Prazer e dor são representados com os traços gêmeos, formando como que uma unidade, pois um não vem nunca sem o outro; e se colocam um de costas para o outro porque se opõem um ao outro.
Na escuridão de meus olhos, eu deslizei as mãos pelo o seu rosto delicado, que agora estava desprovido da máscara n***a que há minutos atrás lhe cobria. A dançarina tinha traços delicados e sensuais, seu rosto era fino, e bem desenhado. Arrastei o polegar pela maça de seu rosto até chegar sobre seus lábios carnudos. Ela permanecia imóvel com os meus toques, desenhei seu rosto com a ponta dos dedos.
— Você é muito linda... – eu sussurrei rouco, perdido em minha imaginação.
Ela abriu um sorriso, estávamos tão próximos que eu podia sentir o seu hálito quente em meu rosto. Ela se aproximou de mim, eu já sabia o que aconteceria.
Senti os lábios dela em contato com os meus, eram quentes, e macios. Eu não tinha como explicar a sensação que ela me proporcionava com um simples gesto. Suguei o seu lábio inferior e então pedi passagem para aprofundar nosso beijo. Kehlani entreabriu a boca, me dando total passagem, e serpenteei a língua sobre a sua lentamente, e com um solavanco, eu puxei seu corpo para o meu de forma possessiva, enquanto minha língua sugava a dela com maestria. Seu beijo tinha gosto de cereja e álcool, era inebriante e alucinador. As suas mãos correram para a minha nuca, puxando-me para mais junto, enquanto com as unhas ela arranhava devagar.
Tudo ali exalava desejo e luxúria: o lugar, a música, o seu beijo. Contornei seus lábios com a ponta da língua, e logo depois suguei a mesma novamente empurrando o seu corpo contra a parede com o meu. Eu estava perdido em uma escuridão prazerosa com um simples beijo. À medida que o beijo foi terminando, Kehlani puxou o meu lábio entre os dentes de forma tão gostosa me arrancando um baixo gemido, para depois tomar a minha boca em um beijo mais intenso e selvagem.
Agora eu apertava a sua cintura com força, para que ela se unisse mais à mim, o meu corpo estava em chamas, o instinto animalesco de fazê-la minha era enorme. Abri a roupa que cobria o seu belo o corpo, e toquei em sua pele quente, e macia. Descendo os beijos pelo o seu pescoço, enquanto a minha língua se movia sobre o seu ponto de pulso com pressa, eu podia sentir ela estremecer com o meu toque, e comigo não era diferente, o meu corpo reagia a cada toque dela em meu corpo.
— Logan… – ouvi ela gemer manhosa em meu ouvido.
Eu não parei. Desenhei com os dedos pela a linha da sua coluna, até descer sobre a sua b***a volumosa, apertando com vontade, enquanto subia com os beijos do seu pescoço até o lóbulo da sua orelha, onde rapidamente chupei fazendo a mulher gemer. Os seus dedos apertaram entre os fios do meu cabelo com força, causando uma dor prazerosa. Mas então ela puxou, fazendo-me parar, eu podia sentir o seu peito subir e descer em uma respiração pesada, e ofegante.
Levei a mão até o meu rosto para tirar a gravata que cobria os meus olhos, e quando a encarei, Kehlani já estava com a sua máscara. Vi um sorriso cafajeste em sua boca.
— Eu tenho que ir... – ela falou, ainda ofegante.
Nos olhávamos de forma intensa, sem perder aquela conexão entre nós.
— O quê? Mas já? Fique comigo... – eu tentei lhe agarrar mais uma vez, mas ela recuou.
— Não posso… – os seus olhos lamentavam.
— Pode sim, um beijo é pouco demais, p***a! – falei, levando as minhas mãos até a nuca dela.
O meu p*u estava tão duro que se continuássemos com aquilo eu poderia acabar gozando, vergonhosamente, em minhas calças.
— Está indo com muita sede ao pote… – ela respondeu.
— Podemos sair daqui se quiser, eu te levo para outro lugar... – eu sugeri.
Ela sorriu e pegou a gravata em minhas mãos, colocando em volta de seu pescoço.
— Venha amanhã, estarei lhe esperando aqui – ela falou, saindo de meus braços, mas eu a segurei pelo o braço, fazendo os seus olhos se encontrarem com os meus. Puxei-a para o meu corpo, beijando novamente sua boca. Não demoramos muitos e ela novamente se afastou.
Eu não tinha estruturas para aquela mulher, ela me deixava à mercê de suas ordens e desejos. A vi se afastar olhando para mim com um sorriso vitorioso e diabólico.
Era um desafio, um jogo, que eu estava me envolvendo cada vez mais, me entrelaçando em suas mãos, completamente entregue à sua hipnose, que parecia me prender à ela, como uma peça de xadrez. Mas, no fundo, mesmo que eu estivesse intrigado, e me questionando sobre o que m***a eu estava fazendo ali, eu estava gostando desse suspense que ela construía, me presenteando com pedaços de sua atenção, como se fossem meras migalhas. Contudo, eu sabia que era uma atenção que ninguém mais tinha o prazer de receber dela, e eu entendia que ela também se questionava sobre isso, como se lutasse para não ceder às minhas investidas, mas nem ela conseguia resistir à esse tensão entre nós dois.
Eu me sentia como se tivesse voltado no tempo, e fosse a minha versão mais jovem novamente, caindo nas graças de uma garota como ela, fodidamente linda, gostosa e inesquecível. Eu não via a hora de me deleitar em seu corpo, me afundar em seu prazer, e gozar daquela fantasia que nos envolvia perigosamente, entre um homem e uma stripper.
Eu estava me segurando para não ser tão franco com ela sobre o meu estado, às reações do meu corpo quanto à ela, ao que ela fazia comigo, ao que ela me fazia sentir. Eu estava tão duro que chegava a doer, me fazendo pensar em tantas coisas improprias para dizer assim de repente, eu não queria atropelar as coisas entre nós, pois ela apresentava limites, e eu entendi que precisava respeitá-los para continuar tendo o privilégio de ser o único à tocá-la tão intimamente. Teria que aprender à ir no seu ritmo.