Os dias em Seul começam a criar um ritmo próprio. Rowena e Ravena já decoraram o caminho do apartamento para o metrô, já têm um mercadinho favorito e um café em que a atendente sorri toda vez que as vê tentando pedir algo novo em coreano. Ainda estão longe de se sentirem “em casa”, mas o susto da chegada vai passando. É quando o corpo de Rowena começa a reclamar. Primeiro vem o cansaço. Um tipo de exaustão que não combina com a idade nem com a rotina. Ela sobe um lance de escadas e parece que foi maratona. Depois, os enjoos. Cheiro de comida na rua, algo fermentado, até o perfume do sabonete do banheiro do metrô começa a incomodar. Um dia, ela sai correndo da mesa do café, deixando metade do café com leite, e se tranca no banheiro por alguns minutos. Mais tarde, no apartamento, Ravena

