Aqui está o texto corrigido:
— Não fazia ideia que fosse tu. A vida tem dessas maneiras de nos surpreender.
Thayná me olhou, e eu confesso que segurei a vontade de enxugar minhas mãos suadas e sair correndo até ela.
É claro que eu a conhecia o suficiente pra saber que tinha mudado muito. E não tô falando só do corpo, porque esse parecia ter sido esculpido pelos deuses da perdição, de tão lindo e gostoso.
Mas daquela cara dela que envelheceu antes da maturidade certa, e agora culpa o próximo por qualquer erro, mesmo quando tenta esconder aquela garota assustada.
Sim, apesar de mais velha, ela ainda era a minha pretinha.
— Algum problema, Urso? Tô aqui pelo dinheiro e você pelo prazer. Uma mão lava a outra.
— O que foi? Tá devendo agiota? Devendo bandido, polícia, político? Que c*****o tu arrumou pra vir parar aqui dentro, Thayná?
— Isso não é assunto teu, Max... — resmungou, tentando manter firmeza na voz.
— Não é... mas, se eu me lembro bem, a gente terminou porque você tinha um futuro pela frente, e aparentemente eu é que tirava você do seu caminho.
Apesar de as palavras serem duras, era um rancor que eu guardava desde aquela noite em que terminamos. Pra falar a verdade, eu mereci. Um marmanjo de vinte anos olhando pra uma menina de quinze. É papo de jack, e agora eu reconheço.
Mas a Thayná seria minha perdição em qualquer época da minha vida. Então, se eu pudesse voltar atrás, eu deixaria ela viver e a encontraria nesse exato momento.
— Vai se f***r, Max. — extravasou sem medo. — Aquela garota que você conheceu com quinze anos morreu! Sabe o que é isso? Então, pronto. Morreu. Agora só existe a Thayná que é mãe, e é por isso que tô aqui. Porque meu filho precisa. Então, se você não vai calar a boca e f***r a minha b****a, avisa que eu vou embora! Você é o rei agora, você venceu, Max. Então vai, escolhe com gosto: se vai mandar essa lazarenta embora, ou vai f***r ela por vingança. É sua oportunida— No momento em que sua maldita boca suja insinuou mais um insulto a ela própria, eu a cortei.
Não com palavras, e sim com um beijo que roubou o ar dos pulmões dela.
Eu senti suas mãos batendo em meu peito, tentando me afastar, como se sua boca não estivesse retribuindo aquele beijo que fez todas as minhas defesas baixarem.
Minha mão foi, sem pudor nenhum, parar na b***a dela, que eu apertei como se nunca tivesse tocado em algo tão delicioso.
E, pra falar a verdade, aquela b***a ia se tornar a minha terceira maravilha do mundo.
Maldito vício.
— Nunca mais tu fala de você assim, ouviu, Thayná? — murmurei, afastando a boca da dela, e a puxando para o meu colo. Rodearlhe as pernas na minha cintura. — E nunca mais você fala o que eu tenho que fazer. Até porque eu já iria f***r sua b****a de qualquer forma.
— Urso, pelo amor de Deus. — resmungou, abrindo os olhos, e eu não n**o que gostei de ver um pouco de terror nos olhos dela.
— Deus? Não acho que ele consiga te salvar agora, e de qualquer forma, você não vai querer ser salva.
Deitei Thayná na cama e aproveitei para observá-la de cima.
Ela era linda, linda de uma forma que é maldade. Boca carnuda que chegava a fazer um coração em cima. Principalmente quando ela ficava bicuda igual agora. O narizinho fino, que eu, brincando, dizia que ela era filha de madame, porque já nasceu com o nariz em pé. Tinha um cabelo lisinho, pretinho, que escorria até as costas.
Antes era maior, mas acho que essa n**a poderia ser até careca que ficaria a mais gata de todo lugar onde ela estiver.
E o maior charme dela: aquela pele dourada, que chega a brilhar quando o sol bate.
Nessa hora eu só consigo pensar em como ela consegue parecer a p***a de uma deusa grega sem dificuldade nenhuma.
— Tu quer isso, Thayná? Apesar de estar com o p*u doendo de tanta t***o, se tu não quiser, você pode ir embora. Eu mando o Magrin te passar o dinheiro.
— Ah, cala a boca, Urso! O que aconteceu com aquele discurso que você não ia ter piedade? Já acabou? — a maldita, pra me f***r mais ainda, simplesmente roçou a perseguida no meu p*u.
Aquilo foi o que eu precisei pra virar a bandida de barriga pra baixo e arrancar aquela calça, que já tava me estressando.
— Tá me tirando, é? Tava era esperando consentimento, morô? Sou bandido, mas não sou bagunça. — resmunguei, agora virando ela de frente e beijando seu pescoço, sentindo o cheiro dela.
— Sentiu saudades? — a voz dela tentou manter o sarcasmo, mas vacilou quando passei a mão pela parte interna da coxa.
— Você nem imagina o quanto. Mas eu vou te mostrar... — empurrei meu quadril contra o dela, mostrando que já tava duro.
— Pera aí... tu não tá pensando em enfiar esse troço todo em mim, não, né? — ela fez uma cara de pânico que me fez rir.
— Não, bobinha. Só a metade. E o resto.
E minha boca foi parar novamente na boca dela, com a certeza de que agora eu iria finalmente saber como era estar dentro da Thayná.