HADES
O carro parou em frente a uma mansão de tijolos negros velhos cercada por árvores mortas, ótimo, o clima estava tão macabro quanto um filme de terror, sinto meu celular vibrar em meu bolso e vejo que era uma ligação e na tela estava escrito "Advogada" então eu sabia que era a pessoa que me pariu.
—Você ligou para o inferno, como posso ajudar? — Atendo e pego minha mochila na qual tinha tudo oque eu precisava.
Os homens que me trouxeram até aqui olhavam para mim enquanto eu falava no telefone, não sei porque mais eu senti que eles estavam escutando minha ligação com aqueles sorrisinhos presunçosos em seus rostos.
—SUA PESTE ONDE VOCÊ ESTÁ, VOCÊ VAI SE ARREPENDER QUANDO VOLTAR!. — Inferno, ela parecia uma vilã sem profundidade alguma de algum livro m***a. Um sorriso brota em meus lábios.
—Ah que isso, você vivia dizendo que me quer morta ou fora de sua vida, que foi um erro e Blá blá blá, então pense que você e eu saímos ganhando pois nem uma de nós saiu morta disso... Mas só para deixar claro se fosse para ficar como eu quero, você estaria morta.— Informo envolvendo uma mecha verde em meu dedo.
—Não adianta pedir para voltar depois de sua diaba! Não vou deixar. — Ela gritava do outro lado da linha, fazendo-me afastar o telefone da orelha com uma careta em meu rosto. — Não vou deixar!
—Lembre-se de algo, eu não sou e nunca fui uma menina para que você brincasse, você apenas está viva pois sou boazinha, tenho muitos motivos para te m***r e não tenho nada a perder, então, aproveite suas férias Alice.— Minha voz estava mais rouca que o normal enquanto despejava minhas palavras sobre ela. E antes que ela responda algo i****a desligo o telefone sem paciência. Se ela queria tanto assim ficar longe ela poderia simplesmente se mudar enquanto estou longe, não seria um sacrifício muito menos algo complicado comparado com o que ela já havia me feito.
—Ah que fome!.— olho pro grandão do meu lado e falo— Dá pra gente comprar uma pizza?.— pergunto e eles me ignoraram. — A qual é vai com maior fome. — Falo fazendo bico porem sou apenas ignorada. Suspiro frustrada, eles eram tão sem graça quanto uma pedra—
—Vamos. Fala o brutamontes agarrando-me e arrastando-me em direção a porta.
—Calma grandão! Ficar Roxa sem me divertir não é legal!. Falo enquanto entramos no castelo, vejo vários homens, mulheres e crianças todos usando preto, e seus olhos... Pretos completamente pretos... é isso, me trouxeram para um evento de anime e eu não to sabendo.
Eles me levam até uma sala e abrem a enorme porta, vejo um homem bem bonito - ainda mais porque ele era muito parecido comigo - sorrindo como se já soubesse que entraríamos.
—Olá filha... — ele sorrindo de lado.
Continuo com minha cara de b***a, e os brutamontes me sentam - jogam - em uma cadeira de frente para o homem.
—Bem por onde começo?. — Pergunta com uma cara pensativa de forma caricata
—Que tal... O que vocês são¿, não sou i****a, vocês não são Humanos. Falo relaxando na cadeira.
—Não é 'o que vocês são', mas sim o que nós somos?... Somos demônios, bem vinda a vida eterna...
Os olhos dele ficam completamente pretos enquanto ele abre os braços exageradamente. O sorriso assustador em seus lábios me deixa com a certeza de algo, ele é meu pai.
—Nossa. — Suspirei observando o homem em minha frente. —Família perfeita eu tenho