Apenas uma ligação.

3095 Words
Taylor me acordou e já era de manhã, na minha frente tinha uma bandeja cheia de comida ele se sentou ao meu lado e comemos juntos, que legal eu virei amiga do meu sequestrador, comiamos enquanto ele me contava as noticias, estranhei quando o mesmo levantou rapidamente e minutos depois alguns homens entraram no quarto onde eu estava, nesse momento o olhar de Taylor era de pena e eu esperei pelo pior, um dos homens, ele parece ser asiatico, seus traços indicam isso, sua pele é brozeada e não parecia ser artificial, ele ergueu o meu rosto me fazendo olha-lo nos olhos. _ Que v***a linda. - Falou sorrindo de canto e olhou para seus amigos. _ Não sei se soube das noticias querida, mas agora todos sabem que você é mamãe, uma v***a com 15 anos que feio Baby, que feio. - Ele esperou alguma resposta, essa que não foi dada, ele olha para Taylor. _ Ela não fala? _ Não, passa o dia todo calada. _ Não a alimente e nem der Água, ela vai falar. _ Mas as ordens- _ Eu mando nos sequestros, quem paga por eles não pode opinar. - Largou o meu rosto com força, algumas gotas de lagrimas cairam sobre meu rosto, o homem chutou a bandeja no canto do quarto. _ E por preocação o Luca vai ficar com você. - Falou dando dois tapinhas de leve no rosto de Taylor. _ De olho Luca. - Falou antes de sair do quarto, deixando o tal Luca, olho para o mais novo vigilante e o mesmo não parece ter uma cara boa, sua cicatriz da testa até o maxilar deixar em evidencia isso, além dele ter no minimo 2 metros de altura, seu corpo é musculoso, ele tem pele parda, cara de m*l, seus olhos são fundos e obscuros, me encolho sobre a cama, Taylor não estava no quarto e eu só vim notar agora, o tal Luca não me olhava estava parado ao lado da porta de braços cruzados olhando um ponte fixo da parede atrás de mim, fiquei encolhida por horas, esse homem dá medo, Taylor chegou, conversou baixo com o homem de gigante e depois saiu. Luca saiu minutos depois que Taylor, fiquei ali sozinha não sei por quanto tempo, mas sabia que fazia dias. Narradora. Hanna passou 1 mês inteiro desaparecida, a policia estava em busca intensa, procurando suspeitos. Enzo não estava muito bem, parecia cada dia pior, seu irmão estava preso (bem merecido), sua mãe estava com raiva, porque para ela Enzo tem uma certa culpa, já que o mesmo nunca foi santo e quando jovem teve a pior ideia do mundo que foi de engravidar com Camille filha de um dos caras mas perigosos da antiga cidade que moravam, ele foi obrigado a casar com a mulher, quer dizer ele a amava, mas o casamento só aconteceu por conta da gravidez, Michael não deixaria a reputação de sua filha ir por água abaixo, porque envolvia a sua também. E por sua mãe nem estava conseguindo lhe olhar na cara, sentia que tinha dedo desse povo, e Enzo bom achava que também poderia ser coisa daquele pessoal, por isso estava entrando em contato com sua ex, a mesma nem fazia questão de atender. A familia de Enzo estava preocupada com a garota, até os que não a conhecia. Os pais da garota estavam se culpando por isso, eram famosos e talvez alguém só queira chantagear-los, faltava pouco para o lançamento de roupas de verão desse ano e eles eram o melhores juntos, dominando o primeiro lugar a uma década, a indústria da moda pode ser bem perigosa quando quer. Henry estava preocupado, porém precisava manter a mente sã, pois ele havia ficado responsável por cuidar de Tyler enquanto seus pais fingem fazer algo, sua mente estava confusa, o medo o dominava, mas ele estava ali pra Tyler, por ser novo não fazia ideia do que realmente estava rolando, para ele era apenas uma viagem que a mamãe fez, Dona Mara ajudava o jovem rapaz com a criança, a mesma estava no mesmo nível de Henry, sabia que Hanna ia querer que Tyler não soubesse disso e estava conseguindo manter as aparências para com a criança. Pessoas irrelevantes como Isadora, Rinally e entre outros estava preocupados, porém não tanto pois desse jeito a fila para certa pessoas estava livre, pelo menos essa era a situação com elas, os outros eu não me interessei em lembrar. Caio por sua vez, mesmo preso estava dando um jeito de encontrar Hanna antes de todos, precisa encontrar antes de todos, sabia que desse jeito ela seria extremamente grata a si, não vou mentir e dizer que ele superou, não superou, porém queria ficar próximo dela, estava disposto a conquista-la, mas não no amor, mas na amizade, não é certo afirmar que ela fosse perdoa-lo ou ao menos deixasse ele participar da vida de Tyler, porém tem aquele 1% de chance ele estava contando com ele, queria fazer parte da vida Tyler e queria fazer parte da vida de Hanna, mesmo que não seja como seu namorado ou marido, aqueles lugares estavam reservados para o seu irmão, e ele faria o possível para isso acontecer, pois sabia que Hanna não ficaria nada bem ao descobrir do seu parentesco com o homem que ama. Enzo marcou em encontrar Isadora em um café no centro, a mulher foi pontual chegando na hora que o encontro foi marcado, sorrindo bobo se inclinou para beijar os lábios do homem a sua frente, porém o mesmo a afastou discretamente. _ Isadora não. _ O que foi amor? - Sentou na cadeira a frente dele. _ Não me chame assim. - Disse sério a mulher o olhou já entendendo onde aquilo iria chegar e se levantou tão rápido quanto sentou, saiu pisando fundo do café, Enzo suspirou irritado e foi atrás da mesma, ela pode ter entendido, mas ele queria dizer com todos as letras que estava tudo acabado. _ Isadora não seja infantil. - Falou enquanto andava atrás dela na rua, sentia que por algum motivo estava sendo observado, a mulher entrou em um beco e ele foi logo atrás. _ Desde o começo você sabia que isso iria acontecer. _ Achei que pelo menos casariamos Enzo, por suas filhas lembra, Hanna é mais importante que elas. _ Eu estou resolvendo isso na justiça, mesmo que minhas chances sejam mínimas, eu irei tentar, mas não posso casar com você pra isso, eu não te amo e acho difícil que eu te amasse futuramente. _ Por que Enzo? Aquela garota não chega ao meus pés, sou muito melhor que ela, ela é uma adolescente Enzo, uma p***a de uma adolescente, como pode me trocar por ela. _ Nunca tivemos nada para que eu tenha te trocado, Isadora eu nunca disse que sentia nada por você, fizemos um acordo e só. _ Estávamos juntos até aquela garota começar a dar em cima de você. _ Isadora por favor, não faça isso ser mais difícil. - Falou sem paciência. _ Você que tornou isso difícil Lorenzo. - Saiu do beco irritada, Enzo respirou fundo e voltou pra casa, chegando lá encontrou seu ex sogro sentando com sua mãe no sofá. _ Michael, o que te trás aqui? _ As meninas me falaram da sua namorada, então eu vim ajudar. - Enzo estava deveras surpreso, já que quando se separou de sua ex, Michael o ameaçou. _ Camille não tem responsabilidade suficiente para cuidar das minhas netas e eu não quero elas envolvidas nos negócios da família, vi o que isso causou aos meus filhos e Camille e Monica foram as mais afetadas. _ Como está Monica? _ Morta. Voltando ao seu caso, me conte como foi no dia do sequestro. Enzo sentou no sofá e começou a contar a Michael do dia do sequestro de Hanna, o homem ali sentando conhecia qualquer criminoso de qualquer lugar, vamos dizer que ele era o manda chuva de tudo. Hanna. Por um curto período de tempo Luca saiu do quarto onde eu estava, e como uns furacão Taylor entrou no quarto, ele estava visivelmente machucado, o olhei preocupada. _ O que eles fizeram com você? _ Nada de mais, vamos conversar um pouco que tal? _ Tudo bem. - Falo notado que ele estava realmente querendo mudar de assunto, já estávamos a alguns minutos conversando, e o assunto principal era eu e minha vida, então como o assunto não era de meu agrado simplesmente banquei a curiosa. _ Me fale sobre a sua família. _ Não se lhe disse, mas eu sou divorciado pela segunda vez da mesma mulher, do nosso relacionamento conturbado tivemos três filhas, Emília de 13, Anna e Maggie de 5 elas são gêmeas, bom elas são super apegadas a mim, mas desde meu divórcio Julie não me deixa ver elas, as vezes quando eu levava o dinheiro da pensão ela deixava eu sair com elas, mas foi arrumar um novo cara que começou a proibir...eu entrei nessa vida por minhas filhas, eu havia sido demitido e não tinha outra opção a não ser voltar a hábitos antigos, tanto que estou sem pratica. - Sorrir fraco. _ Eu tenho medo Hanna, do que aquele cara possa fazer, eu não sei se é medo dele tentar algo contra as minhas filhas ou se tornar um pai que eu nunca serei, definitivamente nunca serei, já estou vendo que meus dias estão contados. - Disse tirando algo do bolso da jaqueta era uma barrinha de cereal e me deu. _ Fui tudo que consegui trazer, desculpe, sei que está morrendo de fome. _ Tudo bem Taylor, o que vale é a intenção, olha espero que tudo de certo com você, mas caso não dê, eu te prometo cuidar de suas filhas, isso caso eu saía viva daqui. - Uma lágrima escorre sobre minha bochecha. _ Como elas são. _ Emília é a cópia perfeita de Julie, n***a, baixinha, marrenta e de olhos azuis, seu cabelo é cacheado e curto, ela cortou o cabelo recentemente, está perfeita, já as gêmeas são uma mistura perfeita de bons tempos, ambas são de pele bronzeadas, Maggie tem heterocromia, um olho é azul e o outro cor âmbar bem claro, seu cabelo é longo e liso com leve ondas, já Anna tem os olhos verdes como o mar do Caribe, cabelos incrivelmente longos e cacheados, todas tem uma pinta ao lado do olho esquerdo...estou com saudades delas. Maggie gosta de contar piadas e Anna é séria, como a mesma gosta de dizer ela não gosta de pessoas, uma verdadeira defensora dos animais. _ Imagino. - Falo triste lembrando de Tyler. _ Seja rápida. - Diz me estendendo o celular. _ Ligue para o seu filho. _ Como sabe que não vou ligar para a policia? _ Eu não sei, mas sei que quer muito ouvir a voz de seu filho, eu juro Hanna se apenas ligar para ele eu vou dar um jeito de você sair daqui bem e viva. _ Taylor! _ Eu juro Hanna, por minhas filhas. - Pego o celular e digito o número do meu irmão. He: Alô? Ha: Oi Maninho. - As lágrimas já estavam presentes. _ Oi Henry, estou com saudades, como estou. He: Hanna, Hanna, ai meu Deus graças a Deus, onde você está, você está bem? Ha: Eu não sei onde estou Henry, mas isso não importa agora . He: Como não importa Hanna? Ha: Eu amo ouvir sua voz, mas onde está o Tyler eu preciso falar com o meu filho. He: Hanna você tem que me dizer onde está, pra policia ir ai. Ha: Eu não sei, eu não tenho muito tempo Henry, eu preciso escutar a voz do Tyler por favor, eu preciso de força. He: - Ele suspira notando que perdeu e chama Tyler: _ Alô? - A voz infantil do meu filho me faz chorar rios, tanto que m*l consigo falar com o mesmo, tudo que eu digo antes de Taylor tirar o seu celular de mim com rapidez, pois ouviu passos próximos foi um trêmulo e triste "Te amo", bom eu pensei ser Taylor, mas quando eu olhei o vi sendo arrastado para fora da sala por Luca, o homem me olhou sorrindo. Narradora. Alerta de gatilho, agressão. (Cenas curtas) Aquele homem se chama Otto, ele não era um dos caras mais piedosos da cidade, quem o procurou queria que Hanna se machucasse de verdade, já que o homem alí não separava os gêneros, se o irrita-se morria ou como a grana era boa apenas ganharia algo que nunca esqueceria, pois as marcas ficariam pra sempre, só estavam eles dois no quarto. Hanna encarava o homem com medo e aquilo lhe deu gás e o primeiro tapa foi deferido, ela sabia que aquilo iria vim, mas ainda sim ficou chocada quando realmente aconteceu, seu corpo reagiu por instinto, logo avançou em cima do homem e por está fraca apenas conseguiu arranha-lo um pouco, mas seu corpo foi logo jogado contra o chão e Otto sorriu e lhe chutou o estômago, a fazendo tossir, chutes e mais chutes foram deferidos naquele local específico e logo o que era apenas tosses secas, se tornaram tosses com uma quantidade negativa de sangue, ele a puxa pela blusa e lhe dá alguns socos em seu rosto que já estava machucado, ele não deu socos com tanta força, pois sabia que poderia se quisesse quebrar a mandíbula da garota, mas usou força suficiente para deixar inchado e com marcas roxas, ele a chutou mais uma vez e a vou cuspir sangue enquanto tossia. Ele pega um lenço e limpa seu punho indo em direção a porta do quarto. _ Me desculpe Hanna, mas você mereceu, pedirei para alguns dos meus empregados que lhe der um banho, remédios e comida. _ Vá a merda. - Sua voz saiu baixa, Otto que estava na porta, voltou e lhe deu um soco que a apagou, ele se abaixa. _ Que voz linda você tem meu doce. - Diz tocando o rosto da garota agora desacordada, se levanta e sai do quarto, logo depois dois homens do mesmo porte físico que Luca entram no quarto e pegam a garota desacordada, levando para outro lugar, já que aquele estava comprometido, horas depois Hanna foi jogada para dentro da van e como o prédio era abandonado em um bairro pobre, não tinha ninguém por perto, pois sabiam que ali era o lugar que Otto levava suas vítimas, então ninguém ficava por perto. Não demorou muito para eles chegarem em uma fabrica abandonada que diziam ser assombrada, então ninguém ficava por lá, Otto nunca havia usado aquele local, só soube dele porque Luca havia lhe dito sobre, já que um dos seus sobrinhos havia ido para o local com uns amigos, mas ficaram com medo e não entraram, mas nenhum daqueles acreditavam, apenas Hanna óbvio. _ Vamos ficar um tempo por aqui gracinha, sua ligação me deu prejuízos, a polícia deve está lá agora. - Hanna não respondeu, Otto suspirou fundo, estava louco para bater na garota novamente, porém Luca estava ali, e ele nem era louco de bater mais garota com o gigante presente, já tentou fazer e foi para no hospital. Enzo andava de um lado para o outro esperando seu ex sogro lhe dizer algo. _ Eu falei com alguns conhecidos, nada de estranho rolando, os caras são bons devo confessar, mas não se preocupe eu darei um jeito. - Ele ainda conversaram por horas, até Michael ir embora e Enzo, bom ele foi dormir, a mais o menos duas semanas ele vem dependendo de remédios para dormir, sua preocupação estava a mil. Enzo estava em um galpão escuro, ou não tão escuro já que havia uma luz bem no centro e uma garota ajoelhada, então ele correu, mas mesmo ele correndo a garota parecia está cada vez mais longe, até que tudo escureceu, ele olhava descontroladamente para todos os lados até que a voz suave em seu ouvido o fez virar e lá estava Hanna, chorando. _ Por que deixou isso acontecer Enzo? Por que? Então ele acordou assustado e suado, olhou a hora e viu ser 5 da manhã, levantou da cama e andou até o banheiro onde tirou sua roupa e tomou um longo banho, precisava relaxar a mente, ela ainda da estava confusa, trocou de roupa, calça jeans azul claro, camisa social preta, sapato social, pegou seu celular e chave do carro e seguiu para a penitência onde seu irmão estava preso, queria conversar com ele sobre o sonho e saber se de algum jeito ele poderia lhe ajudar, as visitas começavam as 10, mas por ela ser longe ele chegaria próximo a esse horário. Enquanto Enzo ia para o presídio, Hanna estava com medo, encolhida em um canto do seu mais novo quarto onde, chorando, com o rosto entre suas pernas dobradas, se sentindo inútil, fraca e com voltando de morrer a cada segundo que passa, com medo, com muito medo, enquanto as lágrimas descem ela canta uma música baixa do Ac/dc - Demon Fire, pode parecer contraditório cantar um rock no momento de pura raiva, mas aquilo sempre a acalmava, nunca foi dito, mas ela cantava a mesma música no dia que foi abusada por Caio, era como seu mantra pessoal, sem ao menos perceber começou a bater seus braços na parede com força, logo depois ela mesmo estava se socando nas coxas, chorando descontroladamente, sentindo uma falta de ar, queria tanto alguém que se importasse com ela ali para lhe acalmar, a tempos não tinha uma crise de pânico daquelas, de se auto machucar para esvaziar a dor, raiva e medo, seus olhos estavam inchados pelas lágrimas que ainda insistiam em cair, Hanna se levanta e simplesmente grita deixando tudo esvaziar e como se não pudesse ter controle de si mesma, correu e deu um soco certeiro no rosto de Luca que não reagiu, ele tinha uma regra, nunca bater em mulheres, dou ele não iria mentir, o de mais de 2 metros de altura respirou fundo e continuou parada, Hanna pensou que apanharia tanto que se jogou no chão se encolhendo, mas como a surra não veio olhou para o homem a sua frente e ele lhe mostrou uma tatuagem, era o numero de denuncias de agressão, sua voz rouca logo se fez presente. _ Eu não bato em mulher, e você não deveria se machucar. - Fala sério. _ Me ajuda! _ Eu não posso. - Depois não falou mais nada.
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