--- Continuação — Confronto no Morro A gente foi descendo devagar, o barulho normal da favela rolando — som batendo, moto passando, criançada jogando bola de meia na viela. Mas no canto do muro, lá estavam os três moleques. Devia ter um de uns 16, outro 18 e o mais “velho” talvez 20. Nenhum deles tinha cara de quem aguentaria cinco minutos na linha de frente. O mais novo percebeu a gente chegando e arregalou os olhos. O do meio tentou manter a pose, mas deu pra ver o nervosismo na forma que ele apertava o celular na mão. Eu respirei fundo, calmamente, e falei: — Qual foi, molecada… tão se achando dono do pedaço? Fk cruzou os braços e ficou só de canto, aquele jeito dele que mete medo sem falar nada. Playba já riu debochado, encostando no poste. — Fala aí, patrãozinho, quanto tá a di

