Ofegos, muitos ofegos. Gemidos abafados, sôfregos e suor escorrendo dos nossos corpos nus escorados roçando os troncos um no outro. E milésima vez algo naquele olhar dele me prendia. Era tão sufocante, e ao mesmo tempo tão bonito. Parecia que seus olhos eram feitos de madeira, de um castanho tão intrigantes que eram. Temía que seus olhos de medusa me transformassem em pedra, mas temia mais ainda que eles parassem de me fitar. É incrível essa sensação, dois corpos se transformando em um só enquanto os dois tem o mesmo objetivo, enquanto os dois tem apenas um pensamento e tudo parece instigar ainda mais. Nada mais existia ali além de nós, e era bom, muito bom. Era difícil manter os olhos abertos, o rosto de Dean franzido segurando os próprios com rubor me instigava e eu conseguia. En

