Hatake Naomi.
- Senpai!!! — Tobi gritou correndo até mim e me abraçou enquanto Deidara lançava suas argilas em nossa direção.
- Katsu! — Pain nos protege com um jutsu seu e se vira para nós.
- Tenho uma missão para vocês dois. — Pain olhou para mim e Tobi que não havia me soltado.
- Me larga, filhote de cruz credo. — Empurro Tobi sem muita força o fazendo se afastar e Pain move a cabeça em direção a saída como se pedisse para eu seguí-lo e foi o que fiz. — Onde vamos?
- Fontes termais.
- Por que?
- Um presente de aniversário. — Paro de andar e ele se vira para mim com uma expressão confusa. — Algum problema?
- Eu não gosto... Digo... Não sozinha. — Falo baixo desviando o olhar e ele se aproximou.
- Com Konan? — Arregalei os olhos imaginando aquela mulher maravilhosa nua e me senti um pedaço de merda.
- E se fizéssemos um piquenique?
- Um... Piquenique?
- Sim, nunca fez? — Ele ficou me olhando e abri um sorriso puxando ele em direção a aldeia. — Vamos comprar comida e ir para algum lugar calmo.
- Podemos ir para trás da base, eles logo vão sair de novo. — Pain entrelaça nossos dedos mas afasto minha mão e me virei para ele tendo um deja-vú. — Desculpa, escorregou.
- Tudo bem. — Falo abrindo um sorrisinho e entrelacei nossos braços. — Vamos, quero aproveitar o dia.
- Seu pedido é uma ordem.
Narradora on
O sol estava se pondo quando Naomi se aproximou encostando a cabeça no ombro do maior que travou no lugar sem saber como reagir.
- Estou cansada. — Naomi falou baixo brincando com os dedos da marionete.
- De que?
- De ficar sentada esperando pelo plano.
- Me desculpe por isso. — A Hatake olhou para ele que desviou os olhos roxos.
- Posso te ver? — Ela pediu e Pain se afastou.
- Deveríamos voltar, amanhã sairei com Konan.
- E eu vou ficar sozinha?
- Sim. Boa noite. — Pain se afastou a deixando sozinha e Naomi olhou para a água antes de se aproximar do rio e olhar o próprio reflexo.
Seus cabelos estavam maiores, as olheiras em seus olhos também e sua pele está mais branca que o normal, mas ela não ficou triste com isso, ao contrário, ela sorriu e um vaga-lume passou por seu rosto a fazendo erguer os olhos para uma sombra que a observava de longe.
Naomi se assustou e se levantou pegando a kunai mas a pessoa ergueu as mãos e sumiu antes de revelar sua aparência, seu corpo se arrepiou mas de uma forma boa e ela decidiu voltar o mais rápido possível para a base.
Seus dedos se entrelaçaram em frente ao seu corpo e ela abriu um sorriso mas não sabia se foi pelo deja-vú de Shisui segurando sua mão pela primeira vez ou por Pain ter o feito. Mas ela não queria as respostas agora, continuaria vivendo e esperando pelo momento em que tudo finalmente teria um fim e amanhã seria o momento perfeito para começar a procurar o motivo de todos serem como são. Exceto Hidan, Zetsu e Tobi. Ela não se importava com os motivos deles.
No dia seguinte, quando saiu do quarto ela procurou em todos os cantos do prédio e estava totalmente sozinha, seus passos a levaram para o escritório de Pain e ela começou a procurar qualquer pista. A primeira pasta que encontrou estava com papeis de missões então ela colocou no lugar e foi procurar outras encontrando uma com o seu nome.
Quando estava para abrir um barulho no andar de cima fez barulho e ela se levantou rapidamente guardando o que havia pegado e saiu da sala. Pegou uma kunai e subiu as escadas em busca do causador do barulho, o corredor estava silencioso e escuro, além de ser mais frio que os outros.
Novamente fez barulho e Naomi seguiu em silêncio até a porta, a ex-anbu parou encostando a cabeça no objeto de madeira ouvindo o som de vozes baixas, a mulher abriu a porta e entrou no mesmo instante, a dupla travou no lugar e Nagato arregalou os olhos.
- Mas que p***a?! — Naomi gritou encarando Konan e Nagato em choque.
- O que faz aqui? — Nagato questionou e Konan engoliu seco.
- Eu ouvi os barulhos, achei que alguém tivesse invadido. — Naomi falou e se aproximou abaixando a kunai. — Você está bem?
Ela tentou tocar Nagato mas ele a afastou bruscamente e Pain segurou ambos os seus pulsos com força.
- O que está fazendo? Me solta! — A Hatake pediu e Konan olhou para Nagato.
- Você vai machucá-la, Nagato. — Naomi parou de se debater ao ouvir o que a mulher havia dito e encarou o ruivo.
- Nagato? — A voz dela saiu baixa.
- Vá embora. — O Uzumaki pediu se sentando com dificuldade e colocou a mão no peito.
- Você está ferido? Eu posso ajudar!
- Eu te mandei embora! — Nagato gritou e ela deu um passo para trás. — Fica longe de mim ou eu mato você.
- O que? — Naomi sussurrou em choque e Pain virou o rosto para ela antes de tirá-la da sala.
- Por que fez isso? — Konan questionou e o amigo começou a tremer. — Você disse que gosta da presença dela, então por que?
- Ela é uma criança, é tola e burra. — Nagato falou e Konan se agachou na frente dele.
- Eu não fui feliz com ele, eu não tive essa oportunidade... Se a presença dela lhe faz bem, não a afaste.
- Devia ir. Eu estou bem.
- Você saiu desse negócio. — Ela apontou para o objeto que sempre prendia o corpo do Uzumaki. — Você quase morreu!
- Mas não morri, saía. — Nagato pediu novamente e Konan saiu da sala a trancando, Naomi estava na escada e os seis caminhos bloqueavam sua passagem.
- Peço desculpas por ele. — Konan falou se aproximando e tocou o ombro de Naomi.
- Ele está bem? Está ferido? O que aconteceu com ele?
- Eu não posso contar. — Naomi abaixou o olhar demonstrando tristeza e Konan sorriu. — Vamos comer? A nossa missão não deu certo e tivemos que voltar rápido.
- O que aconteceu? — Naomi questionou enquanto ambas desciam as escadas.
- Ninjas nos emboscaram e não gostamos muito de lutar sem necessidade. — Konan não disse a aldeia para não arriscar perder Naomi e se ela soubesse que Konoha está a caçando pelo mundo, voltaria sem hesitar.
- Desculpa se o irritei. — Naomi falou baixo entrando na cozinha.
- Você não o fez... Faz tempo que não o vejo lutar para se recuperar. — Konan comentou e sorriu para ela. — Acho que é graças a você.
- Ele disse que me mataria, Konan, com certeza não é por mim.
- Nagato falou da boca para fora, quando ele quer que a pessoa morra, ele não fala apenas faz. — Naomi olhou para ela e seu rosto esquentou enquanto olhava pela janela.
- Seria capaz possível alguém entrar na aldeia sem vocês saberem?
- Não, por que? — Naomi olhou para ela e sorriu.
- Nada, esqueça.