Guerra é Guerra

503 Words
—Pode sair. —Comanda com sua voz rouca e meu corpo se move contra minha vontade enquanto o sigo quando ele murmura ' siga-me' Mesmo tentando parar de andar não consigo e então eu me pego querendo bater no lindo rosto do loirinho até ele ficar deformado, mas não consigo e cada vez que tento se tornar mais frustrante e assustador. Ainda que algo dentro de mim o inveje por esse poder, eu quero esse poder. O sigo pelos corredores vazios até que paramos em frente a uma porta de madeira escura. —Esse será seu quarto. — Declara e reparo que chegamos ao terceiro e último andar. Era um quarto, grande ou pequeno era um quarto. Me surpreendo ao ver que não dormiria no chão como fazia desde que tinha 13 anos. Era estranho como isso pareceu me afetar mais do que gostaria de admitir, a m***a de um quarto. Tento falar, porém mais uma vez é algo inútil, então tudo o que faço é observá-lo, percebendo pela primeira vez que seu nariz é levemente torto apesar de ser a primeira vista reto, ele penteia o cabelo com a ponta dos dedos enquanto troca a perna de apoio. —Lhe dei um bom quarto para que eu não precise ver sua cara pela casa, então não fique andando por aí.— Sua voz é tão fria quanto seu olhar, limito-me a fazer a única coisa que conseguia, revirar os olhos enquanto xingo toda a sua geração passada e futura. Ele era bonito, porém ficaria ainda mais bonito com meu punho em seu rosto. —Quer falar?— Pela segunda vez ele abriu um sorriso m*****o que em seu rosto bonito dava o 'ar' de sorriso radiante.— Fale.— Bastou uma ordem para que meus lábios começassem a se mover conforme meus comandos. —Maldito, cretino, espero que morra desgraçado.— Começo a falar tudo em um só folego.— Quando tua mãe te viu pensou ' Eu deveria ter deixado ele gozar na cara' seu arrom... —Calada.— Ele me interrompe, ainda que sua expressão continuasse tão fria quanto antes. Se aproximando ele pega meu queixo com a ponta dos dedos e levanta minha cabeça fazendo-me olhar em seus olhos. —Esse seu olhar de raiva e realmente bonito. —Ele fala sorrindo - um sorriso que eu adoraria quebrar com meu punho. - como um verdadeiro demônio, mesmo tendo apenas o nome de um, a mãe dele realmente havia acertado no maldito nome. —Me irrite mais do que sua existência já me irrita e eu irei te arruinar. — Ele se interrompe por alguns segundos enquanto aperta meu queixo entre seus dedos. —E esse seu olhar de raiva se tornará um olhar de medo. — Sem dizer mais nada, ele empurrou meu queixo e saiu andando como uma rajada de vento gelado. Ele quer guerra? ele que aguarde. Sua vida se tornará um verdadeiro inferno. Esse protótipo de boneco ken entupido de anabolizantes que me aguarde.
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