O Encontro O salão ainda estava em movimento, convidados chegando, garçons passando com bandejas e músicos afinando os instrumentos. No entanto, em um dos cômodos reservados, o silêncio reinava. Cobra, já vestido com o terno impecável, ajeitava a gravata no espelho, quando ouviu a porta se abrir devagar. O reflexo no vidro mostrou a figura imponente de Águia. O homem que, durante tantos anos, foi não só o pai, mas também a maior referência. Agora estava ali, de terno preto bem cortado, mas com aquele ar de respeito que dispensava qualquer roupa. — Posso entrar, filho? — a voz grave ecoou. Cobra se virou, respirando fundo. — Claro, pai. Tava só esperando a hora passar. Águia entrou e fechou a porta atrás de si. Ficaram alguns segundos apenas se olhando. Um momento raro, sem multidões,

