada, mas eu me mantive focada em tudo que era dito durante todo jantar. Meus pais e Isaías já se conheciam e podem facilmente ser considerados amigos de longa data, mas com os anos eles se afastaram e agora por conta da parceria de contratos estão revivendo histórias e laços durante o jantar, o que pra mim é ótimo pra tirar um pouco o foco do trabalho. Percebi alguns olhares mais atenciosos e interessados do que deveriam vindo de Isaías e Fernanda. Em certa parte do jantar Fernanda tocou suavemente a mão de Isaías e eu sabia bem o que aquilo significava, ela sempre foi sútil, reservada e muito educada. Esse era um charme natural da Fernanda e era algo que encantava todos os homens ao seu redor e agora ela estava sendo exatamente dessa forma com Isaías que, inclusive não parecia fazer a menor força para não cair nos encantos da minha irmã mais velha. - E então Isaías, onde a Carol está? - Minha mãe perguntou de forma descontraída, logo atraindo a atenção de Isaías para ela. - Ela deve ter ido dormir na casa da amiga dela. Ela tem dito que quer aproveitar seus últimos dias de férias e eu deixo, sei que a minha garota é responsável e sei que não preciso me preocupar - Ele falou de forma orgulhosa e animada. Eu sempre soube que Isaías tem uma filha e sempre soube que ele é apaixonado por ela e faz tudo o que ela quer, só não tive a oportunidade de conhecer a garota e também não quero ter. Imagino eu que ela é extremamente mimada no auge dos seus 17 anos e que vai a festas enquanto o pai acha que ela é uma freira. - Isso é tão bom. Ela parece ser um amor, vou querer ter a honra de conhecer a herdeira Biazin - Fernanda falou enquanto passava suavemente sua mão pelo ombro de Isaías e eu segurei a minha vontade de revirar os olhos. Ao contrário da Fernanda, eu e o Vítor somos mais diretos e menos sútil. Temos um pacote completo de olhares, sorrisos maliciosos e fracos, olhos intensos, pegada forte e uma falta enorme de vergonha na cara que as vezes realmente nos falta. Então ver o jeito que a Fernanda lida com os homens e ver que eles são idiotas a ponto de cair nos encantos dela acaba me deixando extremamente exausta igualmente ao Vitor. - Bom, eu acho que já temos o suficiente para confirmar a parceria e finalmente assinar os papéis. Isaías, o contrato - Vitor falou e eu quase soltei fogos por ele finalmente ter uma desculpa pra acabar com aquele jantar. Isaías colocou o contrato na mesa e logo meu pai, eu e Vitor o assinámos. Pedimos a conta do jantar e antes de irmos embora eu e Isaías tivemos um breve aperto de mãos e eu finalmente fui pra minha casa pra tomar um banho e dormir. ⇋P.O.V DAYANE⇋ ______________________________________ Era noite e eu estava em um restaurante italiano com meus pais, minha irmã e meu irmão. Fernanda e Vitor. O restaurante era extremamente caro, mas vale a pena pagar basicamente uma fortuna pra jantar aqui, estávamos em uma mesa privada que foi reservada com antecedência por meu pai e recebendo um atendimento ótimo. Estávamos esperando pela chegada de Isaías Biazin para que finalmente os papéis de contrato fossem assinados. Só faz algumas semanas que eu me mudei pra Miami, mas já me acustumei novamente com o ritmo das coisas aqui e entendi perfeitamente como devo agir na minha filial. No jantar que tive com meus pais eles disseram que estavam em dúvida sobre a parceria que Isaías estava propondo e eu entendi a dúvida que eles tiveram, mas ainda sim achei que era algo que valia a pena. - Tem certeza que essa parceria é algo benéfico, querida? - Minha mãe perguntou de forma apreensiva e eu assenti. - Claro que sim. Vamos refazer laços com o Biazin e isso vai ser ótimo, não só para a nossa empresa, mas para a empresa dele também. Eu li e li várias vezes o contrato que ele propôs e não existe nenhum tipo de fraude ou algo extremo nele, são causas e pedidos justos e pequenos então não se preocupe - Falei e vi minha mãe se tranquilizar. Meu pai, que estava sentado ao seu lado, colocou sua mão em cima da minha e acariciou a mesma enquanto sorria gentilmente pra mim. - Confiamos em você filha, você é uma Lima e sabe muito bem o que faz - Eu senti meus olhos brilharem com tais elogios vindo do meu pai e o agradeci. Eu e meu pai nunca fomos realmente próximos e não é porque eu fui uma adolescente rebelde que abominava o amor dos pais, nunca cheguei nem perto de ser assim. Era mais porque ele estava sempre trabalhando e era raro eu ter ao menos uma ligação sua, ao contrário da minha mãe que sempre que podia ia pra Itália me ver e me fazer uma surpresa. - Olá, boa noite - Fui tirada de meus devaneios ao ouvir a voz grossa e ainda sim calma de um homem. Olhei pra frente e vi Isaías Biazin sentado na minha frente e ao lado da minha irmã, Fernanda. Todos nós respondemos a Isaías e então o garçom veio e nos trouxe o cardápio e depois de fazermos nossos pedidos começamos a conversar sobre o contrato, planos de marketing e etc. Aquela noite foi algo extremamente exaustivo por ter somente uma pauta para ser resolvida e conversada, mas eu me mantive focada em tudo que era dito durante todo jantar. Meus pais e Isaías já se conheciam e podem facilmente ser considerados amigos de longa data, mas com os anos eles se afastaram e agora por conta da parceria de contratos estão revivendo histórias e laços durante o jantar, o que pra mim é ótimo pra tirar um pouco o foco do trabalho. Percebi alguns olhares mais atenciosos e interessados do que deveriam vindo de Isaías e Fernanda. Em certa parte do jantar Fernanda tocou suavemente a mão de Isaías e eu sabia bem o que aquilo significava, ela sempre foi sútil, reservada e muito educada. Esse era um charme natural da Fernanda e era algo que encantava todos os homens ao seu redor e agora ela estava sendo exatamente dessa forma com Isaías que, inclusive não parecia fazer a menor força para não cair nos encantos da minha irmã mais velha. - E então Isaías, onde a Carol está? - Minha mãe perguntou de forma descontraída, logo atraindo a atenção de Isaías para ela. - Ela deve ter ido dormir na casa da amiga dela. Ela tem dito que quer aproveitar seus últimos dias de férias e eu deixo, sei que a minha garota é responsável e sei que não preciso me preocupar - Ele falou de forma orgulhosa e animada. Eu sempre soube que Isaías tem uma filha e sempre soube que ele é apaixonado por ela e faz tudo o que ela quer, só não tive a oportunidade de conhecer a garota e também não quero ter. Imagino eu que ela é extremamente mimada no auge dos seus 17 anos e que vai a festas enquanto o pai acha que ela é uma freira. - Isso é tão bom. Ela parece ser um amor, vou querer ter a honra de conhecer a herdeira Biazin - Fernanda falou enquanto passava suavemente sua mão pelo ombro de Isaías e eu segurei a minha vontade de revirar os olhos. Ao contrário da Fernanda, eu e o Vítor somos mais diretos e menos sútil. Temos um pacote completo de olhares, sorrisos maliciosos e fracos, olhos intensos, pegada forte e uma falta enorme de vergonha na cara que as vezes realmente nos falta. Então ver o jeito que a Fernanda lida com os homens e ver que eles são idiotas a ponto de cair nos encantos dela acaba me deixando extremamente exausta igualmente ao Vitor. - Bom, eu acho que já temos o suficiente para confirmar a parceria e finalmente assinar os papéis. Isaías, o contrato - Vitor falou e eu quase soltei fogos por ele finalmente ter uma desculpa pra acabar com aquele jantar. Isaías colocou o contrato na mesa e logo meu pai, eu e Vitor o assinámos. Pedimos a conta do jantar e antes de irmos embora eu e Isaías tivemos um breve aperto de mãos e eu finalmente fui pra minha casa pra tomar um banho e dormir.

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