Kan Ruslan O corpo do Osman está caído a poucos metros de mim. Imóvel. Os olhos abertos, vazios, encarando o nada. O tiro foi certeiro. Limpo. Direto na cabeça. Não houve hesitação. Quem atirou sabia exatamente o que estava fazendo. E isso me deixa completamente confuso. Na minha mente, Osman era o centro dessa loucura inteira. O cérebro. O ambicioso. O homem disposto a destruir tudo para tomar o poder. No máximo, ele teria um ou dois soldados cúmplices. Gente paga. Gente descartável. Mas isso… Isso é outra coisa. — Aparece! — Grito, a voz ecoando pelas paredes de terra. — Seja quem for, aparece agora! Nada. O silêncio volta a engolir o lugar como uma entidade viva. Meu coração dispara. Por um instante, fico parado, esperando o impacto de outro tiro. Esperando a dor. Esperando o

