A Garota de cabelo verde
Senti o metal rasgar minha pele fazendo-me fechar os olhos antes que descessem pelo meu rosto. Tento respirar profundamente porém isso faz meus pulmões ardem e doem quando tento, como se debaixo d'água, novamente abro os olhos e percebo que tudo não passado de um pesadelo, ou melhor, uma lembrança de minha Mãe e suas "manias" de mim machucar emocional e fisicamente como um pedido de desculpa ao 'senhor' por ser filha do d***o. Mesmo depois que cresci, ela ainda tinha certeza deu a luz a filha do d***o.
E realmente não tenho objeções quanto a ser filha de um demônio. Querem que eu explique a vocês pessoas imaginárias da minha cabeça? sim estou falando de vocês ai.
Bem para explicar precisamos voltar uns anos atrás minha mãe me contou, quando eu tinha uns seis anos, eu perguntei por que ela não me amava, e ela disse.
Alice minha amada mãe era uma adolescente quando engravidou tinha apenas dezoito anos e ainda morava com os pais - sua mãe uma verdadeira religiosa e seu pai um homem viciado em apostas - ela em uma noite descobrindo que seu pai havia apostado a última coisa que ela esperava que ele poderia apostar, a última coisa que ele tinha era sua casa e sua filha e esposa, eles já não tinham dinheiro e adivinha? Como o grande bosta que ele era perdeu a aposta depois de tudo. Em uma noite ele voltou com três homens com ternos e disse que 'elas não pertenciam a ele' logo depois fui concebida em uma noite fria de uma forma c***l, em frente de minha mãe e seu pai que não móvel um músculo para ajudá-las , entretanto quem diria que daria tudo errado? eles simplesmente mataram meus avos e tentaram mata-la, porem ela sobreviveu '
Bem, isso é uma história bem pesada para uma apresentação, mas vamos deixar bem claro uma coisa que as pessoas imaginárias estão dentro da minha fodida cabeça ... Eu estou pouco me fodendo para isso.
Bem, vamos voltar algumas horas atrás ...
Eu estava olhando uma enorme bola de fogo nascer no telhado de casa, Alice saiu e trancou a casa, bem madura eu sei ... Bem ela saiu a quatro noites atrás, e eu só não arrombei a casa porque não consegui, pensei em tocar fogo mais lembrei que minhas coisas estão lá dentro então resolvi esperar, eu havia comido um peixe que eu mesma pesquisei, bem e isso que se aprende quando sua mãe te deixa mais de uma vez sozinha na floresta antes de você completar treze anos, escuto o carro dela chegar e levanto rápido antes dela sair do carro já estou na frente da porta esperando ela abrir. Ela desce do carro e seu cabelo loiro estava amarrado em um r**o-de-cavalo, com uma bíblia embaixo do braço como sempre além das olheiras profundas por passar noites aproximando e um vestido que ia até o joelho, ela se sem falar nada e eu também não falo nada,
Ela entra na casa, "nós" também temos uma casa confortável por Alice ser advogada, graças a isso aprendi várias piadas - insultos - de advogados e fico orgulhosa em dizer que tenho um repertório enorme delas. Vou para o porão onde fica o que chamo de quarto, ao menos ate ela me chutar para fora da casa dela, e pego uma calça preta uma blusa branca e um jaqueta de couro mais as roupas íntimas e vou para o banheiro tomo um banho enquanto escuto a campainha tocar repetidamente, fazendo-me desistir de tomar um banho longo para compensar os três dias sem tomar banho. Xingando vou em direção a sala onde vejo Alice jogada no chão amarrada e quatro homens de terno.
Eles olhavam diretamente em minha direção, tentei sorrir e acenar porem algo me dizia que era melhor me armar ou não iria ficar diferente de Alice, corro até a cozinha onde sinto o cheiro de ovo queimado, pegou a frigideira e uma pequena faca de prata do tão amado faqueiro de facas de prata de Alice. A única maldita porta era a da frente, e sim se tivesse uma porta na cozinha eu abandonaria a Alice para morrer ou o que quer que eles fizessem, e quer saber? cada uma por si, sempre foi assim e assim sempre será. Volto para a sala onde eles estão parados no mesmo lugar olhando-me. Um deles se aproxima de mim e eu acerto uma 'frigideirada' em seu rosto sem pensar duas vezes antes que ele tivesse a oportunidade de me tocar, ele se afasta e eu corro até a porta quando um deles se mete no meio e eu pego a faca de prata e tento apunhalá lo porém apenas acabo arranhando seu rosto com a faca. Ele dá para trás e assim que eu piso fora da casa, outro homem diz.
—Estamos aqui por seu pai. — Ele informa e eu paro de andar, penso e volto para onde estava.
—Falem o que querem.—Me sento no sofá com a faca e a frigideira em mãos. Imitando-me eles se sentam no sofá à minha frente, enquanto Alice resmungou algo por cima da amarra que cobria sua boca, lhe lanço um sorriso, sempre quis fazer isso com ela.
—Seu pai, só localizou você e sua mãe recentemente...
—Não chame ela assim, a chame de Alice, ela é apenas a mulher que me pariu. Ordeno friamente, odeio que me lembrem de que ela é minha Mãe, já me bastava lembrando-me disto.
—Alice a muito tempo foi escolhida para carregar o filho do nosso senhor, e depois de várias tentativas com outras mulheres que não deram o resultado esperado, digamos que percebeu que Alice estava viva e havia tido seu primogênito, você..... Viemos buscar você.
Ele fala e eu olho para os outros homens e o que vejo me assusta e surpreende, o rosto queimado e o corte aparecido se curado.
—Mais que p***a é essa¿.— Grunhi saltando do sofá.
—Você irá descobrir, se vier. - O homem que tinha metade da pele na parte de trás da frigideira e mesmo assim parecia tão normal quanto qualquer outra pessoa na sala falou.