Desde a primeira carta que Enzo havia recebido ele estava preocupado e isso está fazendo ele voltar a velhos hábitos.
Antes:
Enzo casou bem jovem aos 18 anos, já que sua namorada estava grávida de 3 semanas, ele nem imaginava como iria contar ao seus pais sobre a gravidez da sua namorada, e como o pai da mesma iria reagir a notícia, imaginou que não fosse bem e estava certo já que Michael quase o matou, mas só o fez, por pedido da sua filha, Camille implorou pela vida de seu namorado e disse que se fosse preciso o mesmo iria casar com ela o mais rápido possível com a desculpa de que não queria esperar até depois da faculdade, todos fora da família achavam que Isis havia nascido antes do tempo já que para todos os pais de Camille e Enzo falavam que a moça havia ficado grávida depois do casamento, não que a vida deles interessassem aos convidados, mas os seus pais não queriam escândalo, menos a mãe de Enzo, ela sempre quis ver seu filho bem e feliz.
No dia do seu casamento Enzo estava nervoso, ver ali sua futura esposa a mulher que mais ama na vida entrando na igreja, seu coração estava a mil por hora, e ver Camille entrar na igreja vestida com um longo e luxuoso vestido fez o paz sorrir amplamente, ele a amava e jurava que seria com ele envelheceria, mas se enganou, com o tempo de casamento nascimento de sua filha mais velha Ísis, Enzo começou a notar as mudanças repentinas de sua esposa, as saídas escondido, as viagens que vinha juntos a mentiras, desconfiava de traição, mas ele queria ser um bom marido e se culpava pelo distanciamento de sua mulher, então logo depois veio Isabella, mas como antes, Camille voltou a sair e sumir por dias, infelizmente o homem não estava tão esperançoso como no começo do casamento, começou com pequenos goles depois do trabalho apenas nas sextas, depois se tornou diário, todas as noites depois do trabalho, sua esposa não o apoiava e mesmo amando condicionalmente suas filhas ele preferia não ficar por perto pois o álcool o deixava extremamente melancólico e não queria assustar suas princesas, queria ficar sozinho com sua bebida.
Ele viveu assim por anos, Camille pediu o divórcio e ele se afundou ainda mais na bebida, o álcool o deixava inerte de realidade e ele gostava dessa sensação, ele ainda era viciado em álcool quando voltou finalmente a dar aula, sua tia quis o ajudar e lhe deu a oportunidade de voltar ao trabalho, ele já estava a 2 anos sem ingerir nenhuma gota de álcool.
Atualmente.
Até agora, ele sentiu o primeiro resquício do liquido queimar a sua garganta, o gosto não era tão bom como antes, mas ele queria se acalmar, esquecer um pouco a dor, seu subconsciente já estava aceitando o pior, as cartas não o ajudava em nada já estava na quarta carta e não tinha respostas concretas ou certas, sempre lhe trazia mais dúvidas, mais medo e receio. Um gole foi seguido o outro e por ai sucessivamente, em seus pensamentos surgia os seus momentos com Hanna e o logo depois vinha o medo do pior ter acontecido e então mais um gole do whisky isso direto do gargalo, lembrou de Hanna sorrindo enquanto ele a beija no pescoço e fazia cócegas na mesma, dela rindo da cara de bobo quando ele fica a olhando por um tempo. Lembra de como foi acordar pela primeira vez ao lado dela, ele acordou primeiro e ficou a olhando por um tempo antes de acordar-la com beijos, ele queria ter ficado mais tempo com ela ali dormindo tranquilamente, ele se sente verdadeiramente sortudo e feliz por te-la, ela confiava nele e nesse momento ele sorriu, em meio a todas aquelas lágrimas ele sorriu, ela o amava, amava de verdade, mas isso não o fez para de beber, pareceu que o fez beber mais.
Joana estava se arrumando para se encontrar com Enzo em sua casa como haviam combinado, quando chegou no local tocou a campainha várias vezes, mandou mensagem e ligou para o mesmo que não deu retorno, então presumiu que ele não estava disponível hoje, se virou para ir embora, mas voltou assim que escutou o barulho de vidro se quebrando e a voz do mesmo um tanto distorcida gritando que sua vida era uma merda, então o chamou mas nada o som de algo quebrando que não era vidro isso a deixou preocupada então verificou se a porta estava aberta e estava, entrou na casa e ficou assustada com a bagunça que a sala estava, varias garrafas de bebidas espalhadas, analisou o local e viu vários cacos de vidros perto da parede ao lado da porta, tomou cuidado para não se cortar, sentiu pena do homem.
_ Enzo? - Chamou, mas não teve resposta então procurou com os olhos e o encontrou jogado no chão perto do sofá, mas ao lado o centro de madeira destruído. _ Deve ter sido caro. - Nem parecia que o mesmo estava acordado não fazia dois minutos, o chamou por um bom tempo notando que ele não iria dar sinal, agradeceu por malhar e aguentar peso, porque se não fosse isso Enzo continuaria jogado no chão da sala, ela o levou até o andar de cima e o deixou em um dos quartos supondo ser o seu já que a decoração era neutra e careta e era isso que pensava do homem, mesmo com muita vontade de futricar a casa dele se controlou e foi fazer algo de bom, o deixou jogado em sua cama e desceu, procurou os produtos de limpeza, vassoura, pá e sacolas e então começou a limpar tudo juntou o resto da mesinha de centro e a colocou em seu carro levaria para concertar, ela já estava descalça seu salto estava ao lado da porta, sua maquiagem diária estava destruída, seu cabelo estava grudento e seu cheiro não estava agradável, assim que terminou tudo fez algo para o homem comer assim que acordasse, estava até estranhando tudo isso, mas lembrou que o mesmo estava sofrendo e era por sua notícia favorita, ela implicava com a garota, mas gostava da mesma e talvez fizesse isso apenas para a moça conseguir viver quando for embora da casa dos pais, as noticias levavam a Hanna conseguir seguidores nas redes sociais, mesmo ela não sendo ativa e só dando as caras pra agradecer e fazer publis e gravar poucos conteúdos, ela ainda sim tinha muitos seguidores fiéis e ela deveria agradecer a Joana a mulher havia lhe dado mais fama e consequentemente dinheiro, sorriu ao se lembrar da garota então deixou uma mensagem para Enzo, dizendo sobre a comida e que ele poderia agradece-la com um simples obrigado...que seria dito em sua conta de fofocas.
Enzo acordou e já era noite, sua cabeça latejava, e se arrependeu de ter bebido tanto, se sentou na cama com as mãos na cabeça respirando fundo, procurou seu celular e só ai notou está em seu quarto, não se lembrou de como havia ido parar ali, achou seu celular na escrivaninha ao lado de sua cama, pegou e viu várias chamadas de Joana, sua mãe e sua tia, foi ver a mensagem que todos haviam deixado, sua mãe e tia perguntavam se estava bem, já a de Joana o deixou surpreso.
"Você está proibido de beber Lorenzo, sinceramente cara você destruiu sua casa, mas não se preocupe eu não xeretei, apenas arrumei a bagunça que você fez, ela esta em ordem agora, levei sua mesinha de centro para concertar, te devolvo quando estiver pronta, sua tv está quebrada e eu joguei todas as bebidas fora, cada uma delas, na sua geladeira só tem água e suco, coloquei seu prato feito na geladeira e no frizzer tem comida pra semana toda, me agradeça depois, um simples obrigado serve, no meu blog"
Ele sorriu e levantou da cama indo até o banheiro, colocou um remédio dentro de um copo com água tirou a roupa e se banhou, enquanto isso o remédio era absorvido pela água, no banho lembrou de Hanna com vergonha na primeira vez que tomaram banho juntos.
_ Vamos tomar um banho? - Perguntou se levantando da cama, Hanna o olhou parecendo assustada, ele riu. _ Eu vou tomar banho, depois você vai ok?
_ Tudo bem. - Caminhou até ela e deu um beijo em seus lábios, ele entrou no banheiro deixando a porta encostada, tirou a cueca que vestia, ligou o chuveiro e entrou em baixo, estava concentrado em seu banho quando sentiu os braços da mais nova em volta de sua cintura sorriu e a trouxe para a sua frente acariciando seu rosto.
_ Você com vergonha nem parece a mesma Hanna.
_ i****a.
_ E aqui está ela. - Ele riu e a beijou com carinho, deslizando seus lábios até o maxilar da mesma mordendo o local, fazendo Hanna se arrepiar e rir, eles se ajudaram no banho e não rolou nada mais apenas um ao outro se dando banho, depois de secaram, se vestiram com roupas intimas e se jogaram na cama para assistir filme na tv do quarto e ele a viu dormindo tranquilamente.
Terminou o banho, se vestiu, pegou o celular, tomou o remédio, escovou os dentes e saiu de casa depois de comer a comida de Joana que era até boa.
Chegou no local informado na última carta que havia recebido, Joana chegou logo depois, a ruiva olhou tudo ao redor e disse.
_ Abandonado, tinha mais alguma coisa?
_ Sim, números 6,9,12,15
_ Todos múltiplos de 3...talvez esse não seja o lugar certo. - Saiu do local abandonada, observou ao redor. _ Esse é o 001, então devemos ir para o 003, mas eu não sei para que lado fica.
_ Vamos ter que descobrir. - Eles passaram o resto do dia procurando, mas não acharam então voltaram para as suas casas e Joana ficou responsável em descobrir mais sobre o galpão e se tinha mais.
Hanna.
Vários dias eu haviam se passado, agora estávamos em uma casa no interior, as casas aqui costumam ser bem afastadas, Luca me disse que a um lago perto da casa, ele disse alguns pequenos detalhes sobre a casa, ele estava sendo uma boa companhia, mas ele ainda era fiel ao seu chefe, tanto que ao invés de está no sótão como estava nos primeiros dias eu fui movida para o porão, meu corpo já não era mais o mesmo, eu estava mais magra do que já fiquei na vida, estava suja e fedendo, eles me davam comida e água 2 vezes na semana, mas eram quantidades certas, nunca a mais, as vezes era até menos que a última refeição, o que eles mais mandavam para eu comer era papa de aveia, água e uma banana, Luca me ajudava ai ao banheiro e me protegia dos outros homens da casa, ele e o Matteo irmão dele, Matteo não é velho como os outros, no máximo deveria ter uns 25 anos, ele não fala muito, quase nada, na maioria das vezes ele perguntava coisas do tipo "Quer ir ao banheiro?" "Está com dor?" "Bom dia, boa tarde, boa noite" e era assim que eu sabia a quanto tempo estava alí, só soube que ele e Luca eram irmãos por serem bem parecidos.
Fico olhando as escadas com a esperança de que alguém ira me salvar, minha vista se fecha lentamente e a última que vejo é silhueta de uma mulher descendo as escadas.
Narradora.
A mulher terminou de descer a escadas olhou a garota jogada no chão sujo e sorriu.
_ Coitada está realmente acabada, se me lembro bem eu disse para alimenta-la.
_ Ela foi rebelde Senhora.
_ Eu estou pagando por isso e acho melhor tomar jeito Otto.
_ Ela matou um dos meus homens o Taylor.
_ Acha mesmo que vou acreditar nessa Baboseira, por favor, Hanna não faz m*l a uma mosca, você grandalhão quando ela acorda deixa a tomar um banho, ela fede, você garoto traga comida e água e você Otto não ouse mudar nada, vou começar a fazer visitas mais frequentes. - Falou a mulher o encarando com raiva, saiu do local.
Hanna acordou horas depois, Luca a olhou acordar e foi até ela, a mesma por ainda está desnorteada por falta de alimento se afastou deixando seu corpo encostar na parede, se encolhendo, colocado os braços para se proteger contra quem fosse aquela pessoa, a voz parecia distante e meio cortada, mas reconheceu o a voz do homem e o olhou ainda com medo.
_ Hanna, sou eu o Luca, fique calma não lhe farei m*l. - Ela mesmo conhecendo a voz e sabendo que ele não faria mais m*l do que já estava passando nesses últimos dias, semanas. Ele lhe ofereceu a mão, mas ela não segurou ou ao menos voltou a olhar o homem de dois metros, a garota estava mais frágil do que chegou e não era só no físico como psicologicamente também, estava confusa e m*l sabia o que era realidade e fruto de sua imaginação isso efeito de remédios para dor que Luca sempre injetava nela enquanto dormia, uns não eram bem remédios se é que me entende, mas era o que o homem conseguia levar para tratar um pouco a dor da garota, já que a mesma vivia gemendo de dor. Uma semana se passou desde o daquele dia e Hanna não comia e apenas se banhava tinha apenas duas peças de roupa quando uma ficava muito suja ela lavava no banho, não bebia nem a água que eles traziam, no banho mesmo se hidratava o suficiente para lhe deixar entupida de água indo ao banheiro várias vezes e com suas idas ao banheiro muitas vezes, notou uma pequena janela que trazia a luz do dia ou da noite para dentro do local, sabia que onde estava era iluminado pois a noite era notável a luz artificial adentrando a pequena janela, sabia que se esforçasse passaria por ela fácil, já que havia perdido bastante peso e estava mais magra do que já ficou um dia.
Comia pouco quase nada, apenas para não morrer de fome e mesmo que não quisesse Luca insistia para que comece ao menos um
pouco, mas queria ficar no mesmo que estava.
Do outro lado da cidade Enzo havia recebido a última carta, Joana estava com ele no momento que ele pegou a carta, ao abrir viu que dessa vez estava escrita a mão.
Se está recebendo essa carta significa que eu estou morto, meio que já estava. Mas você me entendeu, espero. Hanna é um garota incrível ela me contou sua história, me contou sobre seu atual relacionamento que acabou por escolha dela, sobre seus pais, sobre seu melhor amigo e sobre seu filho, ela fica tão fofa falando do Tyler, e nem se fala quando ela fala de você, ela disse com toda certeza que você seria o homem perfeito pra ela e que ela te ama, e esse é o motivo dela ter terminado com você, Enzo quando Hanna voltar ela vai precisar de todo seu apoio, vai precisar que você cuide dela. Se você recebeu essa carta também significa que eles não estavam no lugar que lhe disse na penúltima carta, mas estariam nesse lugar ****, é uma casa no outro lado da cidade, perto de alguns armazéns velhos, ao lado mora um senhora chamada Luísa, se Hanna for esperta poderá ir lá, primeiramente por ser a casa mais próxima dali, não vá direto na casa onde ela deve está, primeiro vá na casa da senhora e faça amizade, ela gosta de falar sobre plantas e gatos, leve a polícia de um jeito discreto, todos os capangas estão na casa por volta das 20:00, eles ficam separados estrategicamente, são em torno de 5 à 8...Ela é uma garota esperta e é bem capaz de fugir sozinha, nesse momento ela não deve está nada bem, provavelmente está mais magra e fraca.
Ps: Diga a ela que eu sinto muito por tudo.
Enzo leu a carta em voz alta, Joana estava com o notebook na perna vendo o endereço.
_ Achei. - Falou, Enzo olhou e viu que era um lugar pacato e rural, o local em específico era bem distante do centro da cidade, se levantou do sofá rapidamente. _ Ei pra onde pensa que vai?
_ Salvar a Hanna não é óbvio.
_ Imaginei, você não posso ir assim Enzo, ele deixou claro que é para avisar a polícia.
_ E disse que ela estaria fraca.
_ Não haja com impulso isso pode piorar a situação da Hanna e até leva-la para mais longe e não vai ter cartas nos avisando então não seja i****a, vamos agir com calma entendeu, ela é uma garota forte pode aguentar por mais uma noite.
_ Mas-
_ Ela vai preferir você vivo a morto, não seja i****a, amanhã de manhã vamos a delegacia, não a que está a frente do caso da Hanna.
_ Por que não?
_ Não confio no delegado...ele não é um dos mais confiáveis, experiência própria.
_ Ok.
_ Por favor não faça besteira. - Ela organizou as coisas que havia bagunçado e foi embora, Enzo ficou ali sentado no sofá pensando na Hanna, quando veio notar estava no carro dirigindo e ligando para Joana avisando que estava a caminho do local e que ela deveria avisar a alguma delegacia, naquele momento a cabeça do moreno estava em outro mundo, Hanna.
Hanna estava indo ao banheiro com a ajuda de Luca como sempre, já estava de noite por volta das 21:00 ela entrou e sentiu algo um pouco pesado no bolso da calça velha que vestia, logo depois a porta foi fechada pelo homem, com curiosidade botou a mão no bolso vendo uma chave de f***a, ficou feliz que ele estava lhe ajudando, não entendia o motivo do homem está lhe ajudando, mas não iria perguntar, subiu na banheira tentando não cair abriu a janela, mas para abrir toda teria que tirar dois parafusos que deixavam a janela nem tão aberta nem tão fechada, mas daquele jeito ela não passaria, então assim que tirou os parafusos a porta foi aberta a assustando
Luca a olhava negando com a cabeça.
_ Tem um na janela do primeiro andar e um na varanda, ande até o fim do terreno engatinhando, atravesse pela cerca há uma portinha de cachorro lá o único lugar que não faz barulho ao abrir, entre na casa ao lado pela janela do porão, lá a senhora Luísa estará te esperando, amanhã de manhã ela irá te levar para a cidade onde você vai encontar com Emanuele uma amiga minha, ela vai te levar pra fora da cidade te deixando na delegacia que está com o seu caso.
_ Por que?
_ Você não merece isso garota, é apenas uma criança que tem outra criança esperando em casa, eu pensei muito antes de lhe ajudar, não espero ganhar nada com isso. - Concorda, ele a ajuda a passar pela janela.
_ Obrigada Luca! - Fala, ele ver colocando a janela no devido lugar, seguiu as instruções do mesmo, mas quando passou na portinha escutou a voz familiar, mas escuto uns grito vindo da casa e aquilo me assusta.
_ Ela fugiu. - E a cena se passou em câmera lenta, o barulho de tiros e de longe os olhos verdes me olhando, eu quis correr para os seus braços, mas foi tudo tão rápido uma hora ele estava vindo até mim e na outra ele estava ensanguentado, me viro para a casa onde eu estava a pouco e vejo o homem que estava no andar de cima da casa mirar em.minha direção, me abaixei para que eu não fosse atingido, naquele momento estava uma grande correria, havia carros de polícia para todos os lados, não sei como eles já estavam ali, vi Enzo ser levado para uma das viaturas eu tentei sair de fininho mais não funcionou, já que eu fui pega pela roupa e meu corpo foi de encontro a alguém.
_ Viu o que fez Hanna. - Era a voz de Otto, eu tentei me soltar a todo custo, mas de nada adiantou, chorei com medo pois agora tinha uma arma na minha apontada para a minha cabeça. _ Quem te ajudou?
_ Ninguém, ninguém eu juro.
_ Ninguém? Você fugiu sozinha, acha que eu vou acreditar nisso? Foi quem James ou Paul.
_ Ninguém me ajudou.
_ p***a garota. - Escuto o barulho da trava da arma e fecho meus olhos com força esperando o tiro.
_ Vamos Otto solte a garota! - O policial manda, mas ele me aperta mais ao seu corpo e diz enquanto seus capangas se posicionam.
_ Não, ela é a minha moeda de troca. - Ele fala isso ainda com a arma em minha cabeça, eu não sei o que aconteceu, mas em segundos estavam trocando tiros, ele me levou para dentro da casa que eu havia acabado de fugir, enquanto seus capangas trocavam tiros com a polícia. _ Como conseguiu isso em sua v***a? - Me perguntou pegando meu rosto em sua mão apertando minhas bochechas.
_ Eu fiz sozinha.
_ p**a. - Ele me deu um tapa em meu rosto, me fazendo chorar ainda mais. _ Eu vou matar o seu namorado na sua frente e depois vou te matar, isso depois de receber um pagamento justo. - Ele sorriu perverso, me encolhi um pouco, ele olhava pela janela com a arma ainda apontando para mim, vejo Luca aparecer na sala ele me olha com pena, _ Leve ela para o meu quarto.
_ Senhor, não acho que isso seja necessário, a polícia irá matar todo o pessoal e o senhor ainda pode ser preso.
_ O que? Começou a simpatizar com a bonitinha? Ela te seduziu é isso? - Ele falava isso apontando a arma para o homem de 2 metros, que não moveu um musculo, estava parado como uma estatua, Otto caminhava em direção ao mesmo com a arma apontada para ele, fiz menção de correr e sair por aquela porta, mas Luca me olhou rapidamente, ação que não havia sido notada por Otto, aquele olhar significava apenas uma coisa, não faça isso e eu não fiz, Otto se voltou a mim colocando o cano gelado da arma em minha testa. _ Se não fizer o que eu mandar agora eu vou estoura os miolos dessa v***a. - Luca andou até mim e pegou por um dos braços, eu me debatia com medo do que viria logo depois, ouvir barulho de carros sendo parados rapidamente, e o tiroteio aumentou, Luca me abaixou um pouco, a porta foi arrombada e Otto deu um tiro certeiro no policial, algo que me fez gritar pelo medo e susto. _ A próxima será na sua cabeça. - Luca me puxa pelas escadas enquanto eu imploro para ele não fazer isso, ele me joga em um dos quartos.
_ Quando ouvir um assovio, pule da janela. - Diz e sai do quarto fechando a porta, mais tiros e eu me abaixei no chão, meu coração estava a mil, Enzo havia levado um tiro e eu nem conseguir fugir sem chamar atenção, ele tem que está vivo. Então um tempo depois escutei tiros no andar de baixo e logo depois o assovio, abrir a janela e pulei, eu não esperava encontrar ninguém ali, mas mesmo se eu me machucasse eu correria para longe da casa, mas havia um policial ali que me ajudou a andar por trás.
_ Cadê ela? - Escuto o grito do Otto e logo depois o ultimo tiro daquela noite, seu grito agonizante, o policial me levou para uma viatura.
_ O homem que foi baleado, onde ele está?
_ Ele foi para o hospital.
_ Eu quero vê-lo, eu preciso.
_ Você precisa mesmo ir ao hospital, mas só poderá vê-lo, depois dos exames,
_ Ok. - Uma viatura me levou para o hospital, a cada segundo que se passava eu estava cada vez mais ansiosa para ver Enzo e quando finalmente pude vê-lo, eu soube que ele estava em cirurgia e pelo que me informaram ele iria fazer a remoção da bala, eu esperei por horas sentada na poltrona do seu quarto, ele veio e eu fiquei ali o observando com carinho e preocupação.
_ Hanna. - Ele gritou se levantando rápido e sentindo a dor no mesmo instante, me aproximei dele sorrindo.
_ Com calma, você acabou de fazer uma cirurgia. - Toco seus cabelos, seus olhos verdes me encaram em alivio. _ Você sempre se machucando por minha causa, eu sinto muito.
_ Bom, é o que os namorados fazem amor, nos machucamos para que vocês não se machuquem.
_ Eu te amo seu i****a.
_ Também te amo. - Ele ergue um dos seus braços colocando na altura do meu rosto, sua mão guia delicadamente meu rosto me direção a ao seu, ele sela nossos lábios com carinho e eu o abraço sem por força e choro em seus braços, ele me faz deitar ao seu lado e eu acabei dormindo por ali.