Capítulo 06 - Conquistas.

1325 Words
Damon Volkov Nikolas e Victor já me esperavam na sala de reuniões, rostos sérios e pastas espalhadas pela mesa. A noite anterior, da inauguração do cassino havia sido um sucesso, mas ainda havia muito trabalho a ser feito. — A inauguração foi um sucesso, irmão — disse Nikolas, quebrando o silêncio. — Sim, inúmeras pessoas fecharam pacotes de fidelidade conosco — disse Victor sorridente. — Ótimo! — digo brevemente, com a mente distante. Me recordando da noite anterior na boate. Vejo Nikolas e Victor se entre olharem. — Me parece que você está um pouco distante hoje, irmão! — o tom de voz de Victor é malicioso. Ouço o riso de Nikolas. — Estou apenas pensativo — respondi, sem tirar os olhos dos papéis. — Naquela dançarina? — perguntou Victor, com um sorriso malicioso. — Como era o pseudônimo dela mesmo? — Joia! — responde Nikolas. Senti meu corpo se tensionar. O som de seu nome era como música para meus ouvidos. Mas, ao mesmo tempo, me assustava, como um maldito nome poderia mexer tanto com o meu corpo? Ou melhor, como uma única mulher poderia me trazer tantas sensações? — É um nome que combina com ela. — digo sincero. — E você está parecendo um minerador! Em busca de sua joia! — Victor ri do seu próprio trocadilho. — Não seja idiot@! Só achei ela bonita, não é nada de mais! — É mesmo? E ao menos trans@ram ontem a noite? Pois o que me pareceu foi que você ficou estressado após o momento a sós. Nos diga, irmão! Vocês trans@ram? — sua voz já estava começando a me irritar. — Não é da sua conta! — rosno de raiva. — Calma, nervosinho! Foi apenas curiosidade! — Acho que quem está precisando fod3r aqui é você! Já que está tão preocupado com minha vida s****l! — alfinetei ele. — Querido irmão! Seu mau-humor não me atinge! Acho que não sou eu que estou precisando fod3r. — Deixe nosso irmão, Victor! Antes que ele arranque essa coisa minuscula que você tem entre as pernas! — Nikolas diz sorridente e o sorriso de Victor vai embora. Um sorriso sincero escapa nos meus lábios. — Vocês estão conspirando contra mim? — Victor pergunta incrédulo e se levanta da mesa — Vou buscar um café para mim, antes que vocês tirem o meu bom humor! Ele sai da sala e solto um leve riso diante da situação. — Ele é muito sensível às vezes, é muito fácil tirar ele do sério. — digo sorrindo e Nikolas concorda. — Nossa mãe o mimou demais! Como diria ela “Seu último filhote”! Assenti sorrindo e percebo seu olhar sobre mim. — E você pretende fazer o quê com ela, Damon? — perguntou Nikolas, arqueando uma sobrancelha. — Com ela? Nada! — Sai dessa, eu conheço meu irmão mais velho! Sei que não trans@ram e isso provavelmente se tornou um desafio para você! — Continuo incrédulo quando ela não cedeu ao meu desejo! Todas as mulheres daquela boate estariam doidas para que eu as levasse para um quarto, e por que aquela maldita não foi assim? Meu irmão agora ria da minha indignação. — Acho que alguém está com o ego ferido! — Vai se fod3r, Nikolas! Saía daqui também! Ele apenas sorria. — Acho que o nome dela diz muito sobre ela! Ela é uma joia rara, não serão todos que a terão! — Eu sou Damon Volkov! Eu tenho tudo o que eu quero! — Pois é, meu irmão! Agora não tem mais! Antes que eu pudesse jogar o copo de água que estava do meu lado nele, ele correu e saiu da sala. Respiro fundo, voltando a minha atenção aos papéis em minha frente. Mas a minha mente não conseguia focar nas palavras a minha frente, minha mente sempre voltava aquela maldita boate. A cena dela dançando em minha frente, enquanto seus olhos ficavam presos em mim, sua dança sensual me deixava louco para ataca-lá e possuir ela em cima de um daqueles sofás. “— E eu quero você para mim. — minha voz sai carregada de t***o. Sinto seus pelos se arrepiarem, por um momento vi ela perder sua pose. Mas, de repente, ela se afasta de mim. — O tempo acabou! Tenha uma ótima noite! — sua voz é doce, mais ao mesmo tempo, autoritária. — Se quiser algo a mais, chame outra pessoa! Sou pego de surpresa. — Eu pago o quanto for necessário para ter mais tempo com você! — a frase sai quase como um reflexo, sem nenhum filtro, mas logo me arrependo. O que eu estava fazendo? — Na verdade, você está certa! Bom trabalho! Apenas saio da sala, deixando ela sozinha.” A rejeição havia me pego de surpresa. Eu, Damon, o homem que tinha tudo ao seu alcance, havia sido humilhado por uma simples dançarina. A lembrança daquela noite ecoava em minha mente como um pesadelo. Me senti como um adolescente bobo, como se toda a minha pose e personalidade fosse pelo ralo. Não é essa a sensação que eu normalmente passo para as pessoas, na verdade, todos sempre temem a minha presença. As pessoas desviam os olhos quando eu estou passando por elas. Mas ali, naquele momento, eu havia me tornado vulnerável. Ela tinha me dito que havia outras como ela na boate, que eu poderia escolher qualquer uma. Suas palavras me cortavam como facas afiadas. Era como se ela estivesse dizendo que eu não era nada de especial, apenas mais um homem rico e poderoso tentando manipular ela. A raiva me consumia por dentro. Como eu pude ser tão i****a? Tão previsível? Eu, que sempre controlava as situações, havia me deixado levar pelo desejo. Mas eu não vou deixar que essa história termine assim, ela vai conhecer o verdadeiro Damon Volkov e eu farei ela desejar por mim. Eu precisava recuperar o controle e é isso que irei fazer. Antes que eu pudesse pensar em alguma coisa para reverter a situação, a porta se abriu, interrompendo meus devaneios. Nikolas e Victor adentraram a sala, seus rostos levemente pálidos e contorcidos em uma máscara de preocupação. Os ombros de ambos estavam tensos, como se estivessem carregando o peso do mundo. Arqueei uma sobrancelha, tentando decifrar a gravidade da situação. — O que aconteceu? — perguntei, minha voz soando mais calma do que eu me sentia por dentro. Nikolas engoliu em seco, seus olhos fixos em algum ponto distante. — Descobrimos que tem alguém poderoso comandando a cidade nos bastidores. Alguém que não estamos dispostos a subestimar. Victor complementou, a voz carregada de frustração: — Isso significa que nossos planos não serão tão fáceis de colocar em prática. Teremos que agir com mais cautela, mais... inteligência. Um silêncio pesado pairava no ar, enquanto eu processava as informações. A notícia era um balde de água fria, mas ao mesmo tempo, uma chama de desafio acendia dentro de mim. — O que vamos fazer, irmão? — Perguntou Victor, ainda demonstrando sua frustração. — Vamos fazer o que sempre fizemos! — Um sorriso falso aparece em meu rosto — Vamos conquistar as coisas aos poucos, do jeito que a família Volkov faz! Minha resposta suaviza seus rostos, mas como eu conheço esses dois, sei que suas mentes estão a milhão ainda. Minha mente corre por uma alternativa ou alguma resposta melhor, que deixei os dois mais tranquilos. Mas ao fechar meus olhos, vejo ela em minha frente. Um lado da minha mente só queria que ela saísse da minha cabeça. “Maldita”, é o que ela é. Mas, outra parte de mim, está disposto a conquistar ela aos poucos e fazer ela se arrepender de ter me tratado como qualquer outro. — Você vai se arrepender das suas palavras. — Murmurei para mim mesmo, um sorriso malicioso se formou em meus lábios. A conquista da cidade seria um desafio, mas a conquista dela seria ainda mais prazerosa.
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