Quando esse tempo finalmente passa, ele volta para Nova York com a urgência de alguém que precisa salvar uma vida. Saphira tenta comentar algo na chegada: — Temos um evento na sexta, não esquece. — Não vou — ele responde, seco, pegando as chaves do apartamento. — Onde você vai? — ela pergunta. — Não é da sua conta — diz, sem olhar pra trás. O corredor até o apartamento que era o deles parece mais longo. Ele coloca a chave na fechadura, gira, abre a porta. A sensação é imediata. Silêncio. Não o silêncio confortável que eles tinham quando assistiam filmes. Um silêncio oco. Ele dá alguns passos para dentro. A primeira coisa que repara é o sofá. A manta dela não está mais ali. A mesa de centro está vazia. Nada de caneca favorita, nada de livro aberto. Vai direto para o quarto. O armá

