Se eu falasse que não, era uma mentira grotesca. Porque a minha única dúvida era se eu saía correndo ou se eu pulava logo no colo dele.
Eu já disse que não sou nenhuma santa, mas o meu ex - que inclusive foi o único homem com quem eu fiquei - era de médio para pequeno. Mas o Urso não, o p*u que ele exibiu agora era de médio para grande; enorme.
E eu m*l saí do resguardo...
Claro que eu iria reclamar, mas ele conseguiu me calar subindo a blusa e beijando um dos meus s***s.
— Você amamenta teu filho? — aquela pergunta, aquele tom de voz, aquela citação ao meu pequeno num momento como esse...
— Não, e eu prefiro que não precisemos ir a esse assunto. Ainda é estranho que eu esteja aqui com você.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, sua boca desceu devagar, molhada e quente, traçando um caminho de beijos que ia do meu peito até meu umbigo. Eu senti cada arrepio, cada mordida leve, cada suspiro que escapava de mim sem permissão.
— Tá molhada já, Thayna?— ele provocou, erguendo o olhar para mim enquanto os dedos passeavam pela minha coxa, perto demais de onde eu ardia.
— Cala boca, Urso...
— Não vai responder? — ele sorriu, malicioso, e passou os lábios sobre o tecido fino da calcinha. — Porque aqui... aqui você já respondeu por si só.
Eu mordi meus lábios pra não gemer, mas quando ele puxou a calcinha para o lado e deu uma lambida lenta e firme, minha mão foi direto pro cabelo dele, prendendo os fios entre meus dedos.
— Ah, vai se foder... — consegui dizer antes de um gemido escapar.
— Tô achando que você é que vai me f***r, pretinha. — ele ralou o nariz contra mim, aumentando o contato. — Tão sensível... tão gostosa... Tô com uma vontade disso, sabia?
Ele parou de falar porque eu puxei ele pelo cabelo e forcei a boca dele de volta pra onde eu mais queria.
Dessa vez, ele entendeu o recado.
Urso mergulhou em mim como quem tinha sede. A língua dele encontrou cada pedaço sensível, cada canto que eu nem sabia que existia. Ele me chupava, me lambia, e de vez em quando sugava meu c******s com uma pressão que me fazia arquear as costas.
— Assim... tá assim... — eu gemia, sem vergonha mais, sem pudor.
Ele levantou a cabeça por um momento, os lábios brilhando de mim.
— Não tira o olho de mim, Thayna. Quero ver tua cara quando você gozar.
E então ele enfiou dois dedos dentro de mim, devagar, sentindo como eu contraía em volta deles. Começou a mexer, a dedilhar, e a boca dele voltou a brincar comigo por cima.
Eu já tava tremendo. Já tava perdendo o ar.
— Urso... eu vou... — tentei avisar.
— Vai nada. — Ele tirou os dedos e a boca no mesmo instante, bem quando o orgasmo ia me engolir. — Ainda não.
Eu soltei um gemido frustrado, quase um choro.
— Seu filho da puta...
Ele riu, baixo, e se posicionou entre minhas pernas. Segurou meu rosto com uma mão, enquanto com a outra guiou a cabeça do p*u dele contra minha entrada.
— Relaxa, pretinha. — a voz dele ficou grave, quase carinhosa, o que me desarmou mais do que qualquer brutalidade. — Vai doer um pouco, mas eu juro que você vai pedir por mais.
Ele empurrou devagar.
Só a ponta.
Eu arfei, sentindo cada milímetro esticar onde não devia.
— Tá vendo? — ele murmurou, os olhos fixos nos meus. — Já tá quase cabendo...
— Tu prometeu que era só metade...
— É. Mas essa metade é a maior. — ele sorriu, e antes que eu pudesse responder, cravou a boca no meu pescoço e empurrou o resto de uma vez.
Meu grito se perdeu num gemido rouco.
E ele parou. Totalmente imóvel. Enterrado até o fundo dentro de mim, pulsando, esperando.
— Tá doendo? — perguntou, sem se mexer.
Eu só consegui balançar a cabeça que sim.
— Mas tá bom também, né? — respirei fundo. — Tá muito bom, Urso. Agora me fode direito.
Ele sorriu. Um sorriso perigoso.
Começou a se mexer.
Devagar no começo. Bem devagar, como se quisesse sentir cada centímetro de mim se acostumando com ele pela primeira vez, porque nunca tínhamos chegado tão longe naquela época. Eu era só uma menina de quinze anos.
Mas agora não tinha mais volta.
Cada estocada lenta fazia meu corpo inteiro se contrair, adaptar, pedir mais. Meu braço rodeou o pescoço dele, prendendo seu rosto perto do meu, a respiração dele quente contra minha boca.
— Tá aguentando? — ele perguntou, com a voz grossa, quase sem controle.
— Não... mas não para.
Ele gemeu baixo, algo entre um riso e um soluço.
— Thayna... tu vai me matar.
— Matar nada. — mordi o lábio dele, fraco, enquanto ele começava a acelerar. — Me mata primeiro.
Aquilo foi o bastante.
Urso enterrou o rosto no meu pescoço, abocanhou minha pele como se quisesse me marcar, e passou a me f***r com força. Sem mais devagar, sem mais delicadeza. Cada empurrada era funda, certa, como se ele estivesse procurando alcançar um lugar dentro de mim que nem eu sabia que existia.
— Assim? — ele grunhiu no meu ouvido.
— Assim. — respondi, arranhando as costas largas dele.
A cama rangeu embaixo da gente. Eu não tava nem aí se alguém lá fora ouvia. Eu só queria sentir ele gozando dentro de mim, queria sentir ele perder o controle do jeito que eu já tava perdendo.
— Ó, não vou durar muito não, viu? — ele confessou, com a testa suada encostada na minha.
— Ainda bem... porque eu também não.
— Tu ainda não viu nada. — ele se levantou sobre os braços, tirou o p*u de dentro de mim por um segundo só pra me virar de bruços numa só puxada.
— Isso é... — comecei a reclamar, mas ele entrou de novo, por trás, mais fácil, mais fundo, e eu tive que enterrar a cara no travesseiro pra não gritar.
— Isso é o que eu tava guardando pra você há dez anos. — ele segurou minha cintura com força, me puxando contra ele a cada estocada. — Aguenta aí, pretinha.
E eu aguentei. Mordi o travesseiro, fechei os olhos, e senti ele crescendo dentro de mim, endurecendo ainda mais, o ritmo dele ficando desesperado, os gemidos dele se misturando aos meus.
— Vou gozar, Thayna… vou gozar agora...
— Goza... — eu consegui dizer, quase sem voz. — Goza dentro.
Ele se jogou por cima de mim, me prendeu contra o colchão, e gozou com um gemido profundo e comprido. Eu senti cada jato quente, senti meu corpo inteiro tremer junto com o dele, e naquele momento, nada mais importava.
Nada.
Nem o passado, nem o dinheiro, nem a merda toda que tinha me levado até ali.
Por um minuto inteiro, a única coisa que existia era o peso dele nas minhas costas, o coração dele batendo forte contra mim, e a respiração quente no meu ombro.