Marmitas do Farias

1376 Words
Cleiton Bom sou o Dono do morro aqui da Rocinha, tomei na tora fiote, a vida do crime é assim prevalece os mais fortes, matei o antigo dono daqui e assumi o comando, hoje já tem anos que comando esse morro, filho da put@ nenhum conseguiu me tirar, não tem peito pra bater de frente, o carro bicho passa por cima sem ideia nenhuma. Tava na minha sala fumando um baseado enquanto ia resolvendo uns bagulhos da contabilidade desse mês, me chamaram no rádio. - Chefia tá na escuta. - Fala. - Tem duas minas se pegando lá no bar do Zezinho, a Thaty e a Eduarda._ É o quê que essas marmitas do Farias querem uma hora dessa mané? put@ que pariu, nem dez horas do dia ainda pô. - Cadê o Farias pra ir resolver os b.o dele? vai se f***r viu, tou pra cabeça pra patifarias dessas minas não. - Pô, o Farias não tá na favela, saiu pra resolver um bagulho fora._ Respire fundo. - Faz o seguinte, manda o Alain ir resolver essa parada e chamar as minas pras ideias, sabem que não pode bagulho de briga na porr@ do meu morro. Manda dar o recado que na próxima vai ser madeira nas duas. - Valeu chefia, vou chegar nele. - Valeu._ Deixei o rádio de lado e voltei a fazer minhas paradas, mas veja se eu sou algum fudid0 pra tá resolvendo piranhagem das marmitas do Farias, cara não sabe botar as porr@s dele na coleira pô, as minhas não me dão dor de cabeça, sabem bem o lugar de cada uma, papo do bagulho virar é se ir se meter com a minha mulher, aí não tem conversa, desce de tobogã na hora, tenho meus rolos por fora mas minha mulher é minha mulher e máximo respeito a ela, a patroa tem que ser respeitada no bagulho. Falando nela me ligando aqui. - Oi amor._ Atendi. - Amor vai vim almoçar hoje ?_ Cocei a cabeça, não tava planejando não né. - Pô vida tou atarefado pra caralh0 aqui. - Poxa amor, tou me sentindo tão sozinha esses dias, você vive mais na boca que em casa._ Passei a mão no rosto. - Tou ligado que tou falhando contigo, mas tá puxado pra caralh0 esses dias minha deusa, mas faz o seguinte, vou ficar aqui adiantando os bagulhos, não vou pra casa almoçar mas as 17 horas em ponto eu tou em casa, se arruma que vou te levar pra tomar tua cervejinha. - Tá bom amor, nossa tava precisando mesmo, maior calor que tá fazendo nesse sabadão._ Fala toda animada. - Segura a gaiatice hein dona Suelen, te comporta, segura o fogo dessa bucet@._ Ela gargalha. - Para amor, só tou animada pra sair de casa um pouco com meu homem. - Hum, tou ligado na sua, vou desligar pra agilizar meu bagulhos, até mais tarde, fica bem gostosona pro teu homem. - Pode deixar comigo meu gostoso._ Desligo e volto a atividade. O corre foi louco ta ligado, fiz os bagulhos na maior correria, uma parada que era pra terminar lá pras 20 horas, as 16:30 eu já tinha terminado, não queria furar com a minha mina, tou ligado que ela tá precisando de atenção mermo, ela é meu fechamento, não me dar dor de cabeça com nada, não é de reclamar com nada, é na dela, sossego perde fiote, quando eu preciso quem ta colado comigo é ela ta ligado, então tenho que dar atenção pra minha deusa. Cheguei em casa as 17 horas certinha, subi diretamente para o quarto, cheguei no mesmo encontrei ela sentada em frente a penteadeira dela, ta a se maquiando, a mesma me olha e abre um sorrisão. - Qual foi, pensou que eu ia furar contigo ne?! - Juro pra você que eu comecei me arrumar achando que pra nada. - Vacilona pô, falei que ia chegar às 17, e aqui estou._ Falo e vou até a mesma dando um beijo na sua boca. - Termina aí que vou me jogar uma água pra gente ir. - Ta bom, já estou quase pronta. Tomei meu banho, me arrumei e saí com a minha mulher, fomos no bar da principal mermo, cheio como sempre, nos sentamos, as piranh@s não tiravam o olho, gostam de se exibir pros machos principalmente quando é envolvido, tou nem vendo, uma das minhas marmitas estava por ali também, Suelen passava ela abaixava a cabeça na hora, ela tá ligada no papo, comigo o papo é teto, dou o papo a todas, não passam de um pente, e se algum dia querer se crescer pra cima da minha mina o bagulho vira sem ideia nenhuma. Suelen já tinha tomado cerveja pra um caralh0, tava risonha que só, eu fico de quebrada que eu tou ligado que a postura é a merma independente. - Tava com cede mermo hein?_ Falei vendo ela virando as bebidas sem ideia nenhuma. - Mó calor amor._ Fala sorrindo, neguei com a cabeça. - Daqui a pouco tá aí bebona, aí vou ter que ficar por aqui sozinho._ Provoquei. - Posso tá beba como for meu filho, pego a visão em tudo._ Dei um sorriso sínico de lado. - Toma tua cerveja em paz, teu homem tá aqui pra te levar embora pô._ Ela rir. Ficamos ali, a Suelen tomando a cerveja dela e eu no meu whisky. Daqui a pouco começou um tumulto do caralh0 mais a frente, um roda, que porr@ tá rolando. - Oooh._ Chamei um dos meus vapores que tava na em pé na porta do bar olhando a movimentação. Ele vem na nossa direção. - Boa noite chefia, patroa._ Nos cumprimenta. - Qual foi daquela agonia ali? - Duas minas saindo nos tapas, as mesmas de mais cedo, tão com o chicote coçando né possível, toda hora uma patifaria dessas minas pô._ As marmitas do Farias. - Cadê o Farias ?_ Perguntei, fiquei put0 mané, ou ele dar um jeito nessas marmitas dele ou vamos criar um problema, vai te fuder. - Pô, não vi a cara dele hoje._ Assim que o vapor calou a boco o fudido entrou pelo bar cheio de si, sorrindo, cumprimentando o povo, ja medindo as piranh@s. - Fala tu meu mano._ Fala fazendo toque comigo, ja ia arrastando a cadeira pra se sentar. - Nem senta a porr@ desse r**o aí, vai resolver teus b.o que já tou por aqui com essa put@ria. - Qual foi ? - Tuas marmitas brigando de novo no bagulho, tu sabe que eu não gosto de bagunça no me morro, vai resolver esse caralh0 de uma vez por todas, bota as tuas cachorras na coleira ou eu vou resolver do meu jeito. - Put@ que pariu, o cara não tem um pingo de paz mané, em casa é aquela diaba tirando o meu juízo, saio tem essas demonias pra me dar problema._ Fala saindo put0 pra um caralh0, fechei a cara, tá achando que essa porr@ é bagunça, vai vendo. Cinco minutos depois a multidão foi se desfazendo e lá vem o viado do Farias com as duas minas que estavam se acabando nos tapas, abraçando uma em cada lado, neguei com a cabeça, que put@ria fudid@ viu. Veio pra sentar na minha mesa, impedi na hora. - Na moral aqui não, na minha mesa mermo não que essas piranh@s vão ficar, procura teu rumo. - Hi ta fod@._ Fala e segue com as minas pra outra mesa. - Misericórdia que homem escroto, e que meninas mais nojentas, como se submetem a uma coisa dessa. Tenho pena da mulher dele, não merece esse nojento. - Foca aqui na gente, não se mete nesse bagulho, deixa la, não mete o nariz onde não é da tua conta. - Só tou falando amor, tou me metendo não. - Acho bom mermo, não quero tu envolvida em confusão, seja lá de quem for. Cada um no seu quadrado. - Eu sei, tou vendo nada. - Isso aí._ Voltamos a beber, o Farias de cuide da vida dele do jeito que ele quiser, agora essa patifaria dessas minas tá saindo nos tapas todo dia no meu morro por causa dele isso aí não vou aceitar, de resto, não me meto
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