Lunara Tokatli Já faz mais de vinte e quatro horas. Vinte e quatro horas inteiras desde a última vez que Ruslan foi visto. Já eu, não o vejo muito mais que isso já que nem vi ele indo embora. Agora tudo o que existe é silêncio. Um silêncio pesado demais para caber dentro de mim. Eu tento não pensar. Tento mesmo. Mas o pensamento não pede permissão. Onde ele está? Está machucado? Amarrado? Preso em algum lugar escuro? Ferido? Sangrando? Ou pior. Não. Não. Não deixo isso terminar. Cada vez que a minha mente ameaça atravessar essa linha, algo dentro de mim se quebra. É como se o meu corpo inteiro tremesse por dentro, como se os ossos vibrassem de medo. Eu não aceito essa possibilidade. Não aceito. Não aceito mais essa! Ruslan não fez mäl a ninguém. Não dessa forma. Não para merec

