Capítulo 130.

1260 Words

FK narrando… A mesa estava tomada de papéis, cadernos de capa preta e algumas notas soltas, separadas em pequenos montes. A caneta azul já tinha a ponta gasta de tanto rodar número. Na minha frente, duas planilhas abertas — uma no caderno, outra na cabeça. A boca era viva, mesmo de manhã cedo. No corredor, gente entrando e saindo, rádio chiando com mensagens curtas, celulares vibrando, passos apressados no piso de cimento. Mas eu gostava de ficar na minha sala, de porta aberta, observando tudo ao mesmo tempo que conferia as contas. Dinheiro é nervo de guerra. Sem ele, nada anda. E eu sabia exatamente quanto custava manter a engrenagem girando: munição, combustível, comida, subornos, transporte. Tudo tinha um preço. Peguei mais um maço de notas, comecei a contar. O som das cédulas se mi

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