Farias
- E aí, vai rolar pagodinho hoje lá no vidigal, vamos ou vambora ? _ O Alain fala.
- Passo._ Me olha com a testa franzida.
- Como assim? tu não vai?
- Não, hoje vou ficar em casa, ficar com minha família, da uma atenção maneira a eles, já tem tem tempão que não faço esses bagulhos, vou ficar com minhas crias, tô ausente pra caralh0 como pai. Da uma moralzinha pra dona também._ Me olhou como se não tivesse acreditando no que estava escutando.
- Tá dando ideia cheque mermo ou tá de caô? tem outros planos e tá metendo essa de homem do lar?
- Até parece que se eu tiver outro rolo pra fazer eu preciso tá mentindo pra ninguém, o Bagulho é esse mermo, vou ficar com minha família hoje.
- Qual que foi o milagre da vez? tu metendo essa? Em pleno sábado desse? tu não perde um bate lata, onde tem bebida, droga e mulher tu tá no meio, dispensando assim ainda pra ficar em casa? com a família? tô sem acreditar numa porr@ dessa.
- Vai te fuder Ho arrombado do Caralh0, eu hoje resolvir da atenção a minha família e não tem nada de mais nisso aí._ Ele me olha ainda sem acreditar.
- Caralh0, nasci pra ver uma porr@ dessa mané, o Farias tá mudando._ Neguei com a cabeça.
- Arrombado do Caralh0. O Cleiton deve ir.
- Ele vai, porém vai com a dona do lado.
- Tô ligado. é tu vai levar a tua mina?
- Não fode, nem fudend0 que vou carregar a Alice atrás de mim, quero aperto de mente não, tô indo pra relaxar._ Gargalhei.
- Sei bem esse teu relaxamento, filho da put@ mermo. _ Ele gargalha.
- Tá ligado fiote.
(...)
Seis da noite eu saí da boca e segui pra casa. Cheguei e encontrei a Gabriela sentada no sofá com as crianças.
- Cheguei meus amores.
- Papaaaaaaaaaaai._ Minha princesa grita e vem correndo na minha direção.
- Oi meu amor._ Peguei ela no colo. Segui até o sofá onde ficou a Gabriela e o Ravi. - HO Moleque, não fala com teu pai não é?
- Ah papai, tô assistindo._ Aí é paga p@u da mãe, não tem pra onde correr.
- Quê isso filho, fala com teu pai._ A Gabriela fala, ele se levanta e vem até a mim.
- Oi pai._ Me abraçar de lado.
- E aí moleque._ Bagunço seu cabelo. Me sentei no sofá com a Rafa no colo que logo desceu de cima de mim, me aproximei da Gabriela e dei um cheiro no seu pescoço, ela fica toda sem graça.
- E aí fizeram o quê de bom hoje ?_ Perguntei, ela me olha de lado.
- Briquei com os meninos no jardim, tomamos banho de piscina, depois viemos assistir, nada de mais não.
- Então se arruma e arruma as crianças que nós vamos dar uma volta._ Ela me olha com a testa franzida.
- Tá falando sério?
- Tô pow. Que tal irmos na pizzaria? depois damos uma volta na praça com as crias, deixa eles brincar um pouco lá._ Ela fica me olhando como se não tivesse acreditando no que estava ouvindo.
- É... pode ser estão. Vamos meus amores, vamos nos arrumar que o papai vai levar a gente pra passear.
- Onde vamos?_ O Ravi pergunta.
- Na pizzaria, depois vamos dar um volta na praça. O que tu acha?_ Perguntei.
- Huuuuuum..._ Faz cara de pensativo?_ Depois da pizza podemos tomar sorvete?
- Claro pow, pode tomar sorvete a vontade.
- Ebaaaaa. então vamos logo. Vem Rafa, vamos logo._ Fala puxando a irmã e vão subindo as escadas correndo, a Gabriela rir.
Ela levanta e vai pra passar por mim, puxei ela pro meu colo.
- Aí, o que é isso?
- Quando voltarmos eu vou ganhar um presente né._ Falei sinico.
- Que presente?
- Essa bucet@ gostosa._ Ela me olha com os olhos apertados, tá toda desconfiada, o que não é pra menos, porém ela tá se comportando, então tenho que segurar o meu trem um pouco.
- Você quer ?
- Quero de mais.
- Então pronto, quando chegarmos você ganha o seu presente.
- Gosto assim._ Dou uma mordida na sua boca. - Agora vai lá se arrumar e arrumar as crianças que eu vou tomar um banho e me ajeitar.
- Tá._ Ela se levanta, dou um tapa na sua bund@ e ela segue subindo as escadas. Permaneci ali mexendo no celular por alguns tempo, depois subi e fui me ajeitar.
(...)
Já prontos, entramos no carro e seguimos para a pizzaria, já no local, as crianças conversavam aos quatros ventos, a Gabriela só fazia rir e eu observar, custa nada uma vez ou outra dar uma de pai de família, nunca tô presente pra eles, eles tão crescendo, daqui a pouco começam sentir minha falta, se tem uma coisa que eu não quero é que meus filhos cresçam com alguma fita na mente em relação a minha pessoa.
Logo a pizza chegou.
- Papai corta pra mim._ A Rafa fala.
- Deixa que a mamãe corta pra você filha.
- Pode deixar, eu corto. Chega pra cá meu amor._ Chego sua cadeira pra perto de mim e começo a cortar seu pedaço de pizza.
- Porque a gente não vem todos os sábados comer pizza? não gosto de ficar só em casa é chato._ O Ravi fala, a Gabriela arregala os olhos e abaixa a cabeça se concentrando na pizza.
- Todos os sábados não, mas prometo que vamos vim mais vezes, vamos sair mais de casa, vou levar vocês pra passearem. Tu tá ligado que o papai trabalha de mais, não tenho muito tempo sobrando._ Gabriela dar um sorriso ironico de lado.
- Mas a mamãe fica em casa o tempo todo, porque ela não pode levar a gente quando o senhor não puder?
- Mas ela pode sim, quem foi que disse que ela não pode levar vocês pra sair? foi a mãe de vocês que disse isso?
- Só aqui no morro é chato, queremos ir no shopping, no porquinho, no cinema, meus coleguinhas tudo vão pra esses lugares, e eu não posso sair desse morro, quê chato._ Passo a mão pelo rosto, moleque tá me colocando contra parede mané.
- É perigoso sair daqui sem que eu esteja junto.
- Porque?_ O Moleque tá de mais fiote.
- Eu vou resolver essa meta aí de sair do morro valeu, só tenha calma._ Ele abre um sorriso.
- Tá falando sério mesmo?
- Tô pow, quando foi que eu menti pra tu hein?
- Huuuum, não lembro.
- Moleque sem vergonha mané, nunca menti pra tu.
- Na verdade já mentiu sim. O senhor falou que ia me dar um carro, e até hoje._ A Gabriela gargalha.
- E eu vou te dar, mas tu ainda é criança fiote, ainda não passou da hora._ Ele faz um bico.
- Tá bom._ Neguei com a cabeça e olhei para a Rafa.
- E tu princesa do pai, quer o quê?
- Mais pizza._ Gargalhei.
- É pra já, ai tua irmã só quer coisa fácil.
- Ela é pequena, eu já sou grande.
- Mas que moleque abusado._ A Gabriela rir.
- Seu filho né. Não tinha como ser diferente._ Neguei com a cabeça e sorri de lado, nesse abuso todo puxou a abusada da mãe isso sim.
Bom a noite foi assim, depois da pizzaria levamos as crianças na praça, brincaram a beça, na volta a Rafa voltou dormindo e o Ravi cochilando. Hora de por as crianças na cama e aproxeio resto da noite comendo a mãe deles.