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The Stripper - a tentação

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Blurb

Você já imaginou ter duas vidas? A jovem Kehlani é uma linda stripper do maior clube de Miami, mas ela também é Ashley Johnson, uma assistente pessoal de um gerente de uma grande indústria. Em uma de suas noites como dançarina, Kehlani acaba seduzindo um homem misterioso e muito charmoso, Logan Martínez, que inicialmente não queria estar ali, mas acaba enfeitiçado pelo o talento de Kehlani. Logo no dia seguinte, ela descobre que, aquele homem misterioso e charmoso, seria o seu mais novo chefe. Será que ele irá reconhecê-la?

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Prólogo
Assim como existem dois lados de cada história, existem dois lados de toda pessoa. Um lado que revelamos ao mundo e outro que mantemos escondido. Você já pensou em ter duas vidas? Ser duas pessoas diferentes ao mesmo tempo? Aposto que sim. Mas entre pensar e viver de fato havia uma distância muito grande, acredite nisso. Por anos, eu me encontro dividida entre Kehlani e Ashley, duas mulheres que sugam de mim tudo o que eu tenho, mas fazem de mim uma mulher forte e decidida, sem medo de enfrentar qualquer situação que a vida impõe. Para quem já perdeu tudo, e enfrentou situações dignas de pena, hoje eu era alguém melhor. Com o passar do tempo agimos com intenções, sejam elas boas ou más que requerem perdão. Em questão de minutos, eu poderia ver a doce Ashley se transformar na sedutora Kehlani. Muito perigoso, não é mesmo? São como duas faces da mesma moeda. Ashley era a garota esforçada e trabalhadora, que lutava pelo os seus sonhos, buscando a melhor maneira de crescer e ajudar a família que há anos atrás foi completamente desestruturada com a súbita fuga de seu pai. "Canalha!" – eu pensei, ao recordar do ser mais insignificante que habitou nessa terra. Nunca que eu iria esquecer que, no pior momento, em que não tínhamos nada, ele nos abandonou, nos deixando na miséria. Você consegue imaginar o que é ver sua mãe e a sua irmã mais nova chorando por dias? Viver às custas da compaixão das pessoas? Era humilhante. Foi quando eu decidi que não poderia deixar que a minha família viver continuasse vivendo naquelas condições. Assim que eu me levantei naquele dia, eu procurei por anúncios em jornais, procurei por ofertas de emprego que, por puro azar, ninguém quis me dar uma chance. Eu me lembro de ter parado em uma cafeteria, pegado o último dólar que estava em meu bolso e comprado uma xícara de café quente, sentando-me na mesa ao fundo, escondida dos olhares curiosos. O lugar era simples, pessoas se encontravam distribuídas nas mesas em conversas entretidas. No balcão, eu me distraí notando a presença de um rapaz, alto, e com uma aparência jovial e elegante. Ele, por algum motivo, me encarava, mas nem sequer dei atenção. Eu não estava no clima para me importar com um homem como ele olhando para mim, como se estivesse interessado na minha figura. Aspirei à fumaça que saia do pequeno recipiente com o líquido preto, levando até os lábios, e senti a minha língua esquentar ao entrar em contato. Pensei no fracasso que havia sido aquele dia, visitei inúmeros estabelecimentos, e nenhum deles havia me ofertado uma vaga de emprego qualquer. Eu não me importaria de limpar o chão, ou esfregar mesas de bar. Eu só estava em busca de um salário! Eu me lembrei do momento em que saí de casa, quando a minha mãe tocou em meus ombros, e olhando no fundo dos meus olhos ela disse: "Eu sei que você é a única que pode mudar isso." E com aquela frase, eu fui motivada à conseguir algo, e jurei a mim mesma não voltar pra casa até conseguir. Eu chorei. Chorei ao lembrar de suas palavras e do seu olhar suplicante. Eu chorei por ter que voltar sem nada nas mãos. Me sentia perdida, e incompetente. Foi quando alguém sentou na cadeira vazia à minha frente. Eu fechei os olhos, deixando as ultimas lágrimas caírem, e rapidamente limpando com o dorso da mão. Eu encarei a pessoa à minha frente, reconhecendo ele do balcão. — Você está bem? – ele perguntou, parecendo curioso. "Ora, que pergunta, se eu estivesse bem eu não estaria chorando" – pensei em silêncio. — Sim, não se preocupe! – falei rapidamente, encabulada com a situação. — Você não me parece muito bem, quer conversar sobre o que te aconteceu? Acho que precisa de um ombro amigo. – Ele falou, dando um sorriso curto. Porque alguém que não me conhece iria se interessar em minha vida? Ele estava querendo me paquerar em um momento como esse? Talvez fosse apenas curiosidade ou realmente algum interesse. — Meu nome é Camilo, à propósito. – Ele acrescentou, estendendo a sua mão para um cumprimento. De perto, eu percebi que ele tinha mais idade do que aparentava de longe, as rugas finas em volta dos seus olhos denunciavam que ele poderia ter entre trinta ou quarenta. Com certo receio, eu estendi a minha mão apertando a sua. — Meu nome é Ashley – também me apresentei. — Então, Ashley, por que está chorando? – ele foi direto. — Não creio que você gostaria de saber – falei com desdém. — Ah! Vamos lá, nada melhor do que café e uma boa história – ele falou com meio sorriso, me mostrando que também segurava uma xícara de café, igual a minha. — E se a minha história não for boa? - eu estava insegura de confiar a minha situação à um estranho. — Nós faremos ela melhorar! – respondeu, com determinação, tomando um gole de seu café. Eu fitei o homem desconhecido em minha frente, e ele permanecia com o mesmo olhar curioso sobre mim, mas por algum motivo, eu abri a minha boca. Comecei a desabafar para ele todas as frustrações do meu dia. Camilo me olhava atento, escutando cada detalhe da minha história. Ele realmente estava interessado em mim? Parece que sim. Eu contava cada detalhe de acordo com suas perguntas instigantes, e ele conseguia mais de mim. Conversamos por longos minutos, com a xícara já vazia. À essa altura, Camilo já sabia muito sobre a minha vida. — E agora, eu tenho que voltar para casa e dizer que sou uma inútil – terminei com o meu desabafo, com certa amargura. Ele me olhava como se estivesse me avaliando, aquilo fazia eu me retrair. Uma enorme confusão se passava dentro de mim. Por qual motivo eu estava aqui sentada contando os meus problemas para um completo estranho? Meu Deus! — Eu preciso ir – falei, ajeitando as minhas coisas na minha bolsa, e logo em seguida me levantando. — Espere! - ele segurou a minha mão. — Eu posso te ajudar, Ashley. – Seu tom de voz era firme. Um súbito estalo de esperança e ansiedade surgiu dentro de mim. Eu parei onde estava, encarando o seu rosto. A sua expressão de esperteza me deixou curiosa e atraída pela a sua ideia. Como aquele homem poderia me ajudar? Camilo tinha uma boa aparência, parecia ter boas condições, era um homem muito elegante, de traços fortes e expressões firmes. Mas algo em mim me alertava. Algo dentro de mim me dizia para sair daquela cafeteria e ir embora sem olhar para trás, mas no mesmo instante, a imagem de minha mãe e da minha irmã chorando surgiu em minha mente. — Como você poderia me ajudar? - perguntei, sentindo borboletas agitadas em minha barriga. Camilo sorriu de canto. O homem levantou-se da pequena mesa, deixando alguns dólares sobre a mesma, pagando a nossa conta. — Venha comigo, eu lhe mostro. Quando ele caminhou até a saída da cafeteira, me convidando para ir com ele para algum lugar, eu imaginei todas as possibilidades daquilo ser uma roubada. Mas, no desespero, não pude pensar melhor, e a única escolha que tinha naquele momento era de arriscar. Então, com as mãos geladas e as pernas trêmulas, eu caminhei até ele pra lhe acompanhar.

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