O avião vibra levemente, atravessando alguma bolsa de ar. Rowena aperta ainda mais o cinto, como se isso fosse segurar o mundo no lugar. Ravena, ao lado, mastiga o fone de ouvido com a pontinha dos dentes, tentando parecer relaxada. — Se você apertar esse cinto mais um pouco, vai cortar a circulação das pernas — ela comenta. Rowena solta um meio sorriso, mas não relaxa. — A gente já tá na metade do caminho? — pergunta, olhando para o mapa no monitor à frente. — Já passamos do ponto de não retorno faz tempo — Ravena responde. — Literalmente. Rowena encosta a cabeça no encosto, fecha os olhos. Respira fundo. Sabe que tomou a decisão certa, mas o peito ainda dói. — Você tem certeza disso, Ro? — Ravena pergunta, depois de alguns segundos de silêncio. — Coreia não é logo ali. Rowena abr

