Onze

1226 Words
Hatake Naomi. - Senpai!!! — Tobi gritou correndo até mim e me abraçou enquanto Deidara lançava suas argilas em nossa direção. - Katsu! — Pain nos protege com um jutsu seu e se vira para nós. - Tenho uma missão para vocês dois. — Pain olhou para mim e Tobi que não havia me soltado. - Me larga, filhote de cruz credo. — Empurro Tobi sem muita força o fazendo se afastar e Pain move a cabeça em direção a saída como se pedisse para eu seguí-lo e foi o que fiz. — Onde vamos? - Fontes termais. - Por que? - Um presente de aniversário. — Paro de andar e ele se vira para mim com uma expressão confusa. — Algum problema? - Eu não gosto... Digo... Não sozinha. — Falo baixo desviando o olhar e ele se aproximou. - Com Konan? — Arregalei os olhos imaginando aquela mulher maravilhosa nua e me senti um pedaço de merda. - E se fizéssemos um piquenique? - Um... Piquenique? - Sim, nunca fez? — Ele ficou me olhando e abri um sorriso puxando ele em direção a aldeia. — Vamos comprar comida e ir para algum lugar calmo. - Podemos ir para trás da base, eles logo vão sair de novo. — Pain entrelaça nossos dedos mas afasto minha mão e me virei para ele tendo um deja-vú. — Desculpa, escorregou. - Tudo bem. — Falo abrindo um sorrisinho e entrelacei nossos braços. — Vamos, quero aproveitar o dia. - Seu pedido é uma ordem. Narradora on O sol estava se pondo quando Naomi se aproximou encostando a cabeça no ombro do maior que travou no lugar sem saber como reagir. - Estou cansada. — Naomi falou baixo brincando com os dedos da marionete. - De que? - De ficar sentada esperando pelo plano. - Me desculpe por isso. — A Hatake olhou para ele que desviou os olhos roxos. - Posso te ver? — Ela pediu e Pain se afastou. - Deveríamos voltar, amanhã sairei com Konan. - E eu vou ficar sozinha? - Sim. Boa noite. — Pain se afastou a deixando sozinha e Naomi olhou para a água antes de se aproximar do rio e olhar o próprio reflexo. Seus cabelos estavam maiores, as olheiras em seus olhos também e sua pele está mais branca que o normal, mas ela não ficou triste com isso, ao contrário, ela sorriu e um vaga-lume passou por seu rosto a fazendo erguer os olhos para uma sombra que a observava de longe. Naomi se assustou e se levantou pegando a kunai mas a pessoa ergueu as mãos e sumiu antes de revelar sua aparência, seu corpo se arrepiou mas de uma forma boa e ela decidiu voltar o mais rápido possível para a base. Seus dedos se entrelaçaram em frente ao seu corpo e ela abriu um sorriso mas não sabia se foi pelo deja-vú de Shisui segurando sua mão pela primeira vez ou por Pain ter o feito. Mas ela não queria as respostas agora, continuaria vivendo e esperando pelo momento em que tudo finalmente teria um fim e amanhã seria o momento perfeito para começar a procurar o motivo de todos serem como são. Exceto Hidan, Zetsu e Tobi. Ela não se importava com os motivos deles. No dia seguinte, quando saiu do quarto ela procurou em todos os cantos do prédio e estava totalmente sozinha, seus passos a levaram para o escritório de Pain e ela começou a procurar qualquer pista. A primeira pasta que encontrou estava com papeis de missões então ela colocou no lugar e foi procurar outras encontrando uma com o seu nome. Quando estava para abrir um barulho no andar de cima fez barulho e ela se levantou rapidamente guardando o que havia pegado e saiu da sala. Pegou uma kunai e subiu as escadas em busca do causador do barulho, o corredor estava silencioso e escuro, além de ser mais frio que os outros. Novamente fez barulho e Naomi seguiu em silêncio até a porta, a ex-anbu parou encostando a cabeça no objeto de madeira ouvindo o som de vozes baixas, a mulher abriu a porta e entrou no mesmo instante, a dupla travou no lugar e Nagato arregalou os olhos. - Mas que p***a?! — Naomi gritou encarando Konan e Nagato em choque. - O que faz aqui? — Nagato questionou e Konan engoliu seco. - Eu ouvi os barulhos, achei que alguém tivesse invadido. — Naomi falou e se aproximou abaixando a kunai. — Você está bem? Ela tentou tocar Nagato mas ele a afastou bruscamente e Pain segurou ambos os seus pulsos com força. - O que está fazendo? Me solta! — A Hatake pediu e Konan olhou para Nagato. - Você vai machucá-la, Nagato. — Naomi parou de se debater ao ouvir o que a mulher havia dito e encarou o ruivo. - Nagato? — A voz dela saiu baixa. - Vá embora. — O Uzumaki pediu se sentando com dificuldade e colocou a mão no peito. - Você está ferido? Eu posso ajudar! - Eu te mandei embora! — Nagato gritou e ela deu um passo para trás. — Fica longe de mim ou eu mato você. - O que? — Naomi sussurrou em choque e Pain virou o rosto para ela antes de tirá-la da sala. - Por que fez isso? — Konan questionou e o amigo começou a tremer. — Você disse que gosta da presença dela, então por que? - Ela é uma criança, é tola e burra. — Nagato falou e Konan se agachou na frente dele. - Eu não fui feliz com ele, eu não tive essa oportunidade... Se a presença dela lhe faz bem, não a afaste. - Devia ir. Eu estou bem. - Você saiu desse negócio. — Ela apontou para o objeto que sempre prendia o corpo do Uzumaki. — Você quase morreu! - Mas não morri, saía. — Nagato pediu novamente e Konan saiu da sala a trancando, Naomi estava na escada e os seis caminhos bloqueavam sua passagem. - Peço desculpas por ele. — Konan falou se aproximando e tocou o ombro de Naomi. - Ele está bem? Está ferido? O que aconteceu com ele? - Eu não posso contar. — Naomi abaixou o olhar demonstrando tristeza e Konan sorriu. — Vamos comer? A nossa missão não deu certo e tivemos que voltar rápido. - O que aconteceu? — Naomi questionou enquanto ambas desciam as escadas. - Ninjas nos emboscaram e não gostamos muito de lutar sem necessidade. — Konan não disse a aldeia para não arriscar perder Naomi e se ela soubesse que Konoha está a caçando pelo mundo, voltaria sem hesitar. - Desculpa se o irritei. — Naomi falou baixo entrando na cozinha. - Você não o fez... Faz tempo que não o vejo lutar para se recuperar. — Konan comentou e sorriu para ela. — Acho que é graças a você. - Ele disse que me mataria, Konan, com certeza não é por mim. - Nagato falou da boca para fora, quando ele quer que a pessoa morra, ele não fala apenas faz. — Naomi olhou para ela e seu rosto esquentou enquanto olhava pela janela. - Seria capaz possível alguém entrar na aldeia sem vocês saberem? - Não, por que? — Naomi olhou para ela e sorriu. - Nada, esqueça.
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