--- Capítulo – O Segundo Teste O sol já começava a se pôr atrás do morro quando Águia chamou Cobra para uma conversa no escritório improvisado, no alto da Rocinha. A sala era simples, mas o peso de quem ocupava aquelas cadeiras transformava o ambiente. Mapas de territórios, planilhas, rádios e celulares espalhados sobre a mesa de madeira. Águia tragou devagar o charuto, lançando a fumaça pro teto, antes de falar: — Hoje é contigo, Cobra. Cobra ajeitou o corpo na cadeira, encarando o pai. — O que que tem? — Caveira, lá do Juramento, tá atrasando entrega. Já é a terceira vez. — Águia falou frio, como quem testava e não informava. — Tá achando que pode jogar com a gente. Cobra franziu a testa. — E por que tu não resolve logo? Águia abriu um sorriso discreto, quase imperceptível. — Por

