kan Ruslan A minha garganta está seca como se eu tivesse engolido areia. A cabeça lateja num ritmo constante, pesado, quase ensurdecedor. Os meus olhos pesam, como se abrir fosse exigir mais força do que eu tenho. Quando puxo o ar, o cheiro me atinge primeiro. Metálico. Sangue. Abro os olhos de repente. A visão vem turva, tremida. Levo alguns segundos até conseguir focar no ambiente ao redor. Estou jogado no chão, de lado, com o rosto quase colado na terra. Tento me mexer por instinto, mas o som do metal raspando me paralisa. Correntes. Estou acorrentado. — Que porrä é essa… — Murmuro, a voz rouca, quase irreconhecível. Forço o corpo para tentar me sentar. A tontura vem forte, imediata, e uma dor aguda explode na lateral da cabeça. Levo a mão à têmpora e sinto o sangue seco, endu

