O avião pousou sob um céu acinzentado, mas para Elle… o mundo parecia azul. Era estranho. Assustador. Libertador. O vento gelado cortou o rosto quando eles saíram do aeroporto, e ela segurou firme a mão de Théo — como quem segura mais do que segurança… segura um novo futuro. O país era novo. A língua, ainda tropeçada. As ruas, diferentes. Mas o peito… mais leve. O apartamento que a bolsa do programa ofereceu ficava no alto de um prédio moderno, com janelas de vidro e uma vista de tirar o fôlego. Elle caminhou até a sacada, o casaco apertado sobre os ombros, e olhou a cidade lá embaixo. Tudo era movimento. Sons. Idiomas misturados. O mundo pulsava, e pela primeira vez, ela estava viva com ele. Théo chegou por trás, abraçando-a pela cintura. — E aí… arrependida? — De estar aqui

