Lunara Tokatli A fúria me acompanha como uma sombra viva enquanto caminho pelos corredores da mansão. Cada passo meu ecoa como se fosse um golpe contra o chão: firme, duro, cheio de raiva. Sinto os punhos fechados, os dedos tão tensos que quase perfuram a minha própria pele. O sangue ferve dentro de mim, quente como brasas. A minha respiração é curta, pesada. Minha mente, um turbilhão de insultos, de indignação, de incredulidade. Como ousam? Como ousam olhar para mim, a líder que eles mesmos juraram seguir e jogar sobre os meus ombros essa afronta? Essa humilhação? Esse plano nojento criado pelas costas, como se eu fosse uma adolescente desorientada incapaz de escolher o próprio destino? Acharam que eu iria aceitar e achar bom? Eu sinto o maxilar travado. A raiva é tanta que me dá um

