Sombra Ela chegou no bar como quem não quer nada. Mas quem tem olhar de dono enxerga de longe. Cabelo solto, vestido colado que desenhava as curvas como se tivesse sido feita pra ela. Mas não era só o corpo — era a postura, o jeito de olhar sem olhar, como se não quisesse que ninguém chegasse perto, mas no fundo… no fundo ela gritava por alguém que enxergasse ela de verdade. E eu vi. Não era de hoje que eu vinha cercando. Troquei umas ideias no zap, fui leve, jogando verde, fazendo ela rir de vez em quando, tentando arrancar alguma coisa daquela casca grossa. Porque ela tem uma parede em volta dela… mas eu sou o tipo que não recua. Gosto do desafio. Gosto do tipo de mulher que não se entrega fácil. Gosto do tipo que olha feio mas treme por dentro. E a Gabriela era isso. Uma fortaleza

