Lunara Tokatli O silêncio do quarto cai sobre mim como um peso estranho, tentando me acalmar, mas não funciona. A reunião ainda martela dentro da minha cabeça como uma tempestade que não quer cessar. Eu caminho até a jarra de água que deixei na mesinha e tremo só um pouco quando seguro o copo. Bebo dois goles longos, tentando forçar minha respiração a voltar ao normal. Mas não adianta. O gosto amargo da raiva continua preso na minha língua. Harika está sentada na poltrona ao lado da janela, com os dedos entrelaçados no colo, claramente inquieta. Eu sei que ela está aqui comigo há algum tempo, mas é como se minha mente não conseguisse descansar um segundo sequer desde aquela reunião. Sempre que fecho os olhos, vejo os rostos deles. De todos eles. Me encarando como se eu fosse uma crianç

