David acabava de chegar na empresa em que trabalhava; e como sempre deu um bom dia rápido para sua secretária e entrou em sua sala ele começava a arrumar umas pastas em sua mesa para começar seu trabalho quando o telefone da mesa a sua frente tocou, ele pegou o telefone e ouviu a voz da sua secretária.
— Sr. Ryan a senhorita...
Ele abaixou o telefone quando viu quem cruzou a porta da sua sala.
— O que está fazendo aqui?
— Por que não conversamos como adultos? Não vai adianta você mandar me tirarem da sua sala.
— Não me faça eu mesmo a pegar e joga-la para fora desta sala.
— David quando você vai me perdoa eu fui enganada você não ver isso?
David já estava cansado de ouvi aquela desculpa por parte de Alice sua ex noiva. A mulher insistia em ir atrás dele desde que ele a havia flagrado com um dos seus sócios.
— Eu vou repetir só mais essa vez e é melhor que já esteja fora dessa sala. — Falou já no seu limite.
— David por favor você precisa me deixar contar a verdade.
Murmurou Alice se aproximando de David, mas ele foi mais rápido e segurou as mãos da mesma antes dela tocá-lo. Ele estava com muita raiva então segurando fortemente as mãos de Alice e a olhou nos olhos ameaçadoramente se aproximando do rosto dela.
— Eu-não-quero-mais-ver-sua-cara-na-droga-da-minha-frente. — Disse pausadamente apertando as mãos de Alice e a mesma choramingou de dor.
— David você está me machucando...
Ele a empurrou para a porta e quando a abriu deu um empurrão em Alice.
— Não me procure mais essa é a última vez que vou avisar, fique longe da minha família. Alice esfregava o pulso e tinha lágrimas banhando o rosto.
— Você ainda vai se arrepender disso...
— Fora!
David viu Alice ir embora e quando ela sumiu ele se voltou para sua secretária furioso.
— Se deixar novamente que essa mulher entre em minha sala sem ser anunciada você estará demitida, incompetente.
— Sim senhor.
Ele deu as costas e entrou em sua sala, ele ainda lembrava do dia em que pegou Alice o traindo e isso o matava por dentro. David estava com tanta raiva que não conseguia se concentrar no trabalho.
— Bando de incompetentes...
Gritou esmurrando sua mesa. Não era a primeira vez que Alice o perturbava no trabalho e ele havia dado ordens claras na recepção para que não a deixassem entrar, mas pelo que parecia seus funcionários tinham um problema em cumprir suas ordens.
Ele pegou sua pasta de trabalho e começou a juntar os vários papéis que tinha de olhar e os guardou em sua pasta; assim que terminou ele estava prestes a sair quando seu melhor amigo entrou em sua sala.
— Não, agora não Enzo.
— Como agora não? Você está indo embora? — Perguntou Enzo sem entender.
— Sim e não estou de bom humor então não enche...
— E quando é que você está de bom humor? Por que se me disser eu te procuro para conversamos.
— Eu vou para casa lá eu consigo trabalhar melhor.
— Escuta cara você tem que sair dessa, vamos sair hoje como nos velhos tempos vamos encher a cara e...
— Eu só quero ficar sozinho você pode entender isso?
— Mais que merda David você está assim a mais de um mês, quando é que vai supera o que Alice fez a você?
— Cuida da sua vida. — Diz David sem paciência enquanto sai da sua sala, pede a sua secretária que cancele seus compromissos e vai embora.
Quando chegou em casa tomou um banho vestiu algo confortável e foi para seu escritório, passou o resto do dia trabalhando em planilhas quando terminou olhou as horas e não ficou surpreso, ele gostava de desestressa usando o trabalho. Ele estava com fome por isso seguiu para a cozinha e quando entrou topou com sua empregada Éster ela acabava de prepara algo que cheirava bem.
— O que preparou? — Perguntou entrando na cozinha e pela primeira vez no dia sorriu. Éster já estava com seus 40 anos e trabalhava para ele já havia um bom tempo.
— Como hoje o senhor não especificou o que queria fiz uma lasanha de frango sei que gosta de massas.
— Obrigado Éster.
Quer que eu sirva uma fatia agora senhor?
— Sim claro.
Éster em pouco tempo terminava de servir um pedaço de lasanha para ele e o mesmo agradecia.
— Senhor já estou indo precisa de mais alguma coisa?
— Não tudo bem obrigado mais uma vez.
— Até amanhã senhor.
Logo ele estava sozinho na cozinha e comia lentamente. Sua enorme casa era tão silenciosa que as vezes isso o incomodava e se perguntava por que ele tinha uma casa tão grande as vezes chegava a ser ridículo; sua casa era definitivamente a maior de todas na rua em que morava. Quem havia escolhido a casa tinha sido Alice ela o iludia constantemente com a promessa de quando se casassem eles teriam mais de um filho e eles seria uma enorme família. Começando a ficar sem fome por pensar nas promessas vazias de Alice ele subiu para seu quarto quando viu as luzes da casa ao lado ligada e estranhou.
A casa de Kaio MacQueen não era usada a um bom tempo desde bem, da discussão que David havia tido com ele. Sua casa era muito silenciosa e ele não conseguia dormir quando MacQueen dava suas festas mesmo que fossem com o som baixo.
Kaio voltaria a morar na casa? Se perguntou olhando pela sua janela para a casa do seu vizinho. Ele saiu da janela e deitou-se em sua cama com as mãos atrás da sua cabeça; depois de um tempo deitado seu celular tocou e ele pegou em cima da cômoda em seu quarto.
— Alô?
— Ainda está de m*l humor?
— Não… — Murmurou sorrindo enquanto ouvia a voz de Enzo.
— Ainda quer se divertir? Estou saindo de casa e posso passar na sua casa. David ficou em silêncio pensando um pouco até que concordou.
— Passe aqui em casa.
— Aleluia senhor! Pensei que ia levar outro toco. — Murmurou Enzo.
— É bom você está mesmo me levando para um lugar divertido se não...
— Ei não será só a gente ok?
— Quem mais vai?
— Umas gostosas irão com a gente.
— Ok.
— Talvez Arissa cuide bem de você.
— Quem diabos é Arissa?
— Uma ruiva linda.
— Enzo não me apronta uma dessas suas fodidas idéias de cupido.
— Jamais faria isso. — Respondeu Enzo sorrindo.
— Você disse a mesma coisa da última vez...
— Beleza tenho que desligar te vejo em alguns minutos.
— Ok.
David desligou o celular e foi se trocar ele vestiu uma camisa cinza, um jeans preto e calçou seu sapato.
Logo ele descia a escada para a sala quando ouviu um barulho de carro parando; ele foi até a janela e olhou para fora e reconheceu o carro de Kaio MacQueen mais ficou confuso quando o carro deixou uma morena e em seguida partiu. Ele estava para sair da janela
quando focou melhor seus olhos na morena ela estava distraída olhando ou procurando algo na bolsa e em vez de ir na direção da casa de Kaio caminhava para sua casa e ela estava indo justamente rumo a suas roseiras. David grunhiu de raiva e imaginou vários possíveis acidentes que a mulher causaria para si mesma se pisasse em suas flores e se furasse nos espinhos.
Ele saiu de casa e silencioso caminhou rápido até a mulher e a interceptou parando na frente dela como se fosse uma barreira. O primeiro toque e a forma como ela olhou em seus olhos o fez recuar, o sentimento que sentia naquele momento ele já havia experimentado e o resultado não tinha sido nada bom.
— Desculpe eu...
— Você não olha por onde anda?— Falou ele com ignorância, mas a verdade era que ele queria beijar lentamente aqueles lábios na sua frente. Ele viu ela endurecer a face ficando séria antes de responder.
— Eu não sei o que você faz a essa hora no escuro….
— Olha aqui você deve está louca ou deve ter se enganado por que você está do lado da minha propriedade e pelo que vi estava indo em direção a minha porta.
— Sua porta!? — Perguntou ela surpresa.
Ele sentiu uma breve vontade de sorri quando ela olhou para os lado confirmando que estava indo na direção da casa errada mais se controlou a última coisa que queria era que a morena a sua frente pensasse que ele era um bom vizinho ainda mais quando ela inconscientemente mexeu com ele.
— Droga, eu devo ter...
— Fique longe do meu jardim e ver se presta atenção por onde anda você poderia ter pisado nas minhas roseiras e se furado nos espinhos. — Disse ele tentando soar com raiva.
— Roseiras?
— Sim.
Suas rosas eram lindas mais não se comparavam a ela nem perto disso. Ele quis pergunta o nome dela, mas hesitou; se ele ia se manter afastado porque teria interesse em saber o nome dela? David acompanhou o olhar dela para os pés de roseira e a viu corar envergonhada.
— Eu sinto muito.
Perfeito tenho que finalizar com uma das minhas melhores respostas. Pensou ele antes de falar.
— Ótimo está avisada.
A morena saiu da frente dele e seguiu para a casa de Kaio, ele ficou parado vendo ela caminhar rumo a casa mais se surpreendeu quando ela voltou o rosto e o fitou depois entrou na casa.
— Era só o que me faltava sentir atração pela vizinha. — Falou em pensamento gemendo desgostoso.
Ele não tinha nem entrado em casa ainda quando o carro de Enzo parou e seu amigo abaixou o vidro do carro.
— Que merda ta fazendo parado aí?
— Nada de mais.— Respondeu ele de m*l humor e olhou a casa vizinha ao lado da sua. Ele voltou em casa trancou a porta e logo partia com Enzo e outras duas mulheres no carro. Aquela seria uma longa noite e ele com certeza e depois de conhecer a morena precisaria de sexo, sim o mais duro que podia ter mais sem se apegar de forma alguma.
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