O Retorno

1817 Words
T O N Y    S T A R K — Sei que não tinha o direito de vir aqui e bagunçar tudo, mas o problema da Torre saiu no jornal. — disse preocupada — Pensei que havia sido um ataque. Precisei vir ver você, Tony. — me encarou enquanto eu olhava a caneca de café em minhas mãos — Tudo bem, eu estou feliz que esteja aqui. — balbuciei ainda olhando o café — Está bem mesmo? Você está muito calado. — Pepper franze o cenho e eu apenas suspiro — Tony. — segurou minhas mãos — Pode me contar tudo. Sei que tem algo acontecendo. — É complicado. — suspirei — Eu sou pai, agora. — vi seu rosto branco ficar mais branco — Vo-você engravidou alguém? — arregala os olhos — Tony, você não tem juízo? — Na época, não mesmo. — ela me olhou confusa — Eu tinha 25 pra 26 anos, havia me apaixonado por Leila Vetter. — A mulher que te deixou? — Sim. — confirmo — Depois desses anos todos, ela me procurou. Está morrendo e me disse que temos uma filha. Eu... Me senti estranho. Trouxe-a pra cá. — Você sabe ao menos o motivo dela ter escondido isso de você? — Pepper, eu não sou confiável agora, imagine há 17 anos atrás. — reviro os olhos — Eu estava louco. Auge da bebida. Não participei da vida dela e, essa culpa é só minha. – suspirei — Olha, nada vai fazer você voltar atrás, mas isso não te impede de criar um bom futuro com ela. — diz compreensiva — E, pelo que vejo, você gostou de saber que tem uma herdeira. Só é orgulhoso demais para admitir. — ela riu me fazendo rir — Sozinho, não sei se consigo. — Você não está sozinho. — ela sorriu me confortando e, naquele momento, soube que ela não iria a lugar algum — Vamos! Quero conhecê-la. – ela se levantou e eu me ergui Será que seria uma boa ideia? Deixei as perguntas de lado e segui para o quarto dela, onde vi a porta aberta e ela conversando animadamente com Wanda e Nat. Ora, Natasha! Já se familiarizou com a pirralha? Parei na soleira da porta, de mãos dadas com a Pepper, me permitindo ouvir parte da conversa. Elena estava sentada de pernas de índio na poltrona ao lado da cama, Nat estava sentada na cama e Wanda estava em pé fazendo gestos exagerados. — Aí o Tony surtou e gritou feito uma menininha. — Wanda riu com seu sotaque carrega Droga! Provavelmente, está contando o dia que Sam me assustou com uma bombinha. — Tony é uma menininha. — Nat implica — Ele e o Steve fazem um belo casal. — Achei que Anthony estivesse com a senhorita Potts. — Elena franziu o cenho — Vi várias fotos deles na internet. — Claro, mas em segredo, tem um caso com Steve. — Nat disse e as três caíram na gargalhada — Muito obrigado, Natasha! — disse entrando, mostrando que estava presente — Mas, creio que Elena não precisa saber das suas implicâncias. — Oi, meninas. — Pepper sorriu — Olha quem voltou. — Nat sorriu de volta — Não suma de novo. — Wanda riu — Pode deixar. Não pretendo sumir. — ela riu — Elena, essa é Pepper. Pepper, essa é Elena. — apresentei as duas, suando frio — Minha madrasta, né? — Elena se levantou — Boadrasta. — corrijo sorrindo e Pepper a abraçou breve — Você é linda. — Pepper diz sorrindo — Ah, meu Deus, Tony, são seus olhos. — ela riu analisando a menina — É, a gente tá sabendo. — a mais nova brincou nos fazendo rir — Parece que o humor também. — comenta divertida — Já comeu alguma coisa? — Uh, na verdade, não. — diz pensativa — Mas estou bem, juro. — Vamos arranjar algo pra você comer, Elena. — digo olhando no relógio — Já faz algumas horas desde que chegou aqui. — Meninas, que tal uma ajudinha no jantar? — Pepper olhou para Wanda e Nat — Nem vem. Só sei esquentar a água. — Nat reclamou — E, ainda assim, a deixa evaporar. – Wanda espetou e, Natasha a acertou com uma almofada da cama — Eu posso ajudá-las. — Elena se oferece — Só preciso de um banho. — Oh, não, Elena. — Pepper diz sorrindo — Hoje, não. Tome seu banho. Deixe a comida conosco. — É. — Nat concorda enquanto Pepper empurra ela e Wanda pra fora — Temos excelentes números de restaurantes! Elena ri vendo as três saírem do quarto, mas fica sem jeito quando percebe que só restamos nós dois no lugar. Coloco as mãos nos bolsos e pigarreio, tentando espantar a tensão — Amanhã eu vou à uma coletiva na Stark Enterprises. — digo — Vou reconhecê-la publicamente. — a vi se assustar um pouco — Será algo breve, eu prometo. Só preciso que todos saibam que eu te reconheci agora. É melhor eu fazer uma declaração do que descobrirem sobre você e tentarem usar isso contra nós. — explico — Você não vai falar nada, se não quiser. Só preciso de você lá, tudo bem? — a vi engolir seco — É, acho que posso fazer isso. — ela deu um meio sorriso nervoso — Certo. — sorrio — Te espero para jantarmos. — eu pisquei para ela e saí fechando a porta devagar E L E N A     V E T T E R As meninas são bem legais. Wanda me ajudou com a organização, enquanto a folgada da Natasha nos contava histórias e dava ordens. Apesar de tudo, foi uma tarde bem legal. Após uma ducha morna e uma boa lavagem de cabelo, vesti um short jeans e uma blusa de mangas compridas, já que estava ventando um pouco. Meu closet não era grande, mas minhas coisas não ocuparam nem 1/3 direito. Fechei a janela do quarto e calcei meus tênis, tendo certeza de que não estavam enlameados. Com os cabelos ainda úmidos, saí pelo Complexo dos Vingadores, notando uma certa bagunça na cozinha. Pepper colocou geral pra trabalhar por minha causa. Haviam sacolas de um restaurante em cima da mesa e todos se viravam pra arrumar a mesa de jantar. Não pude evitar uma risada, ao ver Sam dançando jazz enquanto Nat batia nele com o pano de prato. — São todos loucos. — Tony se aproximou de mim, ao notar que eu via tudo de longe — Mas têm bom coração. Pode parecer estranho pra você, no começo. — Estou bem aqui. — disse olhando eles — Estou em casa. — completei o olhando e ele me olhou surpreso. Ah, se você soubesse, Anthony... — Fico feliz por isso. — ele sorriu aliviado e nos juntamos aos bagunceiros Por que não me juntar? Minha mãe, mais cedo ou mais tarde — que seja mais tarde —, vai me deixar e eu só terei eles. Todos me receberam bem, não cabe eu fazer a adolescente rebelde. Até porque, não faz meu tipo. Aliás, Elena, você finalmente está num lugar onde se parece com alguém, minha consciência gritou e eu suspirei. Quando vou contar? Será que posso contar? O jantar foi ótimo. Pepper pediu macarronada com almôndegas e o tempero estava divino. Eu ia ajudar os meninos com a louça, mas Tony me proibiu. Eu ri e fui até o terraço, ter um pouco de tempo pra mim. Apesar de abrigar os heróis mais poderosos da terra, tudo ali parecia calmo e a vista era bonita. As árvores balançavam com o vento, assim como meus cabelos. Suspirei sentindo o ar puro e apoiei as mãos no parapeito do muro. Depois de um tempo, acabei notando que não estava sozinha. — Ah, Deus! Que bela peça você me pregou. — ri fraco olhando o céu, pensando alto — Ele é mestre em dar sustos. — ouvi uma voz pacata e me virei encarando o dono daquela voz — Mas, acredite, não faz nada sem um propósito. — É... — sorri fraco diante da visão de Capitão América. Senti meu coração acelerar — Então, você é a senhorita Stark? — ele sorriu para mim, caminhando em minha direção com as mãos no bolso — E você é o Capitão América? — eu ri sem graça — Sei que sou um pouco mais baixo, pessoalmente. — brincou — E, um pouco menos bombado. — Tudo bem. — dou de ombros — Eu também não sou essa senhorita Stark. — murmuro — Não ainda. — Eu também não tava muito pronto pra virar uma referência do povo. — ele riu brincando e ficamos nos encarando Eu ainda não me sentia uma Stark. A vida inteira, Anthony não passou de nada mais que uma foto escondida no fundo falso do closet da minha mãe, que eu via quando me sentia perdida. Agora, com ele por perto, ainda não me sinto parte dele. Não ainda. Com Steve, essa minha insegurança não parecia ser grande coisa. Sei que só estamos juntos há dois minutos, mas ele conseguiu me deixar calma e esquecer a insegurança. Mas por algum outro motivo, meu coração insistia em bater mais forte. — Elena Vetter. — sorri esticando o braço para ele — Steve Rogers. — ele sorriu de volta, apertando minha mão — Gostou da vista? — Sim. — confirmo — Me parece boa pra pensar. — o soltei e olhei a vista, sentindo-o se colocar ao meu lado — É, é boa mesmo. — ele sorriu e um silêncio se instalou entre nós. Era algo bom e, não constrangedor Eu, geralmente, me sentia intimidada com o s**o oposto. Minha tia Amelia, que é terapeuta, costuma dizer que é por falta de convivência paterna. Eu não sei lidar muito bem com a presença de um homem próximo, exceto por meu primo Nathan. Com Steve, eu já senti que era diferente. Tê-lo ali, ao meu lado, não me deixava desconfortável, me deixava segura. Enquanto olhávamos a vista, um clarão colorido surgiu do céu até o gramado, fazendo com que eu agarrasse, inconscientemente, o braço de Steve. — O que é aquilo? — apontei para o clarão — Acho que temos visitas. — ele sorriu animado — Vem! Vai conhecer mais gente. — ele riu me puxando Ao chegar no saguão, Tony meio que se pôs em minha frente e, todos os Vingadores fizeram um círculo envolta de Pepper e eu. Será que era uma visita mesmo ou um invasor? Steve, ao meu lado, parecia ser o mais tranquilo. — Calma, galera. — vi um loiro grande com o martelo na mão — Surpresa! — Thor? — Tony disse surpreso — Novo m****o na equipe? — o grandalhão me olha — Essa é a senhorita Elena Stark. — Visão diz — Elena o quê? — franziu o cenho, incrédulo
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