Continuação A madrugada ainda envolvia o morro quando Cobra abriu os olhos. O silêncio da casa contrastava com a tempestade que queimava em seu peito. Aylla dormia tranquila ao seu lado, respiração serena. Ele a observou por alguns segundos, lembrando-se do motivo pelo qual tudo aquilo estava acontecendo. Beijou-lhe a testa e se levantou sem fazer barulho. Vestiu a calça jeans escura, camisa preta, pegou o coldre e prendeu a arma na cintura. Hoje seria o fim. No caminho até o galpão, o céu começava a clarear. Seus homens já o esperavam na porta. Ninguém falou nada, mas o olhar deles dizia tudo: sabiam que a sentença seria cumprida. Quando o portão se abriu, um silêncio pesado tomou conta. Sem Alma estava quase irreconhecível. Barba desgrenhada, olhos fundos, corpo fraco pelas semanas

