Pai de família

1290 Words
Farias - E aí, vai rolar pagodinho hoje lá no vidigal, vamos ou vambora ? _ O Alain fala. - Passo._ Me olha com a testa franzida. - Como assim? tu não vai? - Não, hoje vou ficar em casa, ficar com minha família, da uma atenção maneira a eles, já tem tem tempão que não faço esses bagulhos, vou ficar com minhas crias, tô ausente pra caralh0 como pai. Da uma moralzinha pra dona também._ Me olhou como se não tivesse acreditando no que estava escutando. - Tá dando ideia cheque mermo ou tá de caô? tem outros planos e tá metendo essa de homem do lar? - Até parece que se eu tiver outro rolo pra fazer eu preciso tá mentindo pra ninguém, o Bagulho é esse mermo, vou ficar com minha família hoje. - Qual que foi o milagre da vez? tu metendo essa? Em pleno sábado desse? tu não perde um bate lata, onde tem bebida, droga e mulher tu tá no meio, dispensando assim ainda pra ficar em casa? com a família? tô sem acreditar numa porr@ dessa. - Vai te fuder Ho arrombado do Caralh0, eu hoje resolvir da atenção a minha família e não tem nada de mais nisso aí._ Ele me olha ainda sem acreditar. - Caralh0, nasci pra ver uma porr@ dessa mané, o Farias tá mudando._ Neguei com a cabeça. - Arrombado do Caralh0. O Cleiton deve ir. - Ele vai, porém vai com a dona do lado. - Tô ligado. é tu vai levar a tua mina? - Não fode, nem fudend0 que vou carregar a Alice atrás de mim, quero aperto de mente não, tô indo pra relaxar._ Gargalhei. - Sei bem esse teu relaxamento, filho da put@ mermo. _ Ele gargalha. - Tá ligado fiote. (...) Seis da noite eu saí da boca e segui pra casa. Cheguei e encontrei a Gabriela sentada no sofá com as crianças. - Cheguei meus amores. - Papaaaaaaaaaaai._ Minha princesa grita e vem correndo na minha direção. - Oi meu amor._ Peguei ela no colo. Segui até o sofá onde ficou a Gabriela e o Ravi. - HO Moleque, não fala com teu pai não é? - Ah papai, tô assistindo._ Aí é paga p@u da mãe, não tem pra onde correr. - Quê isso filho, fala com teu pai._ A Gabriela fala, ele se levanta e vem até a mim. - Oi pai._ Me abraçar de lado. - E aí moleque._ Bagunço seu cabelo. Me sentei no sofá com a Rafa no colo que logo desceu de cima de mim, me aproximei da Gabriela e dei um cheiro no seu pescoço, ela fica toda sem graça. - E aí fizeram o quê de bom hoje ?_ Perguntei, ela me olha de lado. - Briquei com os meninos no jardim, tomamos banho de piscina, depois viemos assistir, nada de mais não. - Então se arruma e arruma as crianças que nós vamos dar uma volta._ Ela me olha com a testa franzida. - Tá falando sério? - Tô pow. Que tal irmos na pizzaria? depois damos uma volta na praça com as crias, deixa eles brincar um pouco lá._ Ela fica me olhando como se não tivesse acreditando no que estava ouvindo. - É... pode ser estão. Vamos meus amores, vamos nos arrumar que o papai vai levar a gente pra passear. - Onde vamos?_ O Ravi pergunta. - Na pizzaria, depois vamos dar um volta na praça. O que tu acha?_ Perguntei. - Huuuuuum..._ Faz cara de pensativo?_ Depois da pizza podemos tomar sorvete? - Claro pow, pode tomar sorvete a vontade. - Ebaaaaa. então vamos logo. Vem Rafa, vamos logo._ Fala puxando a irmã e vão subindo as escadas correndo, a Gabriela rir. Ela levanta e vai pra passar por mim, puxei ela pro meu colo. - Aí, o que é isso? - Quando voltarmos eu vou ganhar um presente né._ Falei sinico. - Que presente? - Essa bucet@ gostosa._ Ela me olha com os olhos apertados, tá toda desconfiada, o que não é pra menos, porém ela tá se comportando, então tenho que segurar o meu trem um pouco. - Você quer ? - Quero de mais. - Então pronto, quando chegarmos você ganha o seu presente. - Gosto assim._ Dou uma mordida na sua boca. - Agora vai lá se arrumar e arrumar as crianças que eu vou tomar um banho e me ajeitar. - Tá._ Ela se levanta, dou um tapa na sua bund@ e ela segue subindo as escadas. Permaneci ali mexendo no celular por alguns tempo, depois subi e fui me ajeitar. (...) Já prontos, entramos no carro e seguimos para a pizzaria, já no local, as crianças conversavam aos quatros ventos, a Gabriela só fazia rir e eu observar, custa nada uma vez ou outra dar uma de pai de família, nunca tô presente pra eles, eles tão crescendo, daqui a pouco começam sentir minha falta, se tem uma coisa que eu não quero é que meus filhos cresçam com alguma fita na mente em relação a minha pessoa. Logo a pizza chegou. - Papai corta pra mim._ A Rafa fala. - Deixa que a mamãe corta pra você filha. - Pode deixar, eu corto. Chega pra cá meu amor._ Chego sua cadeira pra perto de mim e começo a cortar seu pedaço de pizza. - Porque a gente não vem todos os sábados comer pizza? não gosto de ficar só em casa é chato._ O Ravi fala, a Gabriela arregala os olhos e abaixa a cabeça se concentrando na pizza. - Todos os sábados não, mas prometo que vamos vim mais vezes, vamos sair mais de casa, vou levar vocês pra passearem. Tu tá ligado que o papai trabalha de mais, não tenho muito tempo sobrando._ Gabriela dar um sorriso ironico de lado. - Mas a mamãe fica em casa o tempo todo, porque ela não pode levar a gente quando o senhor não puder? - Mas ela pode sim, quem foi que disse que ela não pode levar vocês pra sair? foi a mãe de vocês que disse isso? - Só aqui no morro é chato, queremos ir no shopping, no porquinho, no cinema, meus coleguinhas tudo vão pra esses lugares, e eu não posso sair desse morro, quê chato._ Passo a mão pelo rosto, moleque tá me colocando contra parede mané. - É perigoso sair daqui sem que eu esteja junto. - Porque?_ O Moleque tá de mais fiote. - Eu vou resolver essa meta aí de sair do morro valeu, só tenha calma._ Ele abre um sorriso. - Tá falando sério mesmo? - Tô pow, quando foi que eu menti pra tu hein? - Huuuum, não lembro. - Moleque sem vergonha mané, nunca menti pra tu. - Na verdade já mentiu sim. O senhor falou que ia me dar um carro, e até hoje._ A Gabriela gargalha. - E eu vou te dar, mas tu ainda é criança fiote, ainda não passou da hora._ Ele faz um bico. - Tá bom._ Neguei com a cabeça e olhei para a Rafa. - E tu princesa do pai, quer o quê? - Mais pizza._ Gargalhei. - É pra já, ai tua irmã só quer coisa fácil. - Ela é pequena, eu já sou grande. - Mas que moleque abusado._ A Gabriela rir. - Seu filho né. Não tinha como ser diferente._ Neguei com a cabeça e sorri de lado, nesse abuso todo puxou a abusada da mãe isso sim. Bom a noite foi assim, depois da pizzaria levamos as crianças na praça, brincaram a beça, na volta a Rafa voltou dormindo e o Ravi cochilando. Hora de por as crianças na cama e aproxeio resto da noite comendo a mãe deles.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD